O Twitter multiplica por cinco as perdas no início ano

O microblog dobrou os rendimentos e elevou para 255 milhões o número de usuários

O logotipo do Twitter em um computador.
O logotipo do Twitter em um computador.ERIC THAYER (REUTERS)

Os que creem no Twitter dizem que o microblog está em uma transição similar pela qual passaram o Google e o Facebook antes de se transformar em negócios rentáveis. Mas por enquanto, a plataforma social está longe de demonstrar isso. O primeiro trimestre foi fechado com perdas de 132 milhões de dólares (292 milhões de reais), cinco vezes mais do que há um ano. Os rendimentos dobraram no mesmo período, para 250 milhões de dólares (554 milhões de reais).

É a segunda vez que o Twitter apresenta resultados desde que passou a ser cotado em Wall Street. Os investidores receberam os números com uma queda superior a 10% no valor da ação, abaixo dos 37 dólares a unidade e abaixo do preço da saída a Bolsa.

Os analistas se fixaram na evolução do número de usuários, que chegou a 255 milhões ativos ao mês. Isso representa um incremento de 25% quando se compara com o que tinha há um ano. Deles, 198 milhões são de celular ou 31% a mais que no mesmo período de 2013.

É precisamente o ritmo do aumento de usuários que preocupa Wall Street, que acha esse crescimento lento para uma companhia ainda tão jovem. O que intriga especialmente neste ponto é a expansão de sua base internacional, que era esperado que crescesse mais rápido, mas na Ásia há uma concorrência muito forte. Isso atrapalhou os avanços que Dick Costolo está conseguindo ao potenciar os rendimentos, onde os números são sólidos. O CEO do Twitter destacou na conferência com analistas que os usuários estão mais envolvidos.

Costolo explicou que está trabalhando para fazer a plataforma mais visual e conseguir uma melhor organização do conteúdo para os usuários. Mas, diferentemente do Facebook ou do Google, o Twitter é um serviço muito simples. Os resultados são apresentados a poucos dias de que se abra a janela para que os proprietários possam vender novas ações, o que pode criar mais pressão, embora tenham prometido que não venderão.