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Os pontos-chave para entender ‘Star Wars – O despertar da Força’

Onze pistas sobre o novo episódio de ‘Star Wars’, que chega aos cinemas nesta quinta

Star Wars. O despertar da Força
Han Solo (Harrison Ford) e Chewbacca.

A espera acabou. Nesta quinta-feira Star Wars - O Despertar da Força chega às salas de cinema, e assim o velho sonho de George Lucas das três trilogias – uma por geração – se completa. Mas sem Luke. A grande bilheteria é inevitável. Abordamos algumas das chaves do novo Star Wars.

Experimentos, com refrigerante. Quando Lucas decidiu concluir a saga, o primeiro que chamou foi Lawrence Kasdan. Em princípio só como assessor de roteiro, mas depois da compra da Lucasfilm pela Disney e a lentidão com que Michael Arndt entregava seu material, Kasdan acabou transformado em roteirista principal. Junto a J. J. Abrams, o diretor, desenvolveu uma história muito apegada, em seu esquema, à de guerra nas estrelas, começando por um planeta desértico, alguém que passa uma informação em um pequeno robô até… O conceito sobre o qual gira a ação é o mesmo que moveu a trilogia inicial: a esperança.

Fujamos das prequelas. Efeitos digitais, tom… O próprio Abrams diz na revista Time: “Na verdade, não eram muito bons”, assim pouco restou do último Lucas, aquele que se banalizou com a trilogia em que começa este dramalhão familiar. Volta às marionetes, à ação física.

Han Solo. Kasdan sempre disse que este era seu personagem favorito. Mais ainda, neste novo relançamento do universo Star Wars, o roteirista só quis se encarregar deste ponto e o do spin off sobre o mítico contrabandista. É o melhor personagem de O Despertar da Força e dá para ver que Harrison Ford está se divertindo como uma criança em cada plano.

Os novos. Para não revelar muito, diremos que em realidade os novos personagens vividos por Adam Driver, Oscar Isaac, Daisy Ridley e John Boyega são na verdade variações do representado por Han Solo, a princesa Leia, Luke Skywalker e Darth Vader. Mas não exatamente – acerto do roteiro – e cada um tem alguma característica de vários da geração precedente. Pois bem, um deles não sai tanto como pareceria, outros dois vão ser muito discutidos… e deram de presente a Ridley um bombom que sabe aproveitar.

É o melhor personagem do filme. Dá para ver que Harrison Ford está se divertindo como uma criança

Drama familiar. Star Wars é o que é: um dramazinho familiar. Vamos deixar de lado a Força, as referências religiosas e até qualquer profundidade filosófica. Mesmo a luta pelo poder. Star Wars é um Dallas típico, com três gerações familiares enfrentando-se e reconciliando-se. E essa ideia é fundamental para entender O Despertar da Força. De fato, no último plano, não falta uma palavra?

Esqueça dos trailers. Tantos meses analisando os trailers, se estão chorando por isso, se talvez aquilo, e no minuto dez percebemos a banalidade de todas as teorias. Na realidade só serviram como apresentação visual, mas não da trama.

O 3D. Fluido, sóbrio, sem grandes dramalhões, exceto no plano de um grande destroier. E em nada ofusca as imagens como ocorria, por exemplo, com Alice no País das Maravilhas, de Tim Burton. Em uma palavra, impecável.

A trilha sonora. John Williams já completou 83 anos e a saúde não o está respeitando. Talvez O Despertar da Força seja sua última trilha sonora completa, mas que partitura! Entra em seu grupo de obras primas. E além disso é longa, quase não há sequência sem melodia de fundo.

Os tempos mudaram. E não dá mais para fazer filmes ancorados no antiquado estereótipo “Homem branco salva a Humanidade”. Star Wars apostou em personagens femininas em princípio fortes que logo eram transformadas em meras “esposas de” (Leia, a rainha Amidala), e o negro era a cor do mal. Os tempos trocaram e as bilheterias também: os novos chefes da Lucasfilm sabem e há personagens de diferentes gêneros e etnias no lado dos bons e dos maus. Só falta algo latino. Chegará com o tempo.

Aos fãs, sim, mas não. O Despertar da Força está cheio de acenos para os fãs, de personagens secundários (aparece Nien Nunb!) que voltam, de nostalgia a sequências míticas – apoteótica a homenagem à cantina de Mos Eisley –. No entanto, não avassala, não é o epicentro da trama. Agradam, mas não intoxicam. E se o espectador não as reconhece, não faz mal.

Onde está Luke? Vendo os trailers, os entusiastas começaram a se perguntar: onde está Luke Skywalker? Mark Hamill aparecia na famosa primeira fotografia da leitura do roteiro. Entretanto não há – aparentemente – nenhuma imagem sua nos trailers. A resposta está no filme, porque onde está Luke é justamente o ponto de partida de O Despertar da Força.

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