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Morre Carrie Fisher, a princesa Leia de ‘Star Wars’

A atriz sofreu um infarto na última sexta-feira e estava internada

Morre Carrie Fisher, a princesa Leia
Carrie Fisher, em 16 de dezembro de 2015 em Londres. REUTERS

A atriz norte-americana Carrie Fisher, a princesa Leia de Stars Wars, faleceu nesta terça-feira aos 60 anos depois de ter sofrido um enfarte na sexta-feira em um avião, segundo confirmou sua família em um comunicado divulgado por seus porta-voz, Simon Halls.

“Com grande tristeza, Billie Lourd confirma que sua querida mãe, Carrie Fisher, morreu às 8h55 desta manhã. O mundo a amava e sentirá profundamente sua falta. Toda a nossa família lhes agradece por seus pensamentos e suas orações”.

Fisher estava internada no hospital da UCLA, em Los Angeles, depois de sofrer uma parada cardíaca na sexta-feira enquanto voava de Londres para a cidade californiana. O enfarte ocorreu minutos antes da aterrissagem e, apesar do atendimento imediato e “agressivo” que lhe prestaram no avião, alguns passageiros que voaram com ela comentaram que as pessoas que lhe deram assistência demoraram mais de dez minutos para restabelecer seus sinais vitais. A atriz chegou ao hospital em estado crítico e horas depois foi transferida com urgência à unidade de terapia intensiva.

Tão logo se divulgou que havia sido internada, as mensagens de apoio à atriz vieram tanto dos veteranos que trabalharam com ela nos primeiros três filmes desta saga, Guerra das Galáxias (1977), O Império Contra-Ataca (1980) e O Retorno de Jedi (1983), como dos mais jovens, parte da sétima produção, O Despertar da Força (2015), e de Rogue One, deste ano. Dave Prowse, o homem que deu vida a Darth Vader, e Billy Dee Williams, o Lando Carlissian de O Império Contra-Ataca, expressaram sua preocupação com Fisher, e o mesmo fizeram Riz Ahmed e Alan Tudyk, do último filme deste universo. “Use a força, querida”, lhe disse Joely Fisher, meia-irmã da atriz, parafraseando uma das referências desta saga. Com Fisher no hospital se encontravam sua filha, a atriz Billie Lourd, e seu cão de estimação, um buldogue francês chamado Gary Fisher que a acompanhava todo o tempo. Ambos viajavam com ela no voo United 935, procedente de Londres, quando sofreu o ataque cardíaco.

Carrie Fisher com o elenco de 'Star Wars' em 1978. ver fotogalería
Carrie Fisher com o elenco de 'Star Wars' em 1978. AP

Fisher fora a Londres promover seu último livro, The Pricess Diarist. Como grande parte de seus livros, este também é semiautobiográfico, baseado nos diários de seu início como atriz em uma saga que a lançou ao estrelato com apenas 19 anos e da qual nunca pôde livrar-se.

Carrie Fisher passou por várias dificuldades pessoais ao longo de sua carreira e, embora para muitos isso pudesse ser um tema tabu, ela falava abertamente de seus problemas com o álcool e as drogas. “Sou Carrie Fisher e sou alcoólatra”, começava seu monólogo teatral Wishful Drinking sobre sua biografia. A atriz teve uma overdose e passou por tratamentos de desintoxicação. Esses anos de excessos coincidiram com sua turbulenta relação matrimonial com o músico Paul Simon, depois de um rápido noivado com o comediante Dan Aykroyd.

Sua estrela no cinema só brilhou realmente nos títulos de Star Wars e, em alguns filmes de prestígio como Hannah e sus irmãs, de Woody Allen, embora ela tenha participou de inúmeros títulos, nos quais inclusive parecia rir de si mesma. Sua lembrança é parte do imaginário coletivo de toda uma geração que descobriu assombrada a saga galáctica e uma atriz com personalidade forte. Um marca indelével, como ficou evidenciado pela reação em massa de simpatia e pesar nas redes sociais ao saber de sua morte precoce.

Com informações da agência Reuters

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