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Carrie Fisher tinha cocaína, ecstasy e álcool no corpo, disse legista

Autópsia não estabelece que o consumo de drogas tenha causado a morte da atriz

Carrie Fisher
Carrie Fisher. AFP

Carrie Fisher tinha drogas e álcool no corpo quando morreu. Foi o que determinou nesta segunda-feira o laudo da autópsia, que não estabelece se essas substâncias provocaram a morte da atriz. Fisher, famosa por interpretar a princesa Leia na saga Star Wars, faleceu aos 60 anos, no final de dezembro passado, após ter parada cardíaca durante um voo entre Londres e Los Angeles (Califórnia).

O laudo forense, elaborado pelo hospital de Los Angeles que atendeu a atriz, afirma que Fisher poderia ter consumido cocaína até três dias antes da sua morte. Também indica a presença em seu corpo de outras substâncias, como heroína e êxtase. Mas os médicos não puderam determinar o momento nem o dia em que ela ingeriu os entorpecentes. Dias antes da divulgação do resultado da autópsia, a agência Reuters informou que Fisher morreu em decorrência de apneia do sono e “outros fatores”, citando o comunicado do escritório do legista do condado de Los Angeles.

A família não se surpreendeu com o fato de que o consumo de drogas possa estar vinculado à morte da lendária princesa Leia. “Não é novidade que Carrie tenha usado drogas”, disse seu irmão, Todd Fisher, à agência AP. A filha da atriz, Billie Lourd, completou à revista People: “Minha mãe lutou a vida inteira contra a dependência de drogas e a doença mental. E morreu por isso.”

Os exames médicos foram realizados num hospital da cidade californiana em 23 de dezembro, minutos depois de a atriz ter a parada cardíaca. A estrela de Hollywood tinha problemas de coração.

Fisher consumiu drogas de forma constante desde a adolescência, enfrentando transtorno bipolar e depressão. Nunca escondeu esses problemas. Falava abertamente deles em seus célebres e bem-sucedidos monólogos cômicos, aproveitando a fama para combater os estigmas associados aos dependentes.

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