Revista 'Playboy'

‘Playboy’ volta sem nudez, com Luana Piovani e capa inspirada no Snapchat

Nos EUA, revista volta com modelo de 20 anos e capa vestida pela primeira vez em 62 anos Já no Brasil, a lendária publicação volta às bancas com a atriz Luana Piovani na capa

Madri / São Paulo - 04 feb 2016 - 18:23 UTC
Sarah McDaniel na capa de março da 'Playboy'.
Sarah McDaniel na capa de março da 'Playboy'.

Em outubro de 2015, a revista Playboy anunciou o fim de uma era, após 62 anos publicando fotos de mulheres nuas. Em dezembro, Pamela Anderson estampava a última capa da revista com um nu. Agora, a nova etapa da publicação contou com a participação da modelo Sarah McDaniel. Este novo ciclo, no entanto, continua insinuante, e também faz uma aposta nos selfies e no Snapchat. Talvez por isso não seja estranha a escolha de McDaniel, 20 anos, para a capa da edição norte-americana, que chega às bancas em 12 de fevereiro. A modelo alcançou a fama depois que seus autorretratos no Snapchat foram publicados em várias revistas on-line, como na Brobible.

No mesmo dia em que a Playboy divulgou sua primeira capa sem nudez, na edição dos Estados Unidos, no Brasil, foi confirmada que a volta da revista às bancas será com a atriz e apresentadora Luana Piovani, 39 anos, mãe de três filhos e ex-modelo, que participou de uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira. No Brasil, a revista deixou de ser publicada pela editora Abril em dezembro de 2015, após mais de 40 anos, e agora volta a circular como um selo da PBB Entertainment. A Playboy também confirmou que não pagará mais cachês pelos ensaios fotográficos e, em carta divulgada pela PBB Entertainment nesta quinta, informou que o nu frontal não será mais "obrigatório". "Os ensaios não serão mais pagos com cachê porque o corpo da mulher não tem preço", informou a publicação, assinada pela diretoria da empresa. A previsão é que a publicação chegue às bancas brasileiras em março deste ano.

A escolha por Luana Piovani também mostra que, embora a Playboy norte-americana e a brasileira concordem em abandonar o nu frontal feminino como aposta, as edições apostam em caminhos distintos para conquistar o público. Piovani é um rosto conhecido dos brasileiros (sobretudo adultos) e tem quase o dobro da idade de Sarah McDaniel, desconhecida entre o grande público, mas popular entre os bem mais jovens justamente pelas fotos sensuais que publica no Snapchat e Instagram. A atriz brasileira comemorou a escolha com uma hashtag que exalta sua beleza madura: quarentonamodelomusa.

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Fim do nu frontal

Em relação às fotos de mulheres nuas, continuarão sendo publicadas, mas serão bem menos explícitas. A mudança já havia sido adiantada pelo diretor-presidente da Playboy, Scott Flanders. As imagens serão adequadas para maiores de 13 anos e menos produzidas, seguindo o estilo do Instagram. "Um pouco mais acessíveis, um pouco mais íntimas", disse. Com esta aposta, a revista consegue garantir que suas imagens possam ter espaço nas redes sociais, algo essencial para o desenvolvimento atual dos meios de comunicação.

O número com Sarah McDaniel — que se destaca facilmente de outras modelos porque tem um olho de cada cor, uma condição genética chamada de heterocromia ocular— chega às bancas na próxima semana, mas já é possível ver algumas imagens no site da publicação. "A ideia das fotos era que me vissem a partir da mesma perspectiva do meu namorado", disse a modelo.

Segundo o The New York Times, agora, as modelos que saírem nuas nas páginas internas da edição vão se cobrir com os braços. O jornal também afirmou que esta nova edição terá um pôster central com uma fotografia da bisneta de Ernest Hemingway, Dree Hemingway. Outra novidade é que a revista decidiu não usar o Photoshop nas imagens. "A Playboy terá uma imagem mais moderna e limpa. Continuará tendo uma playmate do mês, mas as fotos serão parecidas aos perfis mais ousados do Instagram", disse o presidente da revista.

Flanders foi quem apresentou a proposta de abandonar os nus a Hugh Hefner, fundador da revista, e a vendeu como a única solução para o futuro da publicação, cujas vendas caíram de 5,6 milhões de cópias nas primeiras edições para 800.000 atualmente. E tudo, dizem os responsáveis pela revista, por causa da Internet. Depois de criar o logotipo da coelhinha com gravata borboleta, Hefner montou um império que ainda vende todos os tipos de produtos ao redor do mundo e compensa as perdas anuais de publicação. Mas existiu uma época diferente, quando a Playboy servia de vitrine para atrizes, modelos e cantoras. Jenny McCarthy e Anna Nicole Smith ficaram famosas depois de saírem na capa da revista. E outras celebridades como Sharon Stone, Madonna, Naomi Campbell e Drew Barrymore apareceram nuas em suas páginas nos anos oitenta e noventa, aproveitando o veículo para promover suas carreiras.

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