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Hugh Grant reacende sua guerra contra a imprensa

Ator lidera corrente por legislação e combate aos abusos dos famosos pelos tabloides

Hugh Grant, em San Sebastián (Espanha), em setembro.
Hugh Grant, em San Sebastián (Espanha), em setembro. GTRES

A guerra contra os tabloides britânicos é uma obsessão que Hugh Grant não pensa em abandonar neste recém-iniciado ano de 2017, por mais pesada que seja sua carga de trabalho. O ator inglês, que acaba de recuperar sua estrela no cinema após um período de afastamento, voltou ao ataque com seu primeiro tuíte do novo ano, no qual exige uma regulamentação eficiente da imprensa para evitar abusos como as escutas telefônicas ilegais das quais ele próprio foi vítima.

Aos 56 anos, o protagonista de sucessos de bilheteria como Quatro Casamentos e um Funeral e Um Lugar Chamado Notting Hill insiste em sua mensagem na necessidade de que sejam aplicadas as recomendações do relatório Leveson, uma investigação sobre as más práticas de certa parte da imprensa que levaram a um enorme escândalo há cinco anos. O empenho de Grant é que o público não se esqueça daquele caso de grampos telefônicos aplicados a centenas de personalidades, e de subornos à polícia em troca de informação, que resultou no fechamento do jornal dominical News of The World, de propriedade de Rupert Murdoch.

O ator, que teve seu papel no fim do semanário após gravar secretamente um de seus jornalistas admitindo o grampo de celulares, tem sido, desde então, um dos principais rostos da campanha HackedOff, que defende uma regulamentação estatal da imprensa que ofereça mais do que o atual código de conduta que rege a mídia. E sob sua mira está Murdoch, o magnata de origem australiana que, depois de alguns anos de revezes por causa do escândalo das escutas, que manchou sua imagem, tenta novamente consolidar seu império televisivo no Reino Unido com uma oferta para controlar a maioria das ações da rede de TV por assinatura Sky.

Hugh Grant, com a namorada.
Hugh Grant, com a namorada. GTRES

Ao longo dos últimos anos, Hugh Grant tem sido um dos alvos favoritos de tabloides como o The Sun (também de propriedade de Murdoch) e o The Daily Mail por causa de sua intensa vida pessoal. Desde 2011, se tornou pai de quatro filhos. Os dois últimos são frutos de sua relação com a sueca Anna Eberstein, enquanto a mãe dos mais velhos é a chinesa Tinglan Hong, que nunca morou com o ator mas vive em uma casa próxima da dele no sul de Londres. Antes delas, manteve longos namoros com a socialite Jemima Khan e com a atriz Elizabeth Hurley, no que se transformou em uma perseguição sem trégua por parte dos paparazzi e mais de um enfrentamento do ator com os fotógrafos de plantão em frente à sua casa.

No entanto, a presença de Grant na imprensa mudou de tom durante 2016, quando foi frequentador assíduo dos tapetes vermelhos. Sua interpretação como marido de Meryl Streep no filme Florence: Quem É Essa Mulher?, indicada ao Globo de Ouro, lhe rendeu ótimas críticas, enquanto se empenhou em novos projetos cinematográficos. Atualmente se prepara para se juntar ao elenco da sequência do filme As Aventuras de Paddington, ao lado da elite do cinema britânico. O Ano Novo sorri para Hugh Grant, mas o ator acaba de deixar claro que não se esqueceu dos tempos amargos que os tabloides o fizeram viver, e vai persistir até devolver a eles os golpes.

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