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Vereadores em São Paulo: mais mulheres e evangélicos e pouca renovação

Dos 55 eleitos, apenas 18 nunca tiveram passagem pela Câmara Municipal de São Paulo

O eleitor da cidade de São Paulo é implacável com seus prefeitos. Nunca reelegeu um mandatário na capital paulista. Mas, a mesma sede por alternância de poder não é verificada na Câmara dos Vereadores. Nesta eleição, 33 dos 55 vereadores foram reeleitos. E os novos não são tão novos assim: dentre os 22 novatos, 18 de fato nunca tiveram passagem pela Casa. 

Vereadores em São Paulo
Votação na Câmara dos Vereadores de São Paulo.

O resultado das urnas do último domingo premiou alguns estratos. O número de evangélicos aumentou – de oito para 14 -– e o de mulheres mais que dobrou: não somente todas as cinco foram reeleitas, como mais seis ocuparão uma cadeira na Casa a partir de janeiro do ano que vem. A bancada da bala, formada por policiais, ficou reduzida a apenas um representante, o ex-PM da Rota Conte Lopes (PP). Sua campanha por mais segurança, de qualquer forma, o tornou o quarto vereador mais votado, com 80.052 votos.

A coligação que elegeu o prefeito João Doria (PSDB), formada por 13 partidos, não alcançou a maioria na Casa. Elegeu 25, das 55 cadeiras. Por outro lado, o PSDB aumentou seu espaço, passando de oito para 11 vereadores, enquanto o PT perdeu uma cadeira, passando de dez para nove parlamentares.  A legenda hostilizada em todo o país conseguiu a proeza de eleger o vereador campeão de votos: Eduardo Suplicy, com 301.446 votos. O PMDB, partido do presidente Michel Temer, também encolheu na capital paulista, passando de três para dois vereadores.

Confira o perfil de cada um dos vereadores eleitos em São Paulo:

Novos vereadores:

Adriana Ramalho (PSDB)
Formada em Direito, contribuiu para aumentar a bancada evangélica na Casa. Promete trabalhar em defesa da mulher, dos idosos, da acessibilidade e inclusão de deficientes no mercado do trabalho. Defende a Lei Maria da Penha e do Feminicídio e casas de abrigo como expansão dessas duas leis de proteção às mulheres. Em seu material de campanha, afirma que a família é “a célula fundamental do equilíbrio da sociedade”. Ingressou no PSDB mulher em 2015 como presidente de honra.

Alessandro Guedes (PT)
Líder comunitário, Guedes atua em bairros de periferia da zona leste. Não é exatamente um novato, já que, em 2012, foi eleito como vereador suplente, tendo assumido o cargo em diferentes oportunidades. Agora, foi eleito com 26.780 votos, sendo o oitavo vereador petista mais bem posicionado. Aos 32 anos, tem um histórico de envolvimento em pautas de regularização fundiária, urbanização e saúde.

André Santos (PRB)
Conhecido como Bispo André Esteves, é membro da Igreja Universal e engorda a bancada evangélica na Câmara Municipal.  Em vídeos no Youtube, defendeu que sua candidatura encarnava o desejo de mudança e a indignação que se viu nos protestos de rua em São Paulo. Outros  apresentam o candidato, falam da sua história, mas não há menções sobre as propostas específicas que levará para a Câmara a partir de 2017.

Aline Cardoso (PSDB)
Aos 37 anos, eleita para seu primeiro mandado como vereadora, Aline se define como uma empresária e mobilizadora social. Filha de Celino Cardoso, deputado Estadual no sexto mandato consecutivo, é filiada ao PSDB desde 1998. Suas propostas incluem apoiar o empreendedorismo e a criação de startups, incentivar a ampliação de corredores de ônibus, ampliar vagas em creches, o apoio a políticas públicas em defesa das mulheres, promover a ampliação de espaços de coworking, dentre outras.

