Seleccione Edição
Login
Por que esses grupos geniais só gravaram um disco
18 fotos

Por que esses grupos geniais só gravaram um disco

Ou os melhores músicos de pop e rock da história com um disco só

  •  Por que é tão bom.  Por sua paixão, pelo registro vocal versátil de Jeff Buckley, com seus falsetes comoventes, e por sua emocionante sensibilidade de composição e interpretação. E porque contém uma das versões mais aclamadas de todos os tempos, ao conseguir tornar sua e superar a original de ‘Halleluja’, do próprio Leonard Cohen. Dezenas de músicos citam Buckley como influência, desde Matthew Bellamy do Muse e Thom York do Radiohead até Bob Dylan e Paul McCartney. “Jeff Buckley era uma gota pura em um oceano de ruído”, chegou a afirmar Bono, do U2, enquanto a estrela pop Nelly Furtado também não se conteve na admiração: “ ‘Grace’ mudou minha vida. Ele influiu profundamente em minhas canções, em minha forma de compor e em minha forma de agir: em tudo”.    Por que só gravou um disco.  Parecia predestinado a ser referência de toda uma geração, mas acabou transfornando-se na lenda macabra da música por sua estranha morte afogado no rio Wolf em Memphis (Tennessee), cidade para onde foi para gravar seu segundo disco, que logicamente nunca se materializou. Na noite de 29 de maio de 1997 foi ao tal rio com um integrante de sua banda para tocar guitarra e ouvir música. Parecia um momento plácido, e Jeff entrou na água cantando ‘Whole lotta love’, de Led Zeppelin. Em poucos segundos, seu colega o perdeu de vista. Seu corpo apareceu cinco dias depois sem qualquer vestígio de álcool ou drogas, ainda que o fato de ser bipolar deixou aberta a hipótese de suicídio. Como se disse, uma lenda macabra.
    1Jeff Buckley: 'Grace' (1994) Por que é tão bom. Por sua paixão, pelo registro vocal versátil de Jeff Buckley, com seus falsetes comoventes, e por sua emocionante sensibilidade de composição e interpretação. E porque contém uma das versões mais aclamadas de todos os tempos, ao conseguir tornar sua e superar a original de ‘Halleluja’, do próprio Leonard Cohen. Dezenas de músicos citam Buckley como influência, desde Matthew Bellamy do Muse e Thom York do Radiohead até Bob Dylan e Paul McCartney. “Jeff Buckley era uma gota pura em um oceano de ruído”, chegou a afirmar Bono, do U2, enquanto a estrela pop Nelly Furtado também não se conteve na admiração: “ ‘Grace’ mudou minha vida. Ele influiu profundamente em minhas canções, em minha forma de compor e em minha forma de agir: em tudo”.

    Por que só gravou um disco. Parecia predestinado a ser referência de toda uma geração, mas acabou transfornando-se na lenda macabra da música por sua estranha morte afogado no rio Wolf em Memphis (Tennessee), cidade para onde foi para gravar seu segundo disco, que logicamente nunca se materializou. Na noite de 29 de maio de 1997 foi ao tal rio com um integrante de sua banda para tocar guitarra e ouvir música. Parecia um momento plácido, e Jeff entrou na água cantando ‘Whole lotta love’, de Led Zeppelin. Em poucos segundos, seu colega o perdeu de vista. Seu corpo apareceu cinco dias depois sem qualquer vestígio de álcool ou drogas, ainda que o fato de ser bipolar deixou aberta a hipótese de suicídio. Como se disse, uma lenda macabra.
  •  Por que é tão bom.  O sucesso de The Fugees transformou Lauryn Hill, cantora da banda, na grande esperança afroamericana da música na virada do século. As expectativas foram confirmadas pela cantora de Nova Jersey com seu disco de estreia, lançado em agosto de 1998, com uma elegante e clara fusão de hip hop, soul da velha escola, R&B e reggae, para musicar letras em que a artista apresenta sua visão feminina da vida. Sua personalidade convenceu tanto que ganhou cinco Prêmios Grammy e se estima que tenha vendido 19 milhões de cópias no mundo. Para a revista ‘Rolling Stone’, “Hill pegou a alma dos anos setenta e a fez florescer e ter significado para a geração do hip hop”.    Por que só gravou um disco.  A turnê de lançamento do álbum se ressentiu de problemas de saúde de Lauryn, que também acabava de se tornar mãe pela segunda vez. Além disso, pouco depois de seu lançamento, foi processada por alguns dos músicos que tinham trabalhado com ela na gravação e que consideravam que não tinham sido