Seleccione Edição
Login
12 filmes em que um só plano é capaz de nos explicar a trama inteira
12 fotos

12 filmes em que um só plano é capaz de nos explicar a trama inteira

'Origem', 'Match Point', 'Ondas do Destino', 'A Bruxa de Blair', 'Psicose'... Um instante de cada um gela o seu sangue e esclarece o argumento

  •  O filme. . O cruzar –na verdade, descruzar– de pernas mais famoso da história do cinema, e tudo isso. Além de propulsionar a carreira de Sharon Stone, este ‘thriller’ erótico dirigido com a mistura única de sofisticação e sordidez que caracteriza Paul Verhoeven conseguiu que se falasse amplamente sobre quem era o assassino. O que depois de vê-lo parece no mínimo surpreendente porque o assunto fica muito claro no plano final.   O plano.  Nick Curran (Michael Douglas) regressa ao apartamento de Catherine Tramell (Sharon Stone) para outro de seus encontros sexuais, dos quais nunca tem o suficiente. Ele está ciente de que o mais provável é que ela seja a autora dos crimes pelos quais outra pessoa foi considerada culpada, mas o perigo só aumenta a concentração de uma droga da qual se tornou viciado. É então que a câmera desce para baixo da cama e desvenda ali a arma com a qual cedo ou tarde ele acabará tendo um encontro fatal.
    1'Instinto Selvagem' (1992), de Paul Verhoeven O filme.. O cruzar –na verdade, descruzar– de pernas mais famoso da história do cinema, e tudo isso. Além de propulsionar a carreira de Sharon Stone, este ‘thriller’ erótico dirigido com a mistura única de sofisticação e sordidez que caracteriza Paul Verhoeven conseguiu que se falasse amplamente sobre quem era o assassino. O que depois de vê-lo parece no mínimo surpreendente porque o assunto fica muito claro no plano final.

    O plano. Nick Curran (Michael Douglas) regressa ao apartamento de Catherine Tramell (Sharon Stone) para outro de seus encontros sexuais, dos quais nunca tem o suficiente. Ele está ciente de que o mais provável é que ela seja a autora dos crimes pelos quais outra pessoa foi considerada culpada, mas o perigo só aumenta a concentração de uma droga da qual se tornou viciado. É então que a câmera desce para baixo da cama e desvenda ali a arma com a qual cedo ou tarde ele acabará tendo um encontro fatal.
  •   O filme.  Se de algo não se pode acusar o diretor Christopher Nolan é de incoerência. Pelo menos neste filme o argumento era tão barroco e desnecessariamente intrincado como seu aparato visual. Há espionagem industrial e pessoas que se infiltram nos sonhos de outras pessoas para lhes roubar ideias ou implantar novas. Também há um pouquinho de mitologia grega.     O plano.   Para não se envolver tanto como o espectador, o personagem de Leonardo DiCaprio leva consigo um pião que quando para lhe informa que está no mundo real e não no onírico. Depois de muitas vicissitudes e muito ‘kitsch’ digital, volta para casa e ali faz o pião girar, mas ao se reencontrar com os filhos, que no final era o que ele queria. Mas decide que já não lhe interessa saber se tudo aquilo é real ou não. E o espectador, sim, vê que o pião parece prestes a cair justo antes de a tela ficar preta. Ou talvez não tenha caído?   Veja a cena clicando aqui .
    2'Origem' (2010), de Christopher Nolan  O filme. Se de algo não se pode acusar o diretor Christopher Nolan é de incoerência. Pelo menos neste filme o argumento era tão barroco e desnecessariamente intrincado como seu aparato visual. Há espionagem industrial e pessoas que se infiltram nos sonhos de outras pessoas para lhes roubar ideias ou implantar novas. Também há um pouquinho de mitologia grega.

    O plano.

    Para não se envolver tanto como o espectador, o personagem de Leonardo DiCaprio leva consigo um pião que quando para lhe informa que está no mundo real e não no onírico. Depois de muitas vicissitudes e muito ‘kitsch’ digital, volta para casa e ali faz o pião girar, mas ao se reencontrar com os filhos, que no final era o que ele queria. Mas decide que já não lhe interessa saber se tudo aquilo é real ou não. E o espectador, sim, vê que o pião parece prestes a cair justo antes de a tela ficar preta. Ou talvez não tenha caído?