Camilo Cristófaro (PSB)
Foi chefe de gabinete de duas presidências da Câmara: na gestão do vereador Antonio Carlos Rodrigues (PR), em 2008, e de José Américo (PT), de 2013 a 2015. Mantém uma página no Facebook chamada Cotidiano do Trânsito, onde fala sobre suas bandeiras de campanha. Lá, prometeu doar seu salário para “duas instituições de caridade”, mas não diz quais são as instituições. Diz que não usará veículo oficial porque tem seu “próprio carro”. Sua principal bandeira na disputa foi se opor à redução da velocidade nas marginais, medida tomada por Haddad e extensamente explorada por seus rivais durante a campanha. Publicou vídeos criticando também as ciclovias e corredores de ônibus. Afirmou que acabará com a “máquina de fazer reais”, se referindo aos radares de velocidade – o prefeito eleito João Doria já disse que manterá os atuais radares –, e que “em janeiro isso aqui já não existirá mais”, se referindo a uma ciclovia na avenida Celso Garcia, na região do Brás.

Claudio Fonseca (PPS)
Professor e ex-presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo, Fonseca volta para a Câmara depois de não ter conseguido se eleger no pleito de 2012 e ter atuado como suplente do vereador Ricardo Young (REDE). Sua experiência na casa legislativa se pautou até hoje por projetos em defesa da educação e de professores.

Daniel Annenberg (PSDB)
Ex-presidente do Detran, dentre suas propostas está a de desburocratizar e simplificar serviços, usando a tecnologia como aliada. Defende a criação de um aplicativo para a população acompanhar os trabalhos na Câmara Municipal. Propõe também uma maior participação da população na definição das políticas públicas. Foi apoiado por rabinos e membros da comunidade judaica de São Paulo.

Eduardo Suplicy (PT)
O vereador mais votado deste ano é um veterano na política. Foi eleito pela primeira vez para o cargo em 1988, quando cumpriu somente um ano de mandato, para se candidatar a senador nas eleições seguintes. Neste ano, afastou-se da pasta dos Direitos Humanos na Prefeitura, a qual havia assumido em fevereiro de 2015, para se candidatar a vereador. Antes disso, já foi deputado federal, estadual e senador. Aos 75 anos, Suplicy foi eleito depois de fazer uma campanha com apoio da juventude. Defende o uso da legislação para a garantia gradual do programa Renda Básica de Cidadania, aperfeiçoar as normas que garantem o atendimento à saúde, o aprimoramento das políticas inclusivas especialmente para a comunidade LGBT, migrantes, moradores de rua e egressos do sistema penitenciário, dentre outras propostas.

Fabio Riva (PSDB)
Neófito na política, Riva é advogado e ingressou no PSDB em 2003, quando foi assessor jurídico do atual deputado estadual Marcos Zerbini. Durante a gestão de José Serra (PSDB) na Prefeitura de São Paulo, trabalhou na área de desenvolvimento social da subprefeitura de Pirituba/Jaraguá. Em seu Facebook, defende projetos nos arredores do Mercado da Lapa e na região de Pirituba, como melhorias na estrutura do Mercado, a unificação das linhas 7 e 8 do trem que passam pela região e a integração do terminal do ônibus à estação de trem.

Fernando Holiday (DEM)
É um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), que surgiu há dois anos como um movimento que se dizia apartidário e levou milhares às ruas pelo impeachment de Dilma Rousseff. Holiday foi um dos oito vereadores eleitos no país pelo MBL nestas eleições, que lançou 45 candidatos pelo país. Liberal, suas propostas giram em torno de reduzir impostos e a burocracia, corte de verba nos gabinetes e fiscalizar a transparência do Executivo. Negro e homossexual assumido, já afirmou que não se identifica com o programa de cotas raciais para ingressar na universidade, nem com a pauta LGBT.

Gilberto Nascimento Jr (PSC)
O novato também engrossa a bancada evangélica na Câmara Municipal. É a favor da Escola sem Partido, “por uma lei contra o abuso da liberdade de ensinar”, segundo seu material de campanha. Defende “leis que garantem a defesa dos princípios e valores cristãos e da família”, a flexibilização da Lei do Psiu, quando aplicada às igrejas, e a diminuição das burocracias para obtenção de alvará para as igrejas.

