Lionel Messi

“O que Messi tem não é normal, mas isso não afeta seu trabalho”

Martino admite que A Pulga tem problemas há um tempo, mas assegura: "Não há que dar importância porque isso não o impede de absolutamente nada” E revela que contava com Puyol para a próxima temporada

Tata Martino, durante a coletiva de imprensa.ALEJANDRO GARCÍA (atlas)

Os últimos vômitos de Leo Messi com a seleção argentina levantaram a poeira repetitiva, porque não existe explicação alguma por ora, por mais que o clube procure por uma pista e o jogador se consulte com diferentes especialistas. “No Real Sociedad, pensei que isso fosse fruto de uma gripe. Mas é algo que ele tem há algum tempo já. Não sou gastroenterologista e ainda não descobrimos nenhum motivo para bater o martelo. Mas não há que dar importância porque não isso não o impede de absolutamente nada”, reconheceu nesta sexta-feira em coletiva de imprensa Tata Martino, que acrescentou: “Não é algo normal, mas não isso não afeta o desenvolvimento de seu trabalho”.

Além da Pulga, o nome de Puyol ficou no centro da coletiva. Quando se reuniu com o jogador há uma semana, o técnico disse a ele para que repensasse e que contava com ele para o próximo ano, pois era um jogador único. Mas o capitão azul-grená já tinha tomado a decisão, como havia comunicado à direção esportiva e à presidência, e não voltou atrás. “Trocamos nosso pontos de vista e, talvez, os deles estivessem muito afastados dos meus. O que eu manifestava estava muito distante da decisão que ele tomou, porque ele é um jogador que está capacitado para jogar, tem um bom passe de saída e além disso defende bem”, argumentou o treinador, ao mesmo tempo em que revelou que o próprio jogador tinha assegurado a ele que, por ora, não tinha intenção alguma de treinar.

A defesa de Tata sobre o capitão foi enfática, por mais que tivesse durado menos tempo do que a defesa de todos os outros da equipe. “É desses jogadores insubstituíveis”. Sua futura ausência, no entanto, exige a remodelagem da equipe, até o ponto em que já se buscava um substituto para o exercício seguinte e a área esportiva já sonda dois jogadores. “Não me reuni com Zubi [diretor esportivo] nem com o presidente, embora falemos permanentemente de futebol. O que não me imagino é trazer um jogador que não seja a altura. O Barça não assina para isso. Se vier, é para que jogue”. É sabido que, em qualquer caso, que conta com Rafinha (cedido pelo Celta, e que "me animaria a dizer que ele tem futuro de jogador azul-grená”. Outro assunto é sua continuidade na equipe, já que negou que tenha que dar explicações sobre seu futuro: “Não tenho que garantir nada, senão trabalhar para que a equipe cumpra seus objetivos. Eu me concentro nisso”.

Mais clara está a decisão de Puyol, que está de licença por uma decisão técnica –não como Piqué, que volta- para medir as forças neste sábado pelo Valladolid. Também estão de licença Song e Jordi Alba, que jogaram com suas respectivas seleções a partida toda. Martino, que foi técnico da seleção do Paraguai em seu dia antes de se dedicar ao Newell’s, compartilha e atua em função de ambas necessidades. “Ter estado nos dois locais te faz ter um olhar mais contemplativo. Eles estão a 90 dias do Mundial e é o torneio que todos querem jogar. Há que ser mais contemplativo que outras vezes”, refletiu o treinador; “e há que se levar em conta o que eles jogaram na quarta-feira”. Se explicou: “Alves jogou 33 minutos com o Brasil e não tem tanto desgaste como o que pode ter tido Neymar, que jogou a partida toda. O mesmo fez Jordi Alba, que vinha de um período de inatividade e me parecia imprudente que jogue tantas partidos em poucos dias”.