    Veja a cena clicando aqui.
  •   O filme.  Na época representou uma autêntica revolução. Apesar de não haver nada original nem na técnica do falso documentário (aí estava, vinte anos antes, 'Holocausto Canibal') nem no estilo deliberadamente desordenado da gravação (o movimento Dogma tinha surgido em 1995), o público em massa percebeu tudo isso como uma furiosa novidade e lotou as salas para ver uma suposta gravação de vídeo realizada por excursionistas perseguidos por forças malignas em uma floresta. Houve até duas sequências, a última com estreia no ano passado.     O plano.  No início do filme somos alertados para a existência de um assassino que levava suas vítimas em pares a sua casa e fazia uma delas voltar-se para a parede enquanto matava a outra. Quanto a câmera subjetiva que a personagem de Heather carrega entra no porão de uma casa e vemos seu amigo Mike de cara para a parede, compreendemos qual é o destino que os espera. E não é preciso ver com os próprios olhos para sentirmos um calafrio.
    3'A Bruxa de Blair' (1993), de Eduardo Sánchez e Daniel Myric  O filme. Na época representou uma autêntica revolução. Apesar de não haver nada original nem na técnica do falso documentário (aí estava, vinte anos antes, 'Holocausto Canibal') nem no estilo deliberadamente desordenado da gravação (o movimento Dogma tinha surgido em 1995), o público em massa percebeu tudo isso como uma furiosa novidade e lotou as salas para ver uma suposta gravação de vídeo realizada por excursionistas perseguidos por forças malignas em uma floresta. Houve até duas sequências, a última com estreia no ano passado.

    O plano. No início do filme somos alertados para a existência de um assassino que levava suas vítimas em pares a sua casa e fazia uma delas voltar-se para a parede enquanto matava a outra. Quanto a câmera subjetiva que a personagem de Heather carrega entra no porão de uma casa e vemos seu amigo Mike de cara para a parede, compreendemos qual é o destino que os espera. E não é preciso ver com os próprios olhos para sentirmos um calafrio.
  •   O filme.   De todas as homenagens 'hitchcockianas' realizados pelo diretor Brian de Palma, esta é possivelmente uma das mais literais. A justificativa da trama se baseia, entre outros elementos bastante improváveis, em um psiquiatra (Michael Caine) com transtorno de personalidade que esconde em seu interior uma assassina transgênero.     O plano.  Quando está a ponto de cometer um novo crime armada com uma fálica navalha, a assassina é abatida por um disparo. O plano nos mostra ela caindo ao chão em câmera lenta, enquanto sua peruca loira e seus óculos de sol se desprendem ao mesmo tempo para revelar sua identidade. Tudo isso está destinado a causar surpresa no espectador, que supostamente não esperava se deparar com um Michael Caine travestido.
    4'Vestida para matar' (1980), de Brian de Palma  O filme. De todas as homenagens 'hitchcockianas' realizados pelo diretor Brian de Palma, esta é possivelmente uma das mais literais. A justificativa da trama se baseia, entre outros elementos bastante improváveis, em um psiquiatra (Michael Caine) com transtorno de personalidade que esconde em seu interior uma assassina transgênero.