Isac Félix (PR)
Félix tem sua atuação política voltada para a região do Campo Limpo, na Zona Sul. Defende pautas relativas à proteção dos animais e feiras livres. É apadrinhado político de Antonio Carlos Rodrigues, que foi ministro dos Transportes durante reforma ministerial no segundo mandato da ex-presidente Dilma Rousseff. É formado em teologia, mas não deixa clara sua orientação religiosa.

Janaina Lima (NOVO)
É uma das fundadoras e porta-vozes do Vem pra Rua, movimento que, ao lado do MBL, dizia-se apartidário, contra a corrupção e pedia o impeachment de Dilma Rousseff. Advogada, Janaina é neófita na Câmara assim como seu partido, que, criado em 2016, defende ideias liberais, como a diminuição do papel do Estado. Além dela, a legenda elegeu mais três vereadores em cidades brasileiras. Promete, no primeiro dia de mandato, cortar em 50% a verba de gabinete, fiscalizar a corrupção e instituir um conselho com especialistas para auxiliar no seu mandato.

João Jorge (PSDB)
Membro da Assembleia de Deus, engrossa a bancada evangélica. A mobilidade urbana é a maior bandeira do vereador que falou, durante a campanha, em eliminar ciclovias “por onde não passam bicicletas” e acabar com a “indústria da multa”. Promete, como primeiro passo, trabalhar para inverter a política de priorização do transporte individual pelo público, para melhorar o trânsito consequentemente.

Dr. Milton Ferreira (PTN)
Único eleito do nanico PTN, partido originário do ex-presidente João Goulart (1961-1964), e refundado em 1995, Milton Ferreira é médico e atua no extremo leste da capital paulista. Em sua página de Facebook, divulga propostas para a melhoria do atendimento médico na capital, como  a fiscalização no contrato de compra de medicamentos da rede pública, a ampliação dos centros de convivência do idoso e a agilização no agendamento de exames. Tendo se candidato outras vezes, esse é seu primeiro mandato no legislativo.

Rinaldi Digilio (PRB)
Em seu primeiro mandato, Digilio se apresenta como escritor nas redes sociais. É pastor da Igreja do Evangelho Quadrangular, fundada por seus pais. Durante a campanha, disse que levará as políticas públicas para bairros que ficaram abandonados pela atual gestão Haddad por meio de um gabinete itinerante para receber as demandas. Defende a criação de um programa de assistência ao idoso e pretende criar novas comunidades terapêuticas para a reabilitação de dependentes químicos.É líder do grupo Inconformados, que prega que os jovens devem “viver na contramão do mundo através da oração”.

Rodrigo Goulart (PSD)
É estreante na Câmara dos Vereadores, mas tem um histórico político na família: é filho do deputado federal Antonio Goulart (PSD-SP). Em seu site de campanha, diz ter acompanhado o trabalho do pai “principalmente na zona sul” de São Paulo e por isso "está habilitado para solucionar algumas questões". Promete lutar pela volta do programa Mananciais, pela melhoria das ruas e requalificação da região de Vargem Grande (extremo sul) e pela construção e revitalização dos Clubes da Comunidade (CDC's) para incentivar o esporte e o lazer na periferia.

Rute Costa (PSD)
Membro da Igreja Assembleia de Deus, uma das suas propostas é estender o benefício do Bilhete Único aos finais de semana, estabelecendo uma tarifa única, independentemente do intervalo de horas. De acordo com seu site, o objetivo é “que as pessoas possam professar sua fé, ir à igreja, ou mesmo gozar de momentos de lazer com sua família sem se preocupar com o horário da volta”. Também promete trabalhar pela criação de novas creches e rever os contratos de gestão celebrados entre a Prefeitura e a Polícia Militar. De acordo com ela, a PM e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) têm um contrato administrativo com a Prefeitura que prevê retribuições financeiras pelas multas aplicadas.

