Anna Wintour já tem seu próprio museu

O Metropolitan batiza com o nome da prestigiosa jornalista o seu Instituto do Vestuário O reconhecimento chega por sua enorme contribuição para arrecadar fundos para esta instituição

Thomas P. Campbell , diretor e CEO do Metropolitan Museum of Art de Nova York, anunciou que seu Instituto do Vestuário se chamará Centro do Vestuário Anna Wintour, em honra do oráculo da moda norte-americana desde que está no topo na direção da Vogue norte-americana. O museu destacou o "extraordinário" trabalho da prestigiosa jornalista em defesa do instituto arrecadando fundos para sua renovação, já que a entidade calcula que obteve 125 milhões de dólares com sua ajuda. "Wintour tem a rara habilidade de reunir diversos grupos em uma larga gama de indústrias para apoiar o Instituto do Vestuário para que possa educar e inspirar visitantes de todo mundo".

O novo espaço, que foi totalmente redesenhado e renovado, será inaugurado no dia 8 de maio próximo com a exposição Charles James: Beyond Fashion, indicou o museu em um comunicado. Fundado em 1937 como o Museu de Arte do Vestuário, foi incorporado e rebatizado como Instituto do Vestuário e se converteu em uma parte do Museu Metropolitano em 1946. Agora contém uma coleção de vestidos de moda e trajes regionais da Europa, Ásia, África e as Américas, que data do século XVII até o presente.

Wintour, nascida no Reino Unido, dirige a edição norte-americana da Vogue desde 1988, embora anteriormente tenha trabalhado por 12 anos em Nova York em diferentes postos editoriais em revistas. Em março passado, além disso, assumiu também o novo posto de diretora artística da editoria norte-americana Condé Nast, proprietária da Vogue e outras reconhecidas revistas como Vanity Fair e The New Yorker. Ao saber da nomeação, Wintour disse: "É quase como ser como uma consultoria de uma só pessoa".

Wintour aguentou o furacão da crise da imprensa como uma rocha. Nos últimos anos, a Condé Nast registrou perdas depois de sofrer um descenso nos rendimentos de 500 milhões de dólares.

Nos últimos meses foi especulada a possibilidade de que Wintour ocuparia um posto de embaixadora dos Estados Unidos em alguma capital europeia como recompensa a seu apoio ao presidente Barack Obama.

Anna Wintour, satirizada no filme O diabo vista Prada como uma executiva arrogante e dura, mas ao mesmo tempo hábil e eficiente, há muito tempo está vinculada publicamente ao Partido Democrata e já participou em 2008 da campanha eleitoral de Barack Obama. Seu colega sentimental, Shelby Bryan, é descrito pelo Observer como “um homem-chave na arrecadação de fundos na época de Clinton”. E ela mesma se somou à busca de fundos para a campanha de reeleição de Obama. Mas deixou claro que o seu lance foi e continua sendo a moda.