Seleccione Edição
Entra no EL PAÍS
Login Não está cadastrado? Crie sua conta Assine

Luis Suárez: “Se queremos fazer história, é preciso virar o jogo contra o PSG”

Atacante, na apresentação do livro ‘Relatos Solidários’, afirma que o Barcelona tem capacidade para reverter a goleada

Luis Suárez comemora um gol. Ampliar foto
Luis Suárez comemora um gol. Getty Images

Depois do dia de descanso para digerir a expressiva derrota contra o PSG no jogo de ida das oitavas de final da Champions (4-0), Luis Suárez retornou na manhã de sexta-feira aos treinamentos para depois comparecer à central do Banc Sabadell, em plena Avenida Diagonal. O evento, que era o encerramento do décimo-segundo livro dos Relatos Solidários do Esporte – do qual participam numerosos e reconhecidos jornalistas –, serviu para mostrar seu lado mais solidário e comprometido com os que sofrem de PKU, uma alteração congênita do metabolismo que impede a digestão de uma enzima necessária para a formação de proteínas. Luis Suárez, padrinho do livro como em anos anteriores o foram Abidal, Villa, Piqué e Mascherano entre outros [no ano que vem será o piloto Marc Márquez], quis aparecer como jogador do Barcelona, o primeiro a fazê-lo após a goleada na competição europeia. “Não dá para assumir a responsabilidade somente quando se ganha. Nas derrotas também e não tenho nada a esconder”, disse o atacante.

Assim, depois de entregar o cheque com o dinheiro arrecadado (54.710 euros, 180.930 reais) pelas vendas do livro, além de um quadro do trio MSN, chuteiras e uma camiseta autografados por ele que foram leiloados, respondeu às perguntas sem limitações. “Dói como qualquer derrota e mais por perder dessa forma nas oitavas. Mas essa equipe é uma das principais a nível mundial para poder reverter esse tipo de situação”, afirmou Suárez, que negou uma reunião de vestiário especial para falar do assunto. “Precisamos confiar em nós mesmos. Fizemos história pelo que ganhamos nos últimos anos e se queremos fazer história como equipe, é preciso superar uma eliminatória tão difícil. Vamos enfrentar um belo desafio”, disse. E continuou: “Não podemos cruzar os braços, é preciso continuar lutando. Faremos o possível por essa camisa. Temos condições para fazê-lo”.

Consciente de que as críticas foram duras pela partida ruim em Paris – “não me surpreende; estamos na melhor equipe do mundo e as críticas sempre irão existir”, aceitou –, deu a receita para poder virar o resultado da eliminatória: “A primeira coisa que precisamos fazer são gols. Não fizemos uma partida boa e temos a obrigação de marcar e ganhar desde o aquecimento”. E finalizou: “Somos capazes de superar a situação porque temos qualidade e time suficientes. Com gols é possível mudar o ânimo e mais do que nunca precisamos da torcida”. Mas o Barcelona não se acertou durante toda a temporada, mais irregular do que nunca desde a chegada de Luis Enrique. “Passamos por momentos de altos e baixos na temporada e é preciso buscar o nível que alcançamos nos últimos dois anos”, explicou o camisa 9 azul-grená.

O que o atacante não aceita, entretanto, é que se coloque toda a responsabilidade no técnico. “Os culpados somos todos. É preciso assumir como grupo. Quando ganhamos, todos o fazemos; e quando perdemos, também”, afirmou. E acrescentou: “Tivemos bons momentos graças ao treinador. E agora todos estamos sofrendo. Isso precisa ser resolvido por todos juntos e seguir em frente”. Mas as perguntas sobre Luis Enrique se repetiram... “Outra vez? Ele que venha aqui então!”, disse meio de brincadeira meio sério. Mas não fugiu das perguntas. “O treinador é maduro e consciente de sua situação. De modo que sobre sua renovação, ele saberá a decisão a tomar e a respeitaremos, ficando ou não ficando. Estamos há três anos com ele e muito bem. Claro que existem divergências de opinião, mas isso acontece em todas as equipes do mundo”.

Não jogará a final da Copa do Rei

Os dias não têm sido bons para o atacante, que soube pela manhã que não foi aceito o recurso do Barcelona pela expulsão contra o Atlético de Madrid nas semifinais da Copa do Rei. “O primeiro cartão é por uma falta no meio de campo... Bom, são coisas do passado”, disse, ainda chateado. O clube irá recorrer no TAD (Tribunal Administrativo do Esporte, em espanhol), mas é pouco provável que o recurso seja aceito. Se a recusa se confirmar, o Barça não terá o uruguaio contra o Alavés, que fez história ao chegar à final da competição.

MAIS INFORMAÇÕES