Um investimento estratégico na América Latina

Junto com os Estados Unidos, a região representa mais de 50% dos lucros do grupo financeiro

A presidenta Dilma Rousseff cumprimenta Emilio Botín.
A presidenta Dilma Rousseff cumprimenta Emilio Botín.R. S. F. (EFE)

O Banco Santander mantém uma presença constante e crescente há anos na América Latina. Suas agências e sucursais – quase 6.000 na região e mais 27 mil caixas eletrônicos – fazem parte da paisagem urbana de países como o Brasil e o México, onde a empresa obteve respectivamente 23% e 10% do seu lucro global no ano passado. Seus programas de bolsas de estudo e auxílios universitários também estão entre os de maior prestígio e maior procura pelos estudantes latino-americanos.

O banco é a primeira franquia internacional na região, com uma base de 46,9 milhões de clientes e uma fatia de mercado de 10,2% em créditos e depósitos. Em conjunto, seus lucros no continente representam 51% do total do grupo. Brasil, Chile, México e Argentina, junto com os Estados Unidos, são cinco dos 10 mercados estratégicos para o grupo.

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Em 2013, o Santander obteve na América Latina lucros de 3.2 bilhões de euros (9,6 bilhões de reais), 16,3% a menos que no ano anterior, uma queda, considerando sua saída da Colômbia e outras circunstâncias, seria reduzida a 10,9%. O banco tem uma perspectiva favorável a médio prazo para o desenvolvimento econômico do continente com base em pontos fortes como o alto acúmulo de reservas e a disciplina fiscal dos principais países, mas alerta para as pressões inflacionárias no Brasil e na Argentina.

O Santander Brasil é o terceiro maior banco privado do país e o primeiro banco estrangeiro no gigante sul-americano. Conta com quase 30 milhões de clientes e está recuperando a participação no mercado de crédito, apoiado nos créditos para financiamentos imobiliários (que subiram 32% em 2013) e para grandes empresas (17%), e conseguiu reduzir a morosidade a 5,6%. Também estabeleceu um programa para melhorar a satisfação de seus clientes. As reclamações por ineficiências do serviço foram um dos pontos fracos da entidade nos últimos anos. No ano passado, teve 1,58 bilhão de euros em lucros. Agora o banco lançou uma oferta para obter 100% da filial brasileira e assim aumentar sua presença no país.

No México, o Santander é o quarto grupo financeiro em volume de negócios. Consolidou-se como líder do segmento de pequenas e médias empresas, com um crescimento interanual de 26%. E, com a compra em 2012 da financiadora ING, está a caminho de se tornar a segunda maior instituição internacional do país em participação de mercado no setor. Conta com 1,2 milhão de clientes e, no ano passado, conseguiu um lucro de 713 milhões de euros. Apesar do pobre crescimento da economia mexicana, o banco está otimista com o futuro, quando começar a ver os frutos do programa de reformas lançado pelo Governo do presidente Enrique Peña Nieto.

Na Argentina, o SantanderRío é o primeiro banco privado do país em volume de ativos e resultados, e seu faturamento (333 milhões de euros em 2013) representa 5% do total do grupo. Tem 2,5 milhões de clientes e uma participação de 9,1% no mercado de créditos e 9,6% no de depósitos. No Chile, o Santander é o principal banco do país em termos de ativos e clientes (3,5 milhões), e seus lucros (425 milhões de euros) respondem por 6% do total do grupo.

Além dos Estados Unidos, onde no ano passado começou seu relançamento comercial com a mudança da marca Sovereign para Santander, e cujos lucros representam 10% do grupo, o banco também está presente no Uruguai e em Porto Rico.

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