    O plano. Quando está a ponto de cometer um novo crime armada com uma fálica navalha, a assassina é abatida por um disparo. O plano nos mostra ela caindo ao chão em câmera lenta, enquanto sua peruca loira e seus óculos de sol se desprendem ao mesmo tempo para revelar sua identidade. Tudo isso está destinado a causar surpresa no espectador, que supostamente não esperava se deparar com um Michael Caine travestido.
    Getty
  •   O filme.  Talvez seja o melhor filme de Hitchcock. E se não for, com certeza se trata do mais original e fascinante. O detetive Scottie Ferguson (James Stewart) é contratado pelo marido de uma bela mulher (Kim Novak) para vigiá-la e protegê-la de um perigo que a persegue. Como é lógico, o detetive se apaixona por ela, mas não pode evitar que morra, o que o mergulha em uma forte depressão. Então, conhece outra mulher quase idêntica à morta, e possuído pela paixão necrófila não para até vesti-la, penteá-la e maquiá-la como ela. O espectador sabe o que aconteceu na realidade. Mas o detetive sabe?     O plano.  Judy (Madeleine?), arranjada como uma boneca para se transformar no objeto da paixão do detetive Scottie, sai do banho e vai até ele sob uma luz irreal que a faz parecer um espectro. Ele a olha transido pela emoção. E então se beijam, e a câmera capta seu encontro em uma longa sequência circular que junta tudo: a morta e a viva, o desejo e sua realização, a ficção, a realidade, o engano e a necessidade de acreditar nele. Ele se separa por um instante e parece abstraído em um pensamento, algo que acaba de descobrir e que o alarma: ela consegue atraí-lo de novo e o beijo continua. Há muitas explicações mostradas ou verbalizadas ao longo do filme, mas nenhuma é tão eloquente como esse beijo e essa cena ao som da música de Bernard Herrmann.   Ver a cena do filme clicando aqui. aqui .
    5'Vertigem (Dentre os mortos)' (1958), de Alfred Hitchcock  O filme. Talvez seja o melhor filme de Hitchcock. E se não for, com certeza se trata do mais original e fascinante. O detetive Scottie Ferguson (James Stewart) é contratado pelo marido de uma bela mulher (Kim Novak) para vigiá-la e protegê-la de um perigo que a persegue. Como é lógico, o detetive se apaixona por ela, mas não pode evitar que morra, o que o mergulha em uma forte depressão. Então, conhece outra mulher quase idêntica à morta, e possuído pela paixão necrófila não para até vesti-la, penteá-la e maquiá-la como ela. O espectador sabe o que aconteceu na realidade. Mas o detetive sabe?

    O plano. Judy (Madeleine?), arranjada como uma boneca para se transformar no objeto da paixão do detetive Scottie, sai do banho e vai até ele sob uma luz irreal que a faz parecer um espectro. Ele a olha transido pela emoção. E então se beijam, e a câmera capta seu encontro em uma longa sequência circular que junta tudo: a morta e a viva, o desejo e sua realização, a ficção, a realidade, o engano e a necessidade de acreditar nele. Ele se separa por um instante e parece abstraído em um pensamento, algo que acaba de descobrir e que o alarma: ela consegue atraí-lo de novo e o beijo continua. Há muitas explicações mostradas ou verbalizadas ao longo do filme, mas nenhuma é tão eloquente como esse beijo e essa cena ao som da música de Bernard Herrmann.

    Ver a cena do filme clicando aqui.aqui.
  •   O filme.   A incursão de Pedro Almodóvar no terreno da ficção científica apresenta alguns recursos de puro delírio no argumento –submissão a sexo forçado, traumas múltiplos, filhos secretos, um malfeitor disfarçado de tigre e Marisa Paredes disfarçada de Soledad Lorenzo–, mas também abriga uma encenação magistral e um roteiro de estrutura endiabrada.     O plano.  Trata-se de um caso insólito nesta lista, pois o último plano do filme não explica nada do que aconteceu anteriormente, mas condensa outro filme que deveria começar em seguida. Uma complexíssima história de amor, desejo, aprendizagem e superação que poderia ser contada na hora e meia padrão. Mas, para quê?, se para Almodóvar bastam alguns segundos para que entendamos o que está por vir? Alguns segundos e os rostos de três mulheres que cruzam olhares neste plano que nos confirma por que o autor de ‘Mulheres À Beira de um Ataque de Nervos’ continua sendo um grande diretor.
    6'A Pele que Habito' (2011), de Pedro Almodóvar  O filme. A incursão de Pedro Almodóvar no terreno da ficção científica apresenta alguns recursos de puro delírio no argumento –submissão a sexo forçado, traumas múltiplos, filhos secretos, um malfeitor disfarçado de tigre e Marisa Paredes disfarçada de Soledad Lorenzo–, mas também abriga uma encenação magistral e um roteiro de estrutura endiabrada.