Sâmia Bonfim (PSOL)
Militante da juventude do PSOL, Sâmia participou de diversas manifestações, como a série de atos feministas do ano passado contra Eduardo Cunha e pela legalização do aborto. Promete fazer oposição ao Governo Doria e lutar pelos direitos da juventude, das mulheres e da comunidade LGBT. Algumas das suas propostas são expandir as delegacias da mulher com funcionamento 24 horas, lutar pela descriminalização e regulamentação de todas as drogas, e a criação de um vale-cultura municipal, financiado pela Prefeitura e destinado à juventude da periferia.

Soninha Francine (PPS)
Soninha não é uma estreante na Câmara Municipal, local por onde passou ao se eleger em 2004. Foi subprefeita da Lapa entre os anos 2009 e 2010, na gestão de Gilberto Kassab (PSD). Em entrevista ao jornal Valor, em julho deste ano, elogiou a proposta feita por João Doria de privatizar Interlagos. Suas bandeiras estão em torno de lutar por mais vagas em creches, aumentar a rede de iluminação pública, criar mais casas de abrigo para vítimas de violência e apoiar mães de filhos desaparecidos.

Tripoli (PV)
O sobrenome do vereador é famoso na política, mas esta é a primeira vez que Reginaldo Tripoli se elege. É irmão de Roberto Tripoli, deputado estadual e o vereador mais votado na última eleição, e de Ricardo Tripoli, deputado federal. Assim como seus irmãos, o vereador recém-eleito ergue bandeiras ambientalistas e em defesa dos animais. Seu slogan de campanha foi “eu voto pelos animais”, e usou projetos de lei dos irmãos para fazer propaganda para a sua campanha. Um post no Facebook menciona o projeto de lei do deputado Roberto Tripoli que proíbe a circulação de cavalos, bois, mulas e burros na cidade de São Paulo.

Zé Turin (PHS)
Proprietário de uma rede de açougues que leva seu sobrenome, uma das suas propostas é a implantação de um novo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), que fiscalize a qualidade dos alimentos de origem animal, para o Setor do Comércio Varejista de Carnes. Dentre outros projetos que pretende levar para a Câmara estão o de implantar aulas de música instrumental nas escolas, hospital 24 horas para animais, tarifa zero no transporte para escoteiros em horário de treinamento e a implantação de um circuito fechado de monitoramento de câmeras para o centro de Santo Amaro.

Vereadores reeleitos:

Adilson Amadeu (PTB)
Despachante e empresário, Amadeu foi reeleito para o quarto mandato. É autor do projeto de lei que proíbe o Uber em São Paulo, vetado por Haddad. Ligado aos taxistas, critica a chamada “indústria da multa” e é autor de outro projeto de lei, também vetado, que visava parcelar as multas. No início deste ano, foi citado pelo Ministério Público de São Paulo por ter recebido propina em um esquema de corrupção no Governo de Gilberto Kassab (2006 a 2013).

Alfredinho (PT)
De origem sindicalista, foi reeleito pela segunda vez. Milita em movimentos por moradia e é atualmente o líder da bancada do PT na Casa. É autor, dentre outros projetos, da lei que obriga a instalação de banheiros químicos para portadores de necessidades especiais em eventos.

Arselino Tatto (PT)
Desde 1988, Arselino Tatto é eleito vereador de São Paulo. Agora, se prepara para assumir seu oitavo mandato consecutivo. Assim como o resto de sua família – ele é irmão de Ênio e Jilmar Tatto –, tem um longo histórico de militância no PT e sempre trabalhou em questões relativas à mobilidade urbana. Atual líder do Governo Haddad na Câmara, já foi um dos nomes mais votados do partido, mas hoje ficou em último na lista. Em 2003, foi presidente da Câmara dos Vereadores.

Atílio Francisco (PRB)
É vereador desde o ano 2000. Autor de projetos de lei como o que estabelece o dia municipal da cultura evangélica, aprovada, e de outra que suspende o rodízio de veículos em dia de greve no transporte público, vetada. Diz-se autor do projeto de lei que institui a tarifa zero no transporte público, mas na verdade é autor do projeto (PL427/2012) de sua autoria exclui da Lei da Cidade Limpa ônibus e táxis, permitindo a veiculação de publicidade nesses transportes. De acordo com o texto, a verba da publicidade poderia ser revertida no subsídio do consumo de combustível para os táxis e na tarifa zero para estudantes que usam ônibus.

