Jogos Olímpicos de 2016

Apresentadas as mascotes da Rio 2016

Organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos elege gato e árvore como símbolos Nomes serão eleitos por meio de votação até o dia 14 de dezembro

As mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.
As mascotes dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

Ainda não têm nome, mas querem ser “o símbolo da diversidade, que é a palavra chave dos Jogos" para o prefeito carioca, Eduardo Paes. As mascotes oficiais dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016 foram apresentadas em um ambiente marcadamente festivo na manhã de segunda-feira no Rio de Janeiro. São dois personagens que pretendem juntar a riqueza da fauna (mascote olímpica) e a flora (mascote paralímpica) brasileiras. Seu objetivo, além de cooperar na venda de artigos de merchandising, é “encantar e envolver o público, principalmente as crianças”, disse o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Alberto Nuzman, durante o evento, realizado no Ginásio Olímpico Experimental Juan Antonio Samaranch, aos pés do Cristo Redentor.

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Os nomes das mascotes serão decididos por votação popular entre três opções, até 14 de dezembro, através do site www.rio2016.com/mascotes e a conta oficial de Twitter @Rio2016. Os três pares de nomes são: ‘Oba’ e ‘Eba’ (expressões de alegria), ‘Tiba Tuque’ e ‘Esquindim’ (palavras em língua tupi-guarani que fazem referência ao tom musical) e ‘Vinicius’ e ‘Tom’ (em homenagem aos ídolos da música brasileira Vinicius de Moraes e Tom Jobim). Vazadas nas redes sociais durante o final de semana, as imagens das mascotes foram responsáveis por várias piadas pela suposta semelhança da mascote paraolímpica com a cabeleira cacheada do jogador David Luiz ou as propostas de novos nomes feitas pelos internautas.

A mascote olímpica (um animal amarelo com traços de felino e de macaco, que lembra um desenho animado de televisão) representa “todos os diferentes animais do Brasil”, segundo o Comitê Olímpico: reúne a agilidade dos felinos, o balanço dos macacos e a ligeireza dos pássaros”. Só utiliza seus poderes para o bem, possui sentido superdesenvolvidos e está “superconectado” com amigos de todo o mundo. Sua companheira paralímpica (um boneco azul com cabelo abundante no formato de uma frondosa árvore) “é uma mescla única da flora nacional, que se transforma constantemente, crescendo e superando obstáculos”. Pode tirar qualquer coisa de sua grande cabeça, formada por folhas, para resolver problemas.

Oba e Eba; Tiba Tuque e Esquindim; e Vinicius e Tom, as opções para nomear as mascotes

O processo de criação dos novos personagens olímpicos começou há 15 meses, quando 24 agências de criação brasileiras se inscreveram no concurso público. A agência vencedora foi a Birdo, de São Paulo, especializada em animações. “Tínhamos várias linhas para seguir, mas concluímos que é justamente a diversidade que faz nosso país especial”, afirmou Paulo Muppet, um de seus diretores. Os responsáveis olímpicos destacaram o grande esforço realizado durante mais de 40 pessoas para manter o sigilo sobre a criação dos personagens nessa era digital. Agora confiam em aproximar o público dos Jogos com a votação online. Na cerimônia também foram apresentadas as primeiras versões dos bonecos de pelúcia das mascotes que serão oferecidos comercialmente.