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Guardiola: “Cada vez que deixava Messi no banco, havia um clamor em Barcelona”

O técnico aprofunda os motivos de sua saída do Barça: "Encontrei dificuldades para motivar a mim mesmo e à equipe"

Guardiola diante de um escudo do Bayern. Ampliar foto
Guardiola diante de um escudo do Bayern. GETTY

Em um encontro de caráter promocional com o presidente do conselho de Audi, um dos principais patrocinadores e acionista do Bayern de Munique, o técnico Pep Guardiola aborda sua chegada no clube alemão e sua saída do Barcelona. Em sua conversa com Rupert Stadler, o preparador catalão admite que abandonou o clube azul-grená porque já não era capaz de manter sua gana e de seus jogadores. "Se já não pode motivar teus jogadores, como treinador, sabe que chegou o momento de sair", admite Guardiola, no encontro, feito no Allianz Arena de Munique.

Se já não pode motivar  teus jogadores, como técnico, sabe que chegou a hora de sair"


O atual treinador da equipe bávara, que concedeu várias entrevistas desde que dirigiu o banco azul-grená, aprofunda os motivos de sua saída. "Fomos incrivelmente bem-sucedidos. 14 títulos em só quatro anos. Foi o melhor período em toda a história do clube. Mas isso pode ser também uma lousa. Encontrei, progressivamente, dificuldades para me motivar e à equipe. Com o Barcelona já tinha ganhado tudo, tanto como jogador como treinador, e me dei conta de que equipe estava ficando cada vez mais difícil", assinala.

No diálogo, que teve local no ano passado e vê a luz agora, também aflora o nome de Leo Messi. "Cada vez que o deixava no banco, toda Barcelona era um clamor", diz Guardiola. "Com muitas estrelas no plantel, como temos no Bayern ou antes no Barcelona, pode chegar a situações onde a diversidade também pode ser destrutiva. Todo mundo quer jogar, mas só pode pôr 11 jogadores no campo ao mesmo tempo. Aos que deixe como substitutos são os que provavelmente não estarão contentes com a minha decisão. E então, está a pressão, por parte da imprensa e dos torcedores, de ter que selecionar determinados jogadores".

Guardiola rememora, além disso, como aconteceu sua aterrissagem em Munique. "Meu primeiro contato com o Bayern foi na Audi Cup de 2011. Falei com Karl-Heinz Rummenigge e Uli Hoeness sobre meus planos de futuro enquanto tomávamos um café. O sucesso atual do Bayern não podia ser previsto nesse momento. Mas o desafio para mim é, simplesmente, treinar uma nova equipe e continuar com o sucesso conseguido por meu antecessor, Jupp Heynckes", concluiu.

Não é a primeira vez que Guardiola reflete sobre sua carreira em um foro comercial. Há dois anos participou de uma iniciativa similar do Banco Sabadell.