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Brasil joga contra Espanha pela classificação no Mundial feminino

Equipes venceram na estreia. Espanholas temem Marta, a melhor da história do esporte

Jogadoras da seleção brasileira. Ampliar foto
Jogadoras da seleção brasileira. CBF

Não foi fácil para a Espanha respirar em sua estreia na Copa do Mundo contra a Costa Rica. O Estádio Olímpico de Montreal, com teto, deixou as jogadoras sem ar. “É como uma espécie de estufa”, afirma Vero Boquete, capitã e meia-campista da seleção espanhola. E o estádio voltará a ser o cenário na segunda participação da equipe de Ignacio Quereda na Copa do Mundo do Canadá, onde enfrentará o todo-poderoso Brasil de Marta, lenda do futebol mundial às 17h deste sábado (a TV Brasil transmitirá).

A falta de ar é o primeiro elemento que a equipe espanhola terá de enfrentar. Embora seja algo que vai afetar as duas equipes, pode ser que esta Espanha novata tenha mais dificuldades para se adaptar. A grama artificial, que foi atacado por mais de 50 jogadoras, entre elas Vero Boquete, e levou a FIFA, sem sucesso, ao tribunal de Direitos Humanos de Ontário, afeta especialmente o jogo bem costurado da seleção. “O passe para trás é muito complicado”, adverte Vicky Losada, que com seu gol contra a Costa Rica se tornou a primeira espanhola a marcar em uma Copa do Mundo. A bola não rola e é difícil que rode com velocidade. Essa adversidade também atrapalha o jogo alegre do Brasil, que estreou com uma vitória contra a Coreia (2-0) e que quer ganhar sua primeira Copa (foi vice-campeã em 2007).

Cinco bolas de ouro

No campo, a Canarinha terá um obstáculo que só atrapalha a Espanha. É a atacante Marta Vieira da Silva (nascida em Dois Riachos, Alagoas, 29 anos), considerada por muitos a melhor da história e ganhadora de cinco bolas de ouro consecutivas, de 2006 a 2010. “Na velocidade, é impossível pará-la”, diz Boquete, que foi sua companheira no Tyresö, sueco, há duas temporadas.

O Brasil não é a Costa Rica, e pode ser que experiências como as feitas por Quereda na estreia espanhola não ajudem para saírem ilesas do choque. O técnico encheu a formação de meia-campistas. Natalia Pablos, a máxima goleadora espanhola e a atacante da equipe, foi deslocada para a direita. Também dispensou um pivô defensivo como Virginia Torrecilla, uma das fixas na fase classificatória. As mudanças, além disso, chegaram depois de dois meses sem disputar um amistoso. A capitã entende bem isso: “Precisamos no mínimo um meio defensivo, usar as laterais e ter um ponto de referência”.

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