_
_
_
_

Ana Botín vai assessorar o primeiro-ministro britânico David Cameron

A presidenta do Santander é a única conselheira vinda de uma empresa estrangeira

Pablo Guimón
Ana Botim, presidenta do Santander.
Ana Botim, presidenta do Santander.EFE

O Governo britânico escolheu Ana Botín, presidenta do Santander, para fazer parte do chamado Business Advisory Group, o órgão de assessores empresariais de David Cameron. A empresária espanhola é a única representante de uma firma não britânica entre os 19 executivos que se reúnem trimestralmente com o premiê e alguns de seus ministros para discutir a situação econômica do Reino Unido. Trata-se, segundo o Governo britânico, de “um grupo pequeno de líderes empresariais de setores de importância estratégica para o Reino Unido que presta assessoria regular de alto nível ao primeiro-ministro”.

A relação da banqueira com o Governo de Cameron remonta à época, entre 2010 e 2014, em que Botín foi executiva-chefe da filial britânica do Grupo Santander e David Cameron, em seu primeiro mandato como primeiro-ministro, a nomeou uma das representantes da comunidade financeira britânica no exterior. Agora Botín fará parte do Business Advisory Group ao lado de empresários como Bob Dudley, executivo-chefe da BP; Carolyn McCalla, da linha aérea EasyJet, e Warren East, da Rolls-Royce. Seis dos 19 membros do conselho são mulheres.

De acordo com o Executivo britânico, as reuniões têm um caráter informal para ajudar as conversas a serem mais produtivas e francas. Os membros não podem delegar sua presença nas reuniões a outros (se eles faltam, seu lugar fica vazio) e podem pedir a inclusão de algum ponto concreto na pauta de cada reunião.

Mais informações
Morre Emilio Botín
O Santander elege a filha de Botín como presidenta do grupo
O rastro de Botín no Brasil
Brasil puxa crescimento do lucro global do Banco Santander

Nascida em Santander em 1960, Ana Botín foi nomeada presidente pelo conselho de administração do Banco Santander após a morte de seu pai, Emilio Botín, em setembro do ano passado. Sua trajetória no banco, de cujo conselho de direção faz parte desde 1989, é longa. Ela foi nomeada membro do conselho pela primeira vez em 4 de fevereiro de 1989. Desde 1992, foi diretora geral e depois executiva-chefe da filial do Santander no Reino Unido. Nos anos 1980 trabalhou nos Estados Unidos, no banco JP Morgan. E foi presidente executiva do Banesto entre 2002 e 2010, antes de ir para Londres.

Presente em 15 países, o Santander é o maior banco da zona do euro. A divisão britânica é a maior do grupo em termos de lucros.

Mais informações

Arquivado Em

Recomendaciones EL PAÍS
Recomendaciones EL PAÍS
_
_