    O plano. Trata-se de um caso insólito nesta lista, pois o último plano do filme não explica nada do que aconteceu anteriormente, mas condensa outro filme que deveria começar em seguida. Uma complexíssima história de amor, desejo, aprendizagem e superação que poderia ser contada na hora e meia padrão. Mas, para quê?, se para Almodóvar bastam alguns segundos para que entendamos o que está por vir? Alguns segundos e os rostos de três mulheres que cruzam olhares neste plano que nos confirma por que o autor de ‘Mulheres À Beira de um Ataque de Nervos’ continua sendo um grande diretor.
  •   O filme.  Woody Allen obteve um de seus maiores sucessos de público e crítica dos anos 2000 com esta perfeita narrativa que juntava ‘Crime e Castigo’, de Dostoévski”, e ‘Uma Tragédia Americana’, de Dreiser. Um professor de tênis (Jonathan Rhys Meyers) consegue uma fulminante ascensão social ao se casar com uma garota rica (Emily Mortimer), mas todas as suas conquistas ficam em perigo quando sua amante (Scarlett Johansson) lhe diz que ficou grávida e não está disposta a ser ignorada. A única forma que ele encontra de desatar o nó górdio passa pelo crime.     O plano. Um anel, prova do assassinato, é lançado no Tâmisa. Mas em vez de afundar nas águas bate na mureta, durante uma fração de segundo, e fica suspenso como se estivesse indeciso sobre qual lado cair, e no fim escolhe o asfalto. Tudo indica que o antigo professor de tênis com o saque um tanto oxidado acaba de firmar a própria sentença. Mas o acaso é por definição caprichoso, e uma fração de segundo pode ser decisiva do modo mais inesperado.   Ver a cena do filme pinchando  aqui .
    7'Match point' (2005), de Woody Allen  O filme. Woody Allen obteve um de seus maiores sucessos de público e crítica dos anos 2000 com esta perfeita narrativa que juntava ‘Crime e Castigo’, de Dostoévski”, e ‘Uma Tragédia Americana’, de Dreiser. Um professor de tênis (Jonathan Rhys Meyers) consegue uma fulminante ascensão social ao se casar com uma garota rica (Emily Mortimer), mas todas as suas conquistas ficam em perigo quando sua amante (Scarlett Johansson) lhe diz que ficou grávida e não está disposta a ser ignorada. A única forma que ele encontra de desatar o nó górdio passa pelo crime.

    O plano.Um anel, prova do assassinato, é lançado no Tâmisa. Mas em vez de afundar nas águas bate na mureta, durante uma fração de segundo, e fica suspenso como se estivesse indeciso sobre qual lado cair, e no fim escolhe o asfalto. Tudo indica que o antigo professor de tênis com o saque um tanto oxidado acaba de firmar a própria sentença. Mas o acaso é por definição caprichoso, e uma fração de segundo pode ser decisiva do modo mais inesperado.

    Ver a cena do filme pinchando aqui.
  •   O filme.  Um já veterano Hitchcock (tinha 61 anos) se propõe reinventar-se filmando uma história de baixo orçamento na qual a protagonista morria meia hora depois. E consegue um dos maiores sucessos de sua carreira e talvez seu filme mais famoso. Sem ele à frente do projeto, esta adaptação de um romance sobre um assassino psicopata seria irrelevante, mas acontece que lá estava ele, e o resultado é glorioso. Por sua ousadia formal, a cena do chuveiro é –com justiça¬– a mais lembrada, mas talvez não se trate do momento mais horripilante.     O plano.  Na sequência final, uma ‘voz em off’ que soa dentro da cabeça de Anthony Perkins nos explica tudo o que aconteceu. Mas na realidade isto não era necessário, porque antes presenciamos outra cena em que uma aterrorizada Vera Miles tocava o ombro da sra. Bates e esta, ao se virar em sua cadeira giratória, se revela como um cadáver dissecado, obviamente por seu filho taxidermista (e assassino em série).   Ver a cena do filme pinchando  aqui .
    8'Psicose' (1960), de Alfred Hitchcock  O filme. Um já veterano Hitchcock (tinha 61 anos) se propõe reinventar-se filmando uma história de baixo orçamento na qual a protagonista morria meia hora depois. E consegue um dos maiores sucessos de sua carreira e talvez seu filme mais famoso. Sem ele à frente do projeto, esta adaptação de um romance sobre um assassino psicopata seria irrelevante, mas acontece que lá estava ele, e o resultado é glorioso. Por sua ousadia formal, a cena do chuveiro é –com justiça¬– a mais lembrada, mas talvez não se trate do momento mais horripilante.

