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Merkel reage

Alemanha não pode se furtar a zelar pelas liberdades em sua luta contra o terrorismo

Darek, refugiado sírio cujo pedido de asilo foi aceito, assiste uma aula de alemão em Hannover, Alemanha.
Darek, refugiado sírio cujo pedido de asilo foi aceito, assiste uma aula de alemão em Hannover, Alemanha. (EFE)

O ministro do Interior alemão, Thomas de Maizière, apresentou na quinta-feira um pacote de medidas para combater o terrorismo jihadista, que irrompeu em um país que não tinha sofrido até agora com o fanatismo radical. A chanceler Angela Merkel perdeu 12 pontos de popularidade em um mês devido aos atentados e à vinculação que se estabeleceu entre eles e sua política de refugiados. Mas não demorou a reagir. As eleições do próximo ano a obrigam a tomar posição diante do crescimento da xenófoba Alternativa para a Alemanha e das críticas de seus parceiros, os democratas cristãos da CSU.

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A perda de passaporte das pessoas de origem estrangeira que combateram no Estado Islâmico e a deportação dos refugiados que representem um perigo são algumas das medidas anunciadas, além de mais recursos para a polícia. A natureza do terrorismo atual, no qual agem redes organizadas e lobos solitários, obriga a levar a vigilância ao extremo e coordenar bem os aparatos de informação para proteger os cidadãos diante de novos atentados, que geram um clima de medo que favorece o avanço dos populismos, câncer do projeto europeu. Para que funcionem, as medidas devem contar com o maior apoio possível do restante das forças políticas e, em sua aplicação, a Alemanha não pode se furtar a zelar pelas liberdades que caracterizam as democracias.

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