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Dois anos após fugir para a Itália, Pizzolato é encaminhado à Papuda

Ex-diretor de marketing do BB condenado no mensalão volta ao país com a PF nesta sexta

Polícia Federal registra prisão do condenado pelo mensalão.
Polícia Federal registra prisão do condenado pelo mensalão. Polícia Federal

Dois anos depois de deixar o Brasil clandestinamente na esperança de viver uma liberdade anônima no mediterrâneo europeu, Henrique Pizzolato enfim chegou ao Brasil nesta sexta-feira para cumprir sua pena pelo mensalão. A fuga do ex-diretor de marketing do Banco do Brasil em setembro de 2013 e sua prisão em Maranello, na Itália, quatro meses depois, esticaram o drama daquele que, até o surgimento da Operação Lava Jato, era considerado como o maior escândalo de corrupção do país. Após uma série de batalhas jurídicas na Itália, Pizzolato, que fugiu para a Europa usando o passaporte do irmão morto, chega ao país nesta sexta-feira para cumprir sua pena de 12 anos e sete meses de prisão.

A Polícia Federal (PF) do Brasil informou na tarde desta quinta-feira que o voo que trazia Pizzolato ao país já havia deixado a Itália e que o condenado do mensalão estava sendo extraditado por três policiais federais e por uma médica da PF. A viagem foi dividida em duas etapas, informou a PF em nota. Da Itália, ele seguiu em voo direto para o Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Depois, em aeronave da PF, foi até Brasília e, na manhã desta quinta, está sendo conduzido ao Instituto Médico Legal. Posteriormente será transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda, segundo a PF.

Pizzolato foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro em agosto de 2012. Após a fuga, iniciada no dia 11 setembro de 2013, seu nome seria incluído na lista de procurados internacionais, conhecida como difusão vermelha, da Interpol, em 18 de novembro. Três meses depois, a PF brasileira e a polícia italiana o localizaram no norte da Itália. No dia 5 de fevereiro de 2014, o condenado do mensalão seria preso em Maranello por porte de documento falso. Pizzolato estava escondido na casa de um sobrinho.

O ex-diretor do Banco do Brasil chegou a ser solto em outubro de 2014 pela Justiça da Itália. Em fevereiro deste ano, contudo, após recurso apresentado pelo Brasil, a extradição do condenado foi autorizada e Pizzolato retornou à prisão. No dia 24 de abril, a Justiça italiana reafirmou a decisão de extraditá-lo e, em 22 de setembro, após novo recurso apresentado pela defesa do brasileiro, o Conselho de Estado italiano considerou que o Brasil "reuniu informações consistentes e suficientes a respeito das condições para o cumprimento da sentença", destaca a PF na nota em que informa a extradição conduzida nesta quinta-feira.

Apesar de Pizzolato estar sendo conduzido para a Penitenciária da Papuda, em Brasília, espera-se que sua defesa peça transferência para um presídio de Santa Catarina (as opções são Curitibanos e Itajaí), terra da família do ex-diretor do Banco do Brasil.

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