    O plano. Na sequência final, uma ‘voz em off’ que soa dentro da cabeça de Anthony Perkins nos explica tudo o que aconteceu. Mas na realidade isto não era necessário, porque antes presenciamos outra cena em que uma aterrorizada Vera Miles tocava o ombro da sra. Bates e esta, ao se virar em sua cadeira giratória, se revela como um cadáver dissecado, obviamente por seu filho taxidermista (e assassino em série).

    Ver a cena do filme pinchando aqui.
  •   O filme.  Em seu segundo filme, Roman Polanski transformou Catherine Deneuve em uma neurótica que sente aversão pelo sexo e os homens. Sozinha em seu apartamento londrino, inicia um descenso ao inferno que inclui espantosas alucinações (das quais sem dúvida Darren Aronofsky fez boas anotações para seu 'Mãe!') e também uns tantos assassinatos.    O plano.  No final do filme a câmera faz uma varredura pelo chão do apartamento até se deter em uma velha fotografia de família. Nela, enquanto os demais sorriem para a câmera, a personagem de Catherine Deneuve, então uma menina, volta os olhos para um homem, mantendo a expressão de quem carregará um trauma por toda a vida. Uma acusação por completo que nos revela a origem da ferida desta mulher.  Ver a cena do filme pinchando  aqui .
    9'Repulsa ao Sexo' (1965), de Roman Polanski  O filme. Em seu segundo filme, Roman Polanski transformou Catherine Deneuve em uma neurótica que sente aversão pelo sexo e os homens. Sozinha em seu apartamento londrino, inicia um descenso ao inferno que inclui espantosas alucinações (das quais sem dúvida Darren Aronofsky fez boas anotações para seu 'Mãe!') e também uns tantos assassinatos.

    O plano. No final do filme a câmera faz uma varredura pelo chão do apartamento até se deter em uma velha fotografia de família. Nela, enquanto os demais sorriem para a câmera, a personagem de Catherine Deneuve, então uma menina, volta os olhos para um homem, mantendo a expressão de quem carregará um trauma por toda a vida. Uma acusação por completo que nos revela a origem da ferida desta mulher.

    Ver a cena do filme pinchando aqui.
  •   O filme.  Durante muito tempo encabeçou as listas dos melhores filmes da história do cinema, sempre tão arbitrárias. Listas à parte, não se pode negar que a ‘obra-prima’ de Orson Welles é uma obra fascinante, além de ser divertidíssima. Segue a trajetória vital de um magnata da imprensa cuja ascensão econômica é acompanhada de uma vida pessoal marcada pela solidão e mesquinharias.     O plano.  “Rosebud” é a última palavra que Kane (interpretado por Orson Welles) pronuncia em sua vida. Mas, que significa Rosebud? Por que, de todas as coisas que podem ser ditas no último alento, Kane teria escolhido aquela? O jornalista Thompson embarca em uma investigação que ocupa o resto do filme, e no final admite sua derrota. Mas o espectador tem que ter sua recompensa, e Welles a dá em forma de um plano em que descobrimos que Rosebud era um trenó infantil que representa possivelmente o último momento em que Kane foi feliz. Mas já não significa nada, porque esse objeto motivo de alegria está pegando fogo.   Ver a cena do filme pinchando  aqui .
    10'Cidadão Kane' (1941), de Orson Welles  O filme. Durante muito tempo encabeçou as listas dos melhores filmes da história do cinema, sempre tão arbitrárias. Listas à parte, não se pode negar que a ‘obra-prima’ de Orson Welles é uma obra fascinante, além de ser divertidíssima. Segue a trajetória vital de um magnata da imprensa cuja ascensão econômica é acompanhada de uma vida pessoal marcada pela solidão e mesquinharias.

    O plano. “Rosebud” é a última palavra que Kane (interpretado por Orson Welles) pronuncia em sua vida. Mas, que significa Rosebud? Por que, de todas as coisas que podem ser ditas no último alento, Kane teria escolhido aquela? O jornalista Thompson embarca em uma investigação que ocupa o resto do filme, e no final admite sua derrota. Mas o espectador tem que ter sua recompensa, e Welles a dá em forma de um plano em que descobrimos que Rosebud era um trenó infantil que representa possivelmente o último momento em que Kane foi feliz. Mas já não significa nada, porque esse objeto motivo de alegria está pegando fogo.

