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Messi: “Se não me querem ou duvidam de mim, não tenho problema em ir”

Messi, doído pelas vaias que recebeu, abre as portas à sua saída do Barcelona: "Eu escolho continuar, já que sigo tendo o mesmo carinho, mas se não for, assim buscarei uma solução"

Messi, em sua chegada a Buenos Aires.
Messi, em sua chegada a Buenos Aires.Gustavo Ortiz (AS)

Lionel Messi costuma evitar o contato com a imprensa cada vez que chega na Argentina. Mas nesta terça-feira aterrissou às quatro e meia da manhã no aeroporto portenho de Ezeiza e lançou um claro aviso ao Barcelona, o mesmo clube que acaba de lhe aumentar o salário de 13 para 20 milhões de euros anuais (mais de 60 milhões de reais ao ano) durante os próximos quatro anos. Quando um jornalista lhe perguntou se gostaria de se despedir do Barça caso a torcida pedisse, Messi respondeu: “Muitas vezes disse que o Barcelona é a minha casa, mas no dia em que as pessoas não quiserem mais que eu esteja lá, não vou estar. Gosto muito deste clube e se há pessoas que não me querem, que duvidam de mim e preferem que eu vá embora, não tenho nenhum problema”.

O atacante acrescentou que a torcida tinha mostrado “carinho” por ele, quando foi colocado em dúvida se ele continuaria no clube. Mas deixou claro: “Uma coisa é estar dentro do campo, às vezes se escuta o burburinho e por isso digo, que se é assim e tenho que ir, não tenho problema. Mas minha casa será sempre o Barcelona”.

Parte da torcida do Barça assobiou e vaiou para Messi no sábado passado, quando a equipe perdeu a Champions League ao empatar contra o Atlético de Madrid em casa. Agora, as declarações vão um passo além da advertência que ele deu um dia antes na rede social chinesa Tencent Weibo, onde disse: “Estou muito feliz de continuar na minha casa, como sempre disse. É o Barcelona que decide o que fazer com o meu futuro. A minha escolha é continuar, já que sigo tendo o mesmo carinho com eles, mas se não for assim, buscarei uma solução porque sempre vou querer o melhor para este clube”.

Ao longo dos seis minutos que durou a coletiva de imprensa informal no aeroporto, Messi admitiu que também não foi um ano fácil no aspecto pessoal. “Por lesões, por outras coisas que… fogem do futebol”, disse. A temporada esteve marcada para Messi pela morte em abril de seu antigo treinador Tito Vilanova, sobre quem Messi disse no dia: “Sempre levarei dentro de mim uma parte das coisas que ele compartilhou e viveu comigo, que nunca poderei esquecer”. E também esteve marcada por sua fraude com o ministério da Fazenda, razão pela qual foi obrigado a desembolsar em setembro cinco milhões de euros.

O jogador chega agora com ânimo de deixar todos esses problemas para trás e focar na seleção. “Eu sei que agora sigo com a seleção, mudo o chip, como muitas vezes aconteceu o contrário… Que as coisas não iam bem na seleção e eu voltava para o Barcelona e jogava bem”, assinalou. “De modo que esperemos que desta vez seja o contrário e que quando eu me juntar com meus colegas, com meus amigos, a minha cabeça vai mudar e vai ser outra história”.

Diante da pergunta sobre se estava preocupado por seu rendimento nas últimas partidas se mostrou muito seguro: “Não, não. Preocupação, não. Faço o meu melhor. Estou tranquilo e com vontade de começar com a seleção. Quando me apresentar com meus colegas, seguramente vai ser um ar novo, vai mudar tudo. (…) Esses dias de descanso serão muito bem-vindos a todos nós para desligarmos. Todos tivemos um ano duro em nossa equipe.

Messi descansará em Rosario até a próxima segunda-feira, quando começará os treinamentos com a seleção.

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