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A bomba-relógio da população carcerária no Brasil

Veja a evolução do número de presos no país e os Estados com maiores problemas

O sistema prisional brasileiro, criticado em relatórios da Organização das Nações Unidas e até mesmo pelo Papa Francisco nesta semana, apresenta altos índices de superlotação. As 622.202 pessoas presas no país se veem obrigadas a conviver em penitenciárias sem estrutura e dominadas por facções criminosas de Norte a Sul. Em um cenário como esse, onde a presença do Estado perde terreno atrás das grades para grupos como Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital e Família do Norte, rebeliões são frequentes, sofrimento e barbárie imperam. O que aconteceu no primeiro dia do ano no Complexo Penitenciária Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, é apenas mais um capítulo da história de uma bomba-relógio que o Brasil teima em não desarmar.

Todas as unidades da Federação tem mais detentos do que o previsto na capacidade de seus presídios. Os Estados com maior carência de vagas são Rondônia, Amazonas e Tocantins. Maranhão, Rio Grande do Sul e Mato Grosso são os menos superlotados. 

A população prisional do país não para de crescer há décadas. Atualmente o Brasil tem o quarto maior número de pessoas atrás das grades: são 622.202 presos. Atrás apenas dos Estados Unidos (2.217.000), China (1.657.812) e Rússia (644.237). Para especialistas, construir novos presídios é uma estratégia inócua se não for feito nada para desarmar a bomba-relógio de prisões em massa por narcotráfico e detenções temporárias.

Só que em algumas décadas o Brasil pode se tornar o país com a maior população carcerária do mundo. Isso porque, na contramão de Estados Unidos e Rússia, as taxas de encarceramento do país só aumentam. Ou seja, enquanto nos demais países existe uma tendência a prende menos, aqui o número de detentos não para de crescer.

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