    Ver a cena do filme pinchando aqui.
  •   O filme.  Baseado em um romance de Pierre Boulle, o filme original apresenta um grupo de astronautas que, depois de uma longa hibernação em sua nave, chega a um planeta onde a hierarquia das espécies foi subvertida e os macacos dominam os humanos. Já se expunham aqui preocupações com os maus-tratos dos homens aos animais e à natureza em geral, e a necessidade de buscar a paz no mundo, dado o poder destrutivo das armas atuais.     O plano.  Charlton Heston foge a cavalo de seus perseguidores macacos junto com uma escrava humana. Chega a uma praia deserta, onde se depara com algo muito grande que o faz descer do cavalo e amaldiçoar a humanidade inteira, gritando de consternação. O contraplano nos mostra que esse algo são as ruínas da Estátua da Liberdade, prova de que o planeta dos macacos na realidade é o mesmo do qual sua nave havia partido e que conhecemos como a Terra. Sugere-se assim a possibilidade de um grande desastre, talvez uma guerra nuclear, quando no romance original se dava uma explicação muito mais ampla, na qual, além do mais, o monumento encontrado era a Torre Eiffel.  aqui .
    11'O Planeta dos Macacos' (1968), de Franklin J. Schaffner  O filme. Baseado em um romance de Pierre Boulle, o filme original apresenta um grupo de astronautas que, depois de uma longa hibernação em sua nave, chega a um planeta onde a hierarquia das espécies foi subvertida e os macacos dominam os humanos. Já se expunham aqui preocupações com os maus-tratos dos homens aos animais e à natureza em geral, e a necessidade de buscar a paz no mundo, dado o poder destrutivo das armas atuais.

    O plano. Charlton Heston foge a cavalo de seus perseguidores macacos junto com uma escrava humana. Chega a uma praia deserta, onde se depara com algo muito grande que o faz descer do cavalo e amaldiçoar a humanidade inteira, gritando de consternação. O contraplano nos mostra que esse algo são as ruínas da Estátua da Liberdade, prova de que o planeta dos macacos na realidade é o mesmo do qual sua nave havia partido e que conhecemos como a Terra. Sugere-se assim a possibilidade de um grande desastre, talvez uma guerra nuclear, quando no romance original se dava uma explicação muito mais ampla, na qual, além do mais, o monumento encontrado era a Torre Eiffel. aqui.
  •  O filme.  A pobre Bess é uma garota aparentemente transtornada que mantém conversas com Deus. Confinada em uma severa comunidade calvinista da Escócia, seu marido ficou tetraplégico e lhe exige que tenha relações sexuais com outros homens e depois lhe conte. Bess acaba se tornando uma mártir do desejo do marido, da violência dos homens e da intolerância desse povo fanático e puritano.   O plano.  Bess era uma louca ou uma santa? A linha que separa uma coisa da outra é muito tênue, como já nos demonstrou Joana d’Arc. Mas Lars Von Trier nos dá sua opinião definitiva no último plano do filme, onde vemos sinos repicando do alto, suspensos acima da plataforma petrolífera. Produziu-se um duplo milagre, e Bess e Deus são os únicos autores possíveis.   Ver a cena do filme pinchando  aqui .
    12'Ondas do Destino' (1996), de Lars Von Trier O filme. A pobre Bess é uma garota aparentemente transtornada que mantém conversas com Deus. Confinada em uma severa comunidade calvinista da Escócia, seu marido ficou tetraplégico e lhe exige que tenha relações sexuais com outros homens e depois lhe conte. Bess acaba se tornando uma mártir do desejo do marido, da violência dos homens e da intolerância desse povo fanático e puritano.

    O plano. Bess era uma louca ou uma santa? A linha que separa uma coisa da outra é muito tênue, como já nos demonstrou Joana d’Arc. Mas Lars Von Trier nos dá sua opinião definitiva no último plano do filme, onde vemos sinos repicando do alto, suspensos acima da plataforma petrolífera. Produziu-se um duplo milagre, e Bess e Deus são os únicos autores possíveis.

    Ver a cena do filme pinchando aqui.

MAIS INFORMAÇÕES