Aurélio Nomura (PSDB)
Eleito pela sexta vez, Nomura é um dos autores do projeto de lei que prevê a implantação do Parque Augusta. Também é co-autor da lei que reconhece a união homoafetiva como entidade familiar para o ingresso em programas de moradia popular, projeto que está em tramitação. A lei que estabelece vagas para grávidas em estacionamentos é de sua autoria também. É o atual líder do PSDB na Câmara dos Vereadores.

Celso Jatene (PR)
Foi secretário de Esportes e Lazer de Haddad entre os anos 2013 e 2016, mas tirou licença do cargo em março deste ano para se candidatar pela quinta vez a vereador. É autor de um projeto de lei, em tramitação, para facilitar o acesso à transparência, criando dados com linguagem fácil e acessível. Também elaborou o projeto de lei que cria faixas de ônibus reversíveis, que funcionariam somente em horários de pico nos corredores de ônibus, também em tramitação.

Claudinho de Souza (PSDB)
Caminhando para seu quarto mandato consecutivo, Claudinho tem atuado na região noroeste de São Paulo, onde nasceu. É um dos autores da lei que proíbe o Uber em São Paulo, vetada por Haddad. Em tramitação, está o projeto de lei de sua autoria que institui a semana da consciência negra na cidade. Eleito pela primeira vez em 2004, muitos dos seus projetos de lei aprovados falam sobre mudança de logradouros urbanos, como praças e ruas e da preservação do meio ambiente. Foi o último vereador eleito da lista tucana.

Conte Lopes (PP)
O policial militar que já passou pela Rota foi reeleito, com a quarta melhor votação, para o segundo mandato na Casa. É autor do polêmico projeto de lei que proíbe que se cubra o rosto em manifestações, dentre outros projetos. Quando eleito pela primeira vez em 2012, sua maior proposta era acabar com os bailes funks na cidade. Defende a unificação da Polícia Militar e da Guarda Civil. É o líder do PP na Câmara.

David Soares (DEM)
Representante da bancada evangélica da Câmara dos Vereadores, David Soares caminha para seu terceiro mandato. Filho do Missionário R.R. Soares, um dos pastores mais conhecidos da televisão brasileira, tem defendido projetos na área de preservação do meio ambiente e tecnologia. É autor da lei de 2013 que determina que 80% da frota das concessionárias de transporte público tenha ar-condicionado.

Donato (PT)
O vereador petista afirma ter ajudado a implantar o Bilhete Único na gestão da ex-prefeita Marta Suplicy, quando ela ainda era do PT. Foi relator da CPI do IPTU, criada em 2009. Seus projetos são relacionados à melhoria no transporte público e equipamentos de infraestrutura na periferia. É um dos autores da lei que institui o dia sem carro na cidade.

Edir Sales (PSD)
As principais bandeiras da professora reeleita estão na área de prevenção e recuperação de dependentes de álcool e dos direitos das mulheres. É de sua autoria a lei que estabelece uma parceria entre a Guarda Civil, Prefeitura e Tribunal de Justiça para a ação Ronda Maria Penha para prevenção e cuidado de mulheres vítimas de violência. Foi sancionada pelo prefeito Fernando Haddad em abril do ano passado.

Eduardo Tuma (PSDB)
Reeleito pela primeira vez, Tuma é autor da lei que institui o dia de combate à cristofobia, aprovada na Câmara e vetada por Haddad.  Evangélico, também é de sua autoria um projeto de lei de “valorização da família”, que institui diretrizes para a implantação de política pública de valorização familiar na cidade. Outro projeto de sua autoria é o “IPTU verde”, que oferece desconto parcial no imposto de imóveis que adotem medidas para conservar o meio ambiente.

Eliseu Gabriel (PSB)
Ex-professor de física, é o presidente nacional do PSB e atual líder do partido na Câmara. Criou o Fórum Municipal de Proteção e Defesa Animal e também é autor da lei que instituiu a Semana Municipal de Orientação e Guarda Responsável de Animais de Estimação. Em seu site, disse que foi “decisivo” para salvar o Cine Belas Artes, cinema de rua em São Paulo que permaneceu fechado por três anos por problemas financeiros. Foi secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Empreendedorismo na gestão Haddad.

