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Memória e identidade na comunidade mexicana de Hueuetonoc

A fotógrafa brasileira radicada no México Adriana Zehbrauskas mergulhou, por cerca de um ano, na intimidade das famílias dos 43 estudantes desaparecidos em 2014 na região

  • As roupas tradicionais brancas usadas pelos homens da região de Huehuetonoc no Estado de Guerreiro no México estão desaparecendo junto com outras tradições culturais.
    1As roupas tradicionais brancas usadas pelos homens da região de Huehuetonoc no Estado de Guerreiro no México estão desaparecendo junto com outras tradições culturais.
  • O projeto “Family Matters” foi contemplado pelo prestigiado prêmio Getty Images Instagram Grant em 2015 voltado para a publicação de séries autorais produzidas com celular.
    2O projeto “Family Matters” foi contemplado pelo prestigiado prêmio Getty Images Instagram Grant em 2015 voltado para a publicação de séries autorais produzidas com celular.
  •  “Alguma pessoas que fotografei posavam para retratos pela primeira vez na vida” conta a fotógrafa.
    3 “Alguma pessoas que fotografei posavam para retratos pela primeira vez na vida” conta a fotógrafa.
  •  “As pessoas conhecem a linguagem do celular, não conhecem a linguagem da câmera fotográfica. Mando por WhatsApp os retratos e eles publicam no Facebook” diz Adriana Zehbrauskas.
    4 “As pessoas conhecem a linguagem do celular, não conhecem a linguagem da câmera fotográfica. Mando por WhatsApp os retratos e eles publicam no Facebook” diz Adriana Zehbrauskas.
  • Don Gerardo posa com seu cavalo El Guero em Huehuetonoc, Guerrero.
    5Don Gerardo posa com seu cavalo El Guero em Huehuetonoc, Guerrero.
  • O primeiro retrato tirado das irmãs Elis Meredith, Alma Aleli e Daily Gisela, em Huehuetonoc, Guerrero (México).
    6O primeiro retrato tirado das irmãs Elis Meredith, Alma Aleli e Daily Gisela, em Huehuetonoc, Guerrero (México).
  • “O celular me ajuda a mostrar para as pessoas que trabalhamos em um jornal, fazê-los conhecer mais o nosso trabalho e, assim, elas se desarmam naturalmente” analisa a fotógrafa.
    7“O celular me ajuda a mostrar para as pessoas que trabalhamos em um jornal, fazê-los conhecer mais o nosso trabalho e, assim, elas se desarmam naturalmente” analisa a fotógrafa.
  • Don Isaias posa para um retrato. “Ele parou no meio da rua e pediu uma foto, eu fiz” conta a fotógrafa.
    8Don Isaias posa para um retrato. “Ele parou no meio da rua e pediu uma foto, eu fiz” conta a fotógrafa.
  • “Quando a coisa se torna algo abstrato, o ser humano não consegue mais ter empatia, como diz o escritor Vargas Llosa. Precisamos aproximar o ser humano da história. Afinal, o que são os 43?”. Adriana fundamentou esteticamente seu projeto nas imagens antigas feitas em filmes preto e branco.
    9“Quando a coisa se torna algo abstrato, o ser humano não consegue mais ter empatia, como diz o escritor Vargas Llosa. Precisamos aproximar o ser humano da história. Afinal, o que são os 43?”. Adriana fundamentou esteticamente seu projeto nas imagens antigas feitas em filmes preto e branco.
  • Daila e Elsa queriam tirar uma foto no carrinho móvel usado para levar o santo padroeiro durante as procissões pela cidade.
    10Daila e Elsa queriam tirar uma foto no carrinho móvel usado para levar o santo padroeiro durante as procissões pela cidade.
  • Angel completou 8 anos em 6 de Fevereiro de 2015. É sua primeira festa de aniversário sem o pai, que desapareceu em setembro passado junto com outros 42 estudantes.
    11Angel completou 8 anos em 6 de Fevereiro de 2015. É sua primeira festa de aniversário sem o pai, que desapareceu em setembro passado junto com outros 42 estudantes.
  • Família e amigos de Adan Abrajan de la Cruz durante um serviço de oração.
    12Família e amigos de Adan Abrajan de la Cruz durante um serviço de oração.
  • Oscar Ortiz Serafin segura a foto de seu filho Cutberto Ortiz Ramos em uma sala de aula transformada em dormitório para as famílias dos alunos desaparecidos da Escola Rural de Ayotzinapa.
    13Oscar Ortiz Serafin segura a foto de seu filho Cutberto Ortiz Ramos em uma sala de aula transformada em dormitório para as famílias dos alunos desaparecidos da Escola Rural de Ayotzinapa.
  • Adriana acompanhou o cotidiano da família de Angel durante seis meses após a o desaparecimento do grupo.
    14Adriana acompanhou o cotidiano da família de Angel durante seis meses após a o desaparecimento do grupo.
  • Jakilina Virguen Balthazar, avó de Jorge Luis e Dorian Gonzalez Parral, ambos entre os 43 estudantes desaparecidos da escola rural do professor Ayotzinapa, em sua casa em Xalpatlahuac, cidade natal de quatro dos alunos desaparecidos e um sobrevivente.rn
    15Jakilina Virguen Balthazar, avó de Jorge Luis e Dorian Gonzalez Parral, ambos entre os 43 estudantes desaparecidos da escola rural do professor Ayotzinapa, em sua casa em Xalpatlahuac, cidade natal de quatro dos alunos desaparecidos e um sobrevivente.