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Impulso para a Colômbia

A criação de uma Comissão da Verdade deve ajudar a acelerar o acordo entre o Governo e as FARC

O Presidente de Colombia, Juan Manuel Santos.
O Presidente de Colombia, Juan Manuel Santos.CESAR CARRIÓN (EFE)

A criação de uma Comissão da Verdade na Colômbia para investigar fatos acontecidos durante o meio século de conflito armado entre o Estado e os guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias (FARC) é uma notícia importante que não deve ser obscurecida pela morte de dois militares colombianos nas mãos da guerrilha nas últimas horas, bem como ataques graves contra infraestruturas. Ao contrário.

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Deve servir como um impulso urgente para concluir as negociações de paz que acontecem em Havana antes que o cansaço e o desânimo se instalem e o processo entre em uma rota perigosa de frustração. O acordo sobre a comissão acontece num momento em que a atmosfera de diálogo se deteriora perigosamente.

São louváveis os termos que envolvem a criação e a atuação da Comissão da Verdade: depois da assinatura da paz e sem pretender atuar como um tribunal de justiça comum. Ou seja, seus trabalhos e os testemunhos que recolherá –dolorosos, sem dúvida– de nenhum modo irão condicionar as difíceis negociações. A reconciliação em sociedades que sofreram tanto deve acontecer no seio das famílias, das comunidades e nos livros de história. Escolhido o caminho da paz, o passado pode explicar o presente, mas não condicioná-lo.

Mas as palavras não bastam. A paz também deve existir sobre o terreno. E sem muito mais demora.

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