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Santos: “O grande desafio é como podemos sustentar o crescimento”

O presidente colombiano destaca a importância da lei de responsabilidade fiscal na manutenção da estabilidade

Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, e Felipe González.  ULY MARTIN
Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia, e Felipe González. / ULY MARTIN

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, convidou nesta quarta-feira em Madri os investidores espanhóis a apostarem no seu país. “Somos favoráveis ao investimento estrangeiro e a regras do jogo estáveis, desde que cumpram duas condições: responsabilidade social e ambiental”, afirmou. O dirigente destacou que a economia colombiana é uma das que mais crescem na América Latina, embora tenha reconhecido que as desigualdades sociais persistem. “O grande desafio é como podemos sustentar o crescimento”, declarou.

O desenvolvimento da infraestrutura de transporte, uma das piores da região, é um dos pontos cruciais para enfrentar esse desafio, disse Santos durante sua intervenção no evento “Investir na Colômbia”, organizado pelo EL PAÍS em colaboração com as empresas Avianca, Ferrovial, Gás Natural Fenosa, Pacific Rubiales Energy e Telefónica, e com o apoio da Proexport Colômbia. No ato, apresentado por Juan Luis Cebrián, presidente do EL PAÍS, o mandatário colombiano recordou que neste ano estão previstas licitações para projetos avaliados em 27 bilhões de dólares. “Ir de Medellín a Cali atualmente leva 15 horas, no futuro serão sete horas”, afirmou.

Outro fator crucial é conseguir a paz na Colômbia, onde o conflito com a guerrilha Farc já se arrasta por meio século. Segundo suas palavras, a resolução do conflito levaria a um crescimento de pelo menos um ponto percentual no PIB de forma permanente. O desenvolvimento da infraestrutura contribuiria com mais um ponto adicional. A economia colombiana cresceu quase 5% período de um ano encerrado no último trimestre do ano passado.

O presidente colombiano afirmou que a lei de responsabilidade fiscal, que busca manter as contas públicas sob controle, foi importante para obter a confiança dos investidores. No ano passado, a Colômbia recebeu 16 bilhões de dólares em investimentos estrangeiros diretos. “Não há melhor objetivo do que ter uma economia sólida. Isso gerou uma confiança enorme”, insistiu. Além disso, Santos destacou que o país conta com superávit fiscal, uma inflação inferior a 2% e uma taxa de desemprego de 8,5% da população, enquanto a dívida pública caiu para 33% do PIB. “Isso nos permitiu reduzir a pobreza. Continuamos tendo desigualdades enormes, contra as quais estamos lutando, mas avançamos”, disse Santos. Há alguns anos, a Colômbia era o segundo país com mais desigualdade na região, superado apenas pelo Haiti. Hoje, afirmou Santos, está na média.

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