ITÁLIA

Quatro detidos por manipular resultados da liga italiana

Entre os investigados encontram-se os ex-jogadores Gattuso e Brocchi Estão sob suspeita 53 partidas da série B e da Liga Pro de 2012-2013, e três do Milan em 2011 e do Lazio, Juventus e o Inter de Milão

Gattuso, em uma imagem de arquivo.
Gattuso, em uma imagem de arquivo.enric fontcuberta

Trata-se de mais um capítulo de um longo escândalo, o da conspiração entre o mundo de apostas clandestinas e o futebol italiano. Dezenas de agentes da polícia de Cremona --norte da Itália-- e do núcleo central operativo da Polícia de Estado prenderam esta manhã quatro pessoas acusadas de manipular, com a cumplicidade pontual de alguns futebolistas e ex-futebolistas entre os quais se encontrariam Gennaro Gattuso e Cristian Brocchi, umas 90 partidas das Séries A, B e Liga Pro do campeonato italiano. Com esta operação já são 120 os investigados e 54 os presos desde que se iniciou a investigação no final de 2010.

Segundo os pesquisadores, entre as 90 partidas manipuladas se encontrariam 53 da última temporada e, entre elas, 12 da série A em que jogaram Milan, Juventus e Inter. Uma das partidas foi entre Palermo e Inter, que terminou com uma vitória da primeira equipe. Em relação a essa partida é investigado Gattuso, ex-campeão do mundo pela Itália e da Europa pelo Milan, que na última temporada treinou o Palermo e agora o suíço Sion. Outro dos jogadores sob suspeita é Cristian Brocchi, ex-jogador do Lazio, Inter, Milan, Fiorentina e Verona e agora treinador do juvenil do Milan. A acusação é de "associação de criminosos para cometer fraude esportiva".

Segundo Andrea Grassi, diretor da divisão operativa da Polícia de Estado, entre os investigados encontram-se "um grupo de jogadores ainda na ativa". Segundo as investigações, Gattuso e Brocchi teriam estado em contato com dois dos quatro presos, Salvatore Spadaro e Francesco Bazzani, a quem os jogadores envolvidos na suposta fraude conheciam como Mister X e Mister E. Tanto eles como os outros dois detentos --Cosimo Ricci e Fabio Quadri-- serviriam de ligação entre o mundo das apostas clandestinas e os jogadores e diretores. O prêmio por sua colaboração para alterar o resultado das partidas seria, segundo os investigadores, de 250.000 a 600.000 euros.