Atrás do Paraguai em ranking, desafio do Brasil é melhorar ambiente de negócios

Relatório do Banco Mundial avalia condições de investimento nos países. México está em primeiro lugar na América Latina

Trabalhadores em uma planta de Audi em México.
Trabalhadores em uma planta de Audi em México.Carlos Pacheco (Notimex)

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No relatório, o organismo observa que o programa de reformas lançado há três anos pelo presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, serviu para incentivar os investimentos dos empresários com procedimentos mais eficientes. O país tem a nota mais alta da região porque, segundo o estudo, nos últimos anos implementou duas reformas que melhoraram a obtenção de crédito e o pagamento de impostos.

Agora no México é preciso 6,3 dias e seis passos para abrir um negócio, acrescenta o relatório. As áreas nas quais o país latino-americano poderia melhorar são a simplificação dos procedimentos para registro de propriedade e a aceleração de licenças de construção e conexão à eletricidade.

“Há muitos casos destacados na região. O México, por exemplo, é uma das cinco economias mais bem classificadas em nível mundial na área de obtenção de crédito, graças a um bureau de crédito que cobre toda a população e coleta todas as principais áreas de informação relevantes para avaliar a solvência creditícia de quem pede o empréstimo”, disse Rita Ramalho, Gerente do projeto Doing Business.

A Colômbia (posto 54) conseguiu o maior avanço na última década, diz o Banco Mundial. Nos últimos 12 anos, foram feitas mais reformas do que em qualquer outro país da região. Entre as mudanças mais notáveis estão a redução de procedimentos para o pagamento de impostos (de 70 para 11) e o acesso ao crédito com a ampliação do tipo de ativos de uma empresa que podem ser usados como garantia.

O ranking na América Latina

México (38)

Chile (48)

Peru (50)

Colômbia (54)

Costa Rica (58)

Paraguai (95)

Brasil (116)

Argentina (121)

Bolívia (157)

Haiti (182)

Venezuela (186)

Os avanços mais notáveis nos últimos anos ocorreram na Costa Rica e na Jamaica. O Governo da Costa Rica implementou três reformas que aceleraram o pagamento de impostos, a obtenção de créditos e o acesso à eletricidade para empresas, enquanto que a Jamaica mudou quatro de suas leis para incentivar a entrada de investimentos.

Na parte inferior da tabela estão Venezuela (lugar 186), Haiti (182) e Bolívia (157). O estudo do Banco Mundial mede 10 indicadores de qualidade e eficiência do marco regulatório para realizar negócios em 189 países do mundo. Recentemente mudou sua metodologia para conhecer o desenvolvimento do comércio transfronteiriço e o cumprimento de contratos. No ranking global, os melhores países para fazer negócios são Cingapura, Nova Zelândia, Dinamarca, Coréia do Sul e Hong Kong.