George Hato (PMDB)
Caminhando para seu segundo mandato na Câmara dos Vereadores, Geroge Hato é médico e tem atuado na área de saúde na região de Itaquera, zona leste da cidade, onde cresceu. É um dos autores do projeto de lei que institui repúblicas para idosos de baixa renda na cidade, em tramitação. É filho do deputado Estadual Jooji Hato (PMDB). Durante sua primeira legislatura, foi apontado que usava verba de seu gabinete para pagar material de limpeza de um imóvel em que o pai atende seus eleitores.

Gilberto Natalini (PV)
Médico, Natalini caminha para seu quinto mandato na Câmara. Em 2000, ganhou sua primeira eleição ainda pelo PSDB, legenda que deixaria em 2012. Tendo participado do movimento estudantil contra a ditadura militar, nos anos 1970, é hoje Presidente da Comissão da Verdade da Câmara. Tem dedicado seus mandatos a causas relacionadas à saúde pública, meio ambiente e urbanismo. É autor da lei que obriga a Prefeitura a utilizar água de reuso na limpeza de ruas.

Gilson Barreto (PSDB)
Vereador desde o ano 2000, Barreto preside atualmente a Comissão de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente, responsável pela Lei de Zoneamento da cidade. Seus projetos de lei são de temas variados, passando por áreas como transporte público, acessibilidade, educação e meio ambiente. É autor da lei que abre as escolas municipais e equipamentos públicos de final de semana para o uso da comunidade e da lei que obrigada os estabelecimentos que vendem pilhas e baterias a recolher esse material para descartá-los no local correto.

Jair Tatto (PT)
O vereador, assim como seus irmãos Arselino, Enio e Jilmar Tatto – este último, atual secretário municipal de Transportes -–, tem uma longa trajetória na militância do PT. É autor da lei que instituiu o Bilhete Único Mensal e Semanal no Governo Haddad. Também é de sua autoria o projeto de lei que visava instituir a “virada católica” em São Paulo.

Juliana Cardoso (PT)
Militante de movimentos sociais, é autora de leis que envolvem direitos das mulheres, moradia e educação. Criou o Projeto Educacional Jovem Trabalhador, que visa criar condições e preparar o jovem de 15 a 21 anos para o mercado de trabalho. Também é autora da lei que estabelece diretrizes para o Programa Centro de Parto Normal, para o incentivo do parto humanizado.

Milton Leite (DEM)
É vereador desde 1996 e neste ano foi o segundo mais votado. Uma das maiores bandeiras é em defesa dos mananciais, causa que o vereador evoca para falar de obras de infraestrutura e lazer realizadas na periferia da cidade. É autor, dentre outras leis, do projeto que defende a anistia da dívida dos clubes de futebol na cidade, vetado.

Mario Covas Neto (PSDB)
Neto do ex-governador de São Paulo, o vereador cumprirá o segundo mandato na Câmara Municipal. Dentre as propostas estão flexibilizar as multas do rodízio de veículos para penas mais brandas, instalação de banheiros químicos em feiras livres e melhorar a iluminação pública da cidade.

Noemi Nonato (PR)
Vereadora e cantora gospel, é autora da lei que institui o atendimento especializado em câncer de mama nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). É vereadora desde 2004 e desenvolve projetos na área de educação, saúde, idosos e mulheres.

Ota (PSB)
O vereador Masataka Ota coordena desde 1997 o Movimento Paz e Justiça Ives Ota, que leva o nome do filho do político, assassinado aos oito anos. Por isso, seus mandatos – foi eleito em 2012 pela primeira vez – envolvem leis mais severas para crimes hediondos e temas envolvendo direitos das crianças. Um dos projetos de lei, não aprovado, institui o serviço do hospital homeopático público na cidade.

