Futebol | Corrupção na FIFA

EUA pedem a Suíça que extradite sete dirigentes da FIFA

Suíços têm prazo de até um mês para decidir se aceitam pedido da promotora de NY

Loretta Lynch, promotora de Nova York encarregada do caso.
Loretta Lynch, promotora de Nova York encarregada do caso.Reuters

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos formalizou ante as autoridades suíças o pedido de extradição dos sete dirigentes da FIFA detidos neste país há cinco semanas. O pedido formal chegou ontem ao Ministério da Justiça suíço, que assim o informou hoje em comunicado. A solicitação de extradição baseia-se nas fundadas suspeitas de que esses dirigentes, além de empresários de empresas com as quais colaboravam, participaram de um esquema de corrupção que permitiu o pagamento de mais de 100 milhões de dólares em propinas.

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“Em 1 de julho, a embaixada dos EUA em Berna transmitiu à Suíça os pedidos de extradição, nos prazos previstos pelo tratado de extradição entre os dois países”, informou o Ministério da Justiça suíço. Segundo as investigações da promotora Loretta Lynch, de Nova York, os sete altos dirigentes da FIFA receberam milhões de dólares de representantes de meios de comunicação esportivos e empresas comerciais no âmbito futebolístico, em troca de direitos de transmissão, comercialização e patrocínio de torneios de futebol nos EUA e na América Latina.

Para o Ministério suíço, “esses atos de corrupção, estipulados e preparados em solo norte-americano, também foram o objeto de transações através de bancos norte-americanos”, razão pela qual a Justiça dos EUA decidiu abrir um processo sobre esse caso.

Os sete detidos são Eduardo Li, Julio Rocha, Costas Takkas, Eugenio Figueredo, Rafael Esquivel, José Maria Marín e Jeffrey Webb, ex-diretores de diversas federações de futebol de países americanos. Nos próximos dias, os ex-dirigentes poderão se pronunciar ante a polícia de Zurique com relação ao pedido de extradição. Após sua detenção, realizada em 27 de maio nessa cidade, onde participavam do Congresso mundial da FIFA, seis dos dirigentes rejeitaram aceitar voluntariamente a extradição. O que havia aceitado logo mudou de opinião e também se opôs ao procedimento.

Uma vez que os detidos sejam ouvidos pela polícia, eles e seus advogados terão 14 dias para assumir uma posição definitiva. O prazo pode se estender por outros 14 dias, mas unicamente por motivos muito sérios. Em seguida, as autoridades da Justiça suíça tomarão a decisão definitiva no prazo máximo de um mês. Em todo caso, mesmo que a extradição seja aprovada, restarão ainda duas instâncias de apelação superiores, o Tribunal Penal Federal e o máximo órgão da Justiça do país, o Tribunal Federal.

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