semifinais FC Barcelona-Real Sociedad

Martino: “O mal-estar começou a partir de algumas dúvidas táticas”

Depois da derrota para o Valencia, o técnico do Barça faz uma autocrítica antes do duelo com o Real Sociedad

Martino e Messi durante um treino em janeiro.
Martino e Messi durante um treino em janeiro.Alejandro Garcia (EFE)

Parece que o treinador do Barcelona, Gerardo Martino ainda não encontrou uma explicação para  a decadência experimentada pela sua equipe no segundo tempo do jogo contra Valencia no sábado passado (2X3). O rival ganhou no Camp Nou e o líder do campeonato deixou o primeiro lugar 59 partidas depois. O técnico teve uma conversa com seus jogadores nesta segunda-feira para discutir os erros cometidos no segundo tempo, para analisar aspectos táticos e para lembrá-los que quando uma equipe é superior ao seu rival, deve materializar essa vantagem, coisa que o Barça não fez. “O rival aproveitou algumas chances que teve, e cresceu. O mal-estar começou a partir de algumas dúvidas táticas que não existiam no primeiro tempo”, disse Martino. E acrescentou: “Eu não resgato coisas boas da equipe no segundo tempo, e quando falo da equipe, falo da equipe em sua totalidade. Os dois tempos do jogo compreendem toda a equipe e me parece que no segundo tempo, diferentemente das boas jogadas de ataque e defesa do primeiro, se fez tudo ao contrário". 

Tata Martino, no entanto, apesar da autocrítica, defendeu um discurso mais otimista: “Prefiro pensar que  não haverá outro tropeço”. E seguiu: “Ainda seguimos dependendo de nós, então não há nenhum motivo para que desistamos de alguma briga, de lutar até o final. Sabemos que a cada rodada há menos partidas, que a cada vez há que se equivocar menos. Mas hoje estamos a uma partida do líder e na última partida liga, jogaremos contra eles em casa. Seguiremos brigando”.

O treinador ofereceu uma lista com 22 jogadores convocados porque, diz que ainda não decidiu quak equipe jogará contra o Real Sociedad na partida de ida para as semifinais da Copa del Rey, que se joga nesta quarta-feira e na qual se espera oferecer uma cara totalmente diferente, de novo ante a torcida do Barça: “Sempre que há uma derrota, a partida seguinte é uma boa oportunidade para se reivindicar”. Além disso, acrescentou, o Barcelona joga a um passo da final e esses 90 minutos, nos quais confia manter o gol blindado, serão vitais.

O treinador, que respondeu a todo tipo de perguntas, incluídas algumas sobre a pressão que suporta e sua capacidade para conseguir dormir, explicou que preocupado está sempre. Disse que estava no sábado, depois da derrota. Mas também disse que estava nesta terça-feira: “Mesmo que eu ganhe, sigo preocupado. E quando venho a me enfrentar com vocês, jornalistas, estou mais preocupado”, sorriu. E defendeu a equipe que, confessa, tem muita admiração, sem que isso o impeça de tomar decisões: “Por qual motivo não apostaria em um movimento do Barça? Por que jogou mal por 45 minutos? Nem a partida toda contra o Valencia seria suficiente para descartar o Barcelona, sobretudo pelo que esta equipe fez nos últimos anos”.