Patrícia Bezerra (PSDB)
Desenvolve projetos de lei voltados para o terceiro setor e de proteção às mulheres e crianças. É autora da lei que pune com multa de 500 reais estabelecimentos que constranjam mulheres que amamentem em público. Também escreveu projeto de lei que institui a semana de apoio e conscientização sobre o parto humanizado.

Paulo Frange (PTB)
A partir do ano que vem, o médico cardiologista inicia o sexto mandato na Casa. Seus projetos são ligados à saúde: é autor da lei que exclui os médicos do rodízio de veículos, do programa de prevenção à gravidez precoce e da semana mundial do sono, da informação e divulgação da saúde do homem e da prevenção e combate ao edema macular diabético, entre outros. É o atual líder do PTB na Casa.

Police Neto (PSD)
Reeleito para o quarto mandato, é o atual líder do PSD na Câmara. Police Neto é autor da lei que institui a Política Municipal de Inclusão Digital na cidade, visando a acessibilidade digital por meio de Telecentros. Suas propostas estão em áreas como a habitação – propõe uma lei de regularização fundiária para assentamentos irregulares – desburocratização de processos administrativos e mobilidade. Afirma não usar o carro oficial da Câmara, deslocando-se de bicicleta, transporte público e carona.

Reis (PT)
Indo para o segundo mandato, o vereador petista promete trabalhar pela criação de uma ronda escolar permanente, por uma secretaria Municipal de prevenção ao uso de drogas e pela ampliação de políticas raciais, dentre outras propostas.

Ricardo Nunes (PMDB)
É um dos autores da lei que regulamenta as comidas de rua em São Paulo. Cristão, também é dele o projeto de lei que institui o evento “canção nova abraça São Paulo”, aprovado pela Câmara. Uma das maiores propostas para o novo mandato é fazer com que a represa Billings seja usada como via de transporte fluvial, baseando-se em uma lei de sua autoria que obriga a Prefeitura a investir no modal barco.

Ricardo Teixeira (PROS)
Líder do PROS na Câmara dos vereadores, Teixeira é especialista em engenharia de trânsito. Foi secretário do Verde e do Meio Ambiente e da Coordenação das Subprefeituras na gestão Haddad. É autor da lei que proíbe a venda de bebida alcoólica em estádios de futebol.

Sandra Tadeu (DEM)
Médica e sanitarista, Sandra faz parte da bancada evangélica. É autora da Lei do Telhado Verde, que obriga determinadas construções a prever no projeto a instalação de telhados com vegetação. Também é de sua autoria a lei que proíbe o uso de celular em agências bancárias. É vereadora desde 2008 e atual líder do DEM na Câmara.

Senival Moura (PT)
Vereador desde 2006, é um dos autores da lei que regulariza o serviço do Uber. Também escreveu o projeto de lei que institui cotas raciais no serviço público da cidade, mas foi vetado. Suas bandeiras estão em torno da luta por moradia, lazer e mobilidade urbana.

Souza Santos (PRB)
Dentre os projetos de lei de sua autoria estão o que institui o dia do “evangelista universal” e o que isenta IPTU das igrejas, ambos não aprovados. Souza Santos é autor também da lei que institui o dia do “obreiro universal”, essa aprovada pela Câmara. Apoiado por diversos bispos e pastores, promete mais saúde e infraestrutura para a cidade de São Paulo. É o atual líder do PRB na Casa.

Toninho Paiva (PR)
Vereador desde 1992, é autor de diversos projetos envolvendo direitos dos idosos. Também escreveu um projeto de lei, em tramitação, para criar um grupo de elite dentro da Guarda Civil para “Intervenção em conflitos sociais”. Em 2013, foi autor do projeto que instituiu na Câmara Municipal a Frente Parlamentar Cristã em Defesa da Família. É o atual líder do PR na Câmara.

Toninho Vespoli (PSOL)
Ao lado de Sâmia Bonfim, companheira de sigla, promete criar a bancada combativa na Câmara, para fazer oposição ao prefeito eleito João Doria. É um dos autores da lei que institui o Parque Augusta. Defende bandeiras como a tarifa zero nos transportes e a discussão de gêneros nas escolas. Foi eleito pela primeira vez em 2012.

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