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A Copa América das surpresas

Os tropeços do Chile e da Argentina, a queda da Colômbia, a rebelião boliviana e o sufoco do Brasil marcam o início do torneio

O chileno Alexis, depois de empatar contra o México. Ampliar foto
O chileno Alexis, depois de empatar contra o México. AP

O que era esperado como um desfile de potências ou de seleções com mais destaque, ou seja, de equipes como Argentina, Brasil, Colômbia ou Chile, está se tornando uma sequência de surpresas na primeira fase da Copa América. Fizemos uma retrospectiva, com cinco flashes, com as surpresas e os principais atores dos primeiros jogos do campeonato realizado no Chile.

BRASIL | O oásis de Neymar

Neymar, durante o jogo Brasil x Peru. ampliar foto
Neymar, durante o jogo Brasil x Peru. EFE

Apesar de ter vencido sua primeira partida e aumentado a sequência de vitórias de Dunga como treinador (11 jogos, 11 vitórias), a seleção brasileira voltou a mostrar um desempenho fraco. Apenas a fantasia de Neymar permitiu ao time se manter à frente (2-1) do Peru. O atacante do Barcelona confirmou mais uma vez sua primazia e conseguiu uma vitória que poupou seu técnico e o time de críticas. A partida demonstrou a enorme dependência do time em relação ao seu capitão.

CHILE | O tropeço do anfitrião

Vidal lamenta-se durante o jogo contra o México. ampliar foto
Vidal lamenta-se durante o jogo contra o México. AP

Depois de superar o Equador sem brilho em sua estreia, a equipe liderada por Jorge Sampaoli esbarrou no México em sua segunda partida. Apesar de contar com jogadores de primeira linha como Alexis Sánchez (Arsenal), Vidal (Juventus) e Claudio Bravo (Barcelona), a seleção chilena foi incapaz de se impor (3-3) em um jogo muito difícil para os mexicanos, com menos força neste campeonato devido às ausências voluntárias e que na segunda-feira também não puderam contar com seu capitão, o veterano Márquez.

ARGENTINA | A favorita patina

Messi disputa a bola com o paraguaio Da Silva. ampliar foto
Messi disputa a bola com o paraguaio Da Silva. REUTERS

Teve chances de golear, mas no final acabou sofrendo. A seleção alviceleste, a grande favorita para conquistar o título, patinou (2-2) em sua primeira partida contra o Paraguai. E isso porque começou o duelo de forma tranquila, com gols de Agüero e Messi, e inclusive podia ter goleado. Mas não o fez. Perdoou, deu asas ao time de Ramón Díaz e sofreu um gol aos 90 minutos, marcado por Lucas Barrios, que privou os argentinos de seus três primeiros pontos. Com certeza foi um aviso.

BOLÍVIA | Rebelião contra a história

Os jogadores da Bolívia comemoram a vitória contra o Equador. ampliar foto
Os jogadores da Bolívia comemoram a vitória contra o Equador. AP

Depois de 17 partidas sem vencer no torneio, a Bolívia se rebelou contra sua própria história e finalmente conseguiu uma vitória fora de casa. A seleção de Mauricio Soria surpreendeu o Equador, que saiu de Valparaíso com um sabor amargo. Não mereceu a derrota (2-3), mas acordou tarde e caiu diante de suas próprias fraquezas. Pagou o preço pelas distrações da zaga e falta de garra de seus atacantes. O patinho feio da Copa América saboreou, finalmente, uma vitória.

COLÔMBIA | Uma aspirante descafeinada

Falcao conversa com o árbitro. ampliar foto
Falcao conversa com o árbitro. AP

Até agora, talvez, a maior surpresa do campeonato foi protagonizada pela seleção da Colômbia e Venezuela. A seleção do país do café, grande sensação na última Copa do Mundo do Brasil e com nomes como Bacca, Falcao, James Rodriguez e Cuadrado, caiu diante da equipe venezuelana (0-1) graças a um gol de Rondón, ex-artilheiro do Malága. Partiu com uma derrota que pode complicar sua classificação para a segunda fase. Agora vai com tudo contra o seleção Brasil. 

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