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Facebook contratará 3.000 pessoas para frear conteúdo violento

Mark Zuckerberg anunciou a medida depois de várias transmissões de suicídios e assassinatos

Mark Zuckerberg durante a conferência F8 em San José.
Mark Zuckerberg durante a conferência F8 em San José. AP

O Facebook vai adicionar 3.000 pessoas a seu quadro de funcionários para revisar os vídeos da rede social. Depois de transmissões sucessivas e vexatórias, Mark Zuckerberg, seu executivo-chefe, anunciou em seu perfil a decisão de acrescentar um elevado número de empregados, humanos, para tentar conter as transmissões de suicídios, tiroteios e assassinatos em tempo real.

“Quando vejo vídeos assim, me partem o coração. Fazemos danos a nós mesmos, a outros...”, publicou em seu perfil.

O executivo revelou que já conta com 4.500 pessoas que revisam os vídeos e que esta nova fornada de supervisores de conteúdo será contratada ao longo do ano. Algo que, a seu ver, é um prazo curto. “Se queremos fazer com que a comunidade esteja segura, temos que responder com agilidade. Além disso, vamos trabalhar para que seja mais fácil denunciar e que possamos tomar medidas mais rápido, seja para ajudar alguém que precise ou eliminar de imediato uma mensagem”, acrescentou.

A primeira a responder a esta medida foi Sheryl Sandberg, a número 2 do serviço, com uma mensagem de apoio: “Nossa prioridade número 1 é manter as pessoas seguras. Não vamos parar até conseguir fazer isso bem”

"Nossa prioridade número um é manter as pessoas seguras. Não vamos parar até conseguir fazer isso bem"

Nas últimas semanas o Facebook viu sua plataforma se transformar em um nicho de violência em tempo real. Os Live, vídeos transmitidos ao vivo a partir do celular, difundidos com facilidade e uma grande dose de viralidade – e uma das grandes apostas da rede social para manter os usuários dentro de seu serviço –, tem algumas arestas. Na Tailândia, um pai matou a filha de 11 meses e depois se suicidou. O assassinato foi transmitido ao vivo, mas não o desenlace.

No mês passado Steve Stephens, de Cleveland, nos EUA, assassinou Robert Godwin Sr, de 74 anos. Antes havia confessado seus planos, na mesma plataforma, com outro vídeo ao vivo. Depois, também se suicidou.

O próprio Zuckerberg se desculpou durante sua conferência anual. Reconheceu a lentidão para reagir. A contratação de 3.000 pessoas é a primeira reação à sua grande dor de cabeça, mas não a única. Do ponto de vista tecnológico, querem adicionar padrões de reconhecimento de imagem que os ajudem a revisar antes e, caso seja necessário, avisar as autoridades. “Em primeiro lugar, ninguém deveria passar por uma situação assim, mas se passa, que saibam que estamos aqui para ajudar”, conclui.

 

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