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França em alerta após carta-bomba no FMI e tiroteio em colégio em Grasse

Uma pessoa ficou ferida em Paris e oito no colégio, mas autoridades descartam terrorismo no sul

Atentando FMI
Policiais franceses cercam a região dos escritórios do FMI, em Paris. AFP

Uma explosão de uma carta-bomba na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Paris, e um tiroteio em um colégio em Grasse, no sul da França, colocaram as autoridades francesas em alerta na manhã desta quinta-feira. Em Paris, ao menos uma pessoa sofreu ferimentos leves ao abrir o envelope que explodiu, o que foi classificado como um atentado pelo presidente François Hollande. Já no sul do país, ao menos duas pessoas ficaram feridas, mas as autoridades descartam que tenha sido um ato terrorista.

Em Grasse, município de cerca de 50.000, um tiroteio registrado no colégio Alexis de Tocqueville deixou pelo menos oito feridos, segundo fontes policiais citadas pela rede de televisão local BFM. Um estudante de 17 anos, sem antecedentes criminais, foi preso. De acordo com a imprensa local, o alvo do jovem era o diretor do colégio. O aluno foi detido armado com uma pistola, um revólver, um fuzil e uma granada. Duas pessoas ficaram feridas. Inicialmente, chegou a ser cogitado que outro suspeito participou do ataque ao colégio, mas a hipótese foi descartada.

O presidente François Hollande classificou a explosão da carta-bomba no FMI como “um atentado. Não há outra definição”

A Prefeitura de Grasse classificou o episódio como um incidente entre estudantes, e não um ato de terrorismo —embora a França, alvo de vários ataques nos últimos dois anos, esteja em alerta para a ameaça de atentados terroristas.

O colégio foi evacuado e os serviços de emergência recomendaram aos cidadãos que não saíssem às ruas. Nas demais escolas da cidade os alunos e professores foram confinados como medida de precaução. O Ministério do Interior francês pediu aos pais que não se precipitem em apanhar seus filhos antes do final do horário letivo.

Atentado ao FMI

Já em Paris, também na manhã desta quinta-feira, um pacote-bomba explodiu num escritório do Fundo Monetário Internacional. O incidente provocou ferimentos no rosto e mãos de uma funcionária do órgão que abriu a correspondência. Ela não corre risco de morrer.

O pacote era destinado ao número 66 da avenida Iéna, endereço da subsede do FMI na capital francesa, vizinha da sede do Banco Mundial. As autoridades desalojaram por precaução 150 pessoas do edifício e enviaram técnicos da polícia científica ao local. Fontes policiais relataram que o artefato que explodiu é um “cilindro grosso, preto, de 30 centímetros”, e que a onda expansiva alcançou o teto do escritório onde estava a funcionária.

O presidente Hollande disse durante um ato público que se tratou de “um atentado, não há outra definição”. Em Frankfurt (Alemanha), a diretora-geral do FMI, a francesa Christine Lagarde, também condenou o “covarde ato de violência”. “Estamos trabalhando em estreita cooperação com as autoridades francesas para investigar este incidente e garantir a segurança do nosso pessoal”, acrescentou. Nesta quarta-feira, o Ministério de Finanças alemão também recebeu um envelope com material explosivo, sem que chegasse a explodir.