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Transexuais e pessoas com deficiência já podem ser Rainhas do Carnaval no Uruguai

País estreia normas mais inclusivas na festa de 2016

"O Carnaval é festa, e festa é inclusão”, afirmou exultante Pamela Blanco, coroada na segunda-feira rainha do Carnaval uruguaio. Blanco foi a primeira a competir com menores, transexuais e pessoas deficientes. O regulamento mudou este ano para tornar as normas do concurso mais inclusivas, embora não tenha caído bem para todo mundo: “A Rainha do Carnaval deve ser eleita como sempre foi eleita. Se querem pôr uma rainha trans, façam um concurso trans (sic)”, criticou Enrique Espert, presidente do grupo Diretores Associados de Espetáculos Carnavalescos Populares do Uruguai.

Este ano apresentaram-se 36 candidatas, incluindo dois transexuais e uma jovem surda-muda – esta última, ficou com um vice-reinado do concurso. “Estamos em 2016 e neste país temos direitos adquiridos. O que fizemos foi incorporar esses direitos ao regulamento”, afirmou à agência de notícias EFE Gerardo Reyes, gerente de eventos do Governo departamental.

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