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Um réquiem para a ‘lan house’

O documentário 'Conectados' mostra o declínio destes estabelecimentos, da febre nos anos 2000 até a persistência atual em alguns lugares da periferia

A inclusão digital no Brasil não pode ser compreendida sem observar o fenômeno das lan houses. Em 2008, segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), 52% dos brasileiros utilizavam esse tipo de estabelecimento. “Em vários lugares da periferia de São Paulo e do Rio, você tinha uma lan house nessa rua, outra na rua de cima”, lembra o sociólogo e professor da Universidade Federal do ABC Sergio Amadeu.

Os motivos que fizeram das lans uma verdadeira febre foram diversos. Para os gamers, era o lugar de encontro e socialização, onde os computadores tinham a configuração certa para os jogos de última geração. Durante a explosão do uso de redes sociais, o acesso contínuo era imprescindível para os adolescentes sem computador em casa. Mas a coisa mudou. O crescimento da renda média do trabalhador e o barateamento dos smartphones levou ao fechamento da maioria das lan houses em São Paulo. Hoje, adolescentes de 16 anos se lembram com nostalgia de terem frequentado as lan houses quando tinham 12 ou 13 anos.

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O mini-documentário Conectados, realizado pela Pública para o programa “Sala de Notícias”, do Canal Futura, visitou essas lembranças e algumas lan houses que ainda persistem, seja em bairros longínquos como o Jardim Pantanal, na zona leste de São Paulo, ou em pequenas lojas no centro da cidade, que acolhem os imigrantes sul-americanos e africanos recém-chegados.

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