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Morre Joan Rivers, o terror do tapete vermelho

A atriz morreu em Nova York aos 81 anos, depois de sofrer uma parada cardíaca

A atriz Joan Rivers, em 2010.
A atriz Joan Rivers, em 2010. REUTERS

Hollywood se despede nesta quinta-feira de uma de suas personagens mais icônicas e, ao mesmo tempo, mais temidas no tapete vermelho. Trata-se de Joan Rivers, apresentadora e comediante famosa por suas entrevistas inesperadas nas galas de estreia, especialmente no Oscar, onde nunca hesitava em dar sua opinião sobre os figurinos das estrelas que cruzavam seu caminho.

Essa figura da televisão norte-americana morreu nesta quinta em Nova York aos 81 anos, depois de uma parada cardíaca. Rivers estava internada desde a semana passada no Mount Sinai Hospital, quando sofreu uma parada respiratória durante uma operação nas cordas vocais. Desde então, estava em coma induzido pelos médicos que tratavam dela. Sua filha Melissa Rivers disse em um comunicado divulgado pela empresa de relações públicas Katz que sua mãe "morreu em paz".

Pequenina mas poderosa, como costumavam descrever amigos e inimigos, Rivers era a primeira a rir de si mesma. Com uma longa carreira na televisão, a comediante soube conquistar as diferentes gerações que tiveram a oportunidade de conhecê-la, tão popular ou mais hoje como era em no início da década de 60, no que pode ter sido o auge de sua carreira.

A octogenária foi capaz de combinar humor e glamour, dirigindo-se às estrelas sem papas na língua, geralmente dizendo ao vivo e em cores a primeira coisa que lhe vinha à mente quando as via em seus trajes de gala. Fazia isso sempre com uma pitada de humor e desenvoltura que evitava maiores problemas em tempos do politicamente correto. Também adotou para si a frase “precisamos conversar”, palavras com as quais abordava todos seus entrevistados.

Entre seus muitos trabalhos, Rivers colaborou com o programa de variedades The Tonight Show, foi a coapresentadora de Fashion Police (dedicado a encontrar os erros na forma de vestir das estrelas) e participou de diversas galas e monólogos em Las Vegas e outros teatros nos Estados Unidos. Apesar da popularidade de todos aqueles que entrevistava, o brilho dos refletores estava sempre voltado para Rivers.

Nascido no Brooklyn em 1933, Joan Alexandra Molinsky ficou conhecida nos anos 60 graças ao The Tonight Show, um dos programas noturnos clássicos da televisão norte-americana. Estreou com o famoso Johnny Carson e suas colaborações continuaram com os diferentes apresentadores do programa, incluindo uma breve aparição com Jimmy Fallon quando o jovem humorista ficou à frente do show.

Seus comentários sempre roçaram a incorreção política, mas ela também foi o centro de suas próprias piadas. Vaidosa e coquete, Rivers afirmou certa vez que tinha feito tantas operações de cirurgia estética que quando morresse doaria seu corpo a uma empresa de plásticos. Também se meteu com os mais poderosos chamando Michelle Obama de “transexual” e, implicitamente, o presidente Barack Obama de gay.

Em agosto, porém, foi longe demais quando falou do conflito armado entre israelenses e palestinos em Gaza. Pela primeira vez em sua longa carreira de comentários impróprios teve de postar em sua página no Facebook um pedido de desculpas dizendo que “a guerra é o inferno e, infelizmente, os civis são vítimas dos conflitos políticos”.

Além de sua filha Melissa, Joan Rivers também deixa um neto, Cooper. Comediantes como Kathy Griffin e Ricky Gervais responderam imediatamente à morte de Rivers dizendo em suas contas no Twitter que “só existe uma Rivers” e lembrando que ela era “engraçada e não tinha medo de nada”.