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Anna Wintour já tem seu próprio museu

O Metropolitan batiza com o nome da prestigiosa jornalista o seu Instituto do Vestuário

O reconhecimento chega por sua enorme contribuição para arrecadar fundos para esta instituição

Anna Wintour, no último dia 10 de janeiro. Ampliar foto
Anna Wintour, no último dia 10 de janeiro. Getty Images

Thomas P. Campbell , diretor e CEO do Metropolitan Museum of Art de Nova York, anunciou que seu Instituto do Vestuário se chamará Centro do Vestuário Anna Wintour, em honra do oráculo da moda norte-americana desde que está no topo na direção da Vogue norte-americana. O museu destacou o "extraordinário" trabalho da prestigiosa jornalista em defesa do instituto arrecadando fundos para sua renovação, já que a entidade calcula que obteve 125 milhões de dólares com sua ajuda. "Wintour tem a rara habilidade de reunir diversos grupos em uma larga gama de indústrias para apoiar o Instituto do Vestuário para que possa educar e inspirar visitantes de todo mundo".

O novo espaço, que foi totalmente redesenhado e renovado, será inaugurado no dia 8 de maio próximo com a exposição Charles James: Beyond Fashion, indicou o museu em um comunicado. Fundado em 1937 como o Museu de Arte do Vestuário, foi incorporado e rebatizado como Instituto do Vestuário e se converteu em uma parte do Museu Metropolitano em 1946. Agora contém uma coleção de vestidos de moda e trajes regionais da Europa, Ásia, África e as Américas, que data do século XVII até o presente.

Wintour, nascida no Reino Unido, dirige a edição norte-americana da Vogue desde 1988, embora anteriormente tenha trabalhado por 12 anos em Nova York em diferentes postos editoriais em revistas. Em março passado, além disso, assumiu também o novo posto de diretora artística da editoria norte-americana Condé Nast, proprietária da Vogue e outras reconhecidas revistas como Vanity Fair e The New Yorker. Ao saber da nomeação, Wintour disse: "É quase como ser como uma consultoria de uma só pessoa".

Wintour aguentou o furacão da crise da imprensa como uma rocha. Nos últimos anos, a Condé Nast registrou perdas depois de sofrer um descenso nos rendimentos de 500 milhões de dólares.

Nos últimos meses foi especulada a possibilidade de que Wintour ocuparia um posto de embaixadora dos Estados Unidos em alguma capital europeia como recompensa a seu apoio ao presidente Barack Obama.

Anna Wintour, satirizada no filme O diabo vista Prada como uma executiva arrogante e dura, mas ao mesmo tempo hábil e eficiente, há muito tempo está vinculada publicamente ao Partido Democrata e já participou em 2008 da campanha eleitoral de Barack Obama. Seu colega sentimental, Shelby Bryan, é descrito pelo Observer como “um homem-chave na arrecadação de fundos na época de Clinton”. E ela mesma se somou à busca de fundos para a campanha de reeleição de Obama. Mas deixou claro que o seu lance foi e continua sendo a moda.