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Realismo argentino

Macri dá uma guinada necessária na política econômica e midiática

Mauricio Macri, no ato de posse como presidente de Argentina.
Mauricio Macri, no ato de posse como presidente de Argentina.D. Fernández / EFE

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Mauricio Macri iniciou seu mandato tomando decisões difíceis, mas necessárias, para que a Argentina volte à normalidade econômica e institucional. A eliminação do controle na compra de dólares —conhecido como cepo cambiário— é indispensável para acabar com um intervencionismo econômico baseado na negação sistemática da realidade, independentemente de suas consequências. O novo presidente argentino assumiu o risco de que a já altíssima inflação aumente ainda mais com o consequente prejuízo aos cidadãos, mas a alternativa era continuar com a paralisia de investimentos, economia e criação de empregos, como ocorreu nos últimos quatro anos. Na escolha entre realismo e popularidade, Macri optou pelo primeiro. Uma diferença notável em relação a sua antecessora.

Em paralelo, o Governo anunciou a anulação da polêmica lei de regulação dos meios audiovisuais, um dos pilares legislativos do kirchnerismo. O texto é a materialização legislativa da concepção que a presidenta Cristina Kirchner tinha sobre o papel dos meios de comunicação na sociedade: basicamente via como inimigos os grupos que não apoiaram sua gestão. A conhecida lei da mídia é uma arma formidável de pressão nas mãos de qualquer Governo, mas pouco acorde com uma democracia moderna, e renunciar a seu uso é um passo muito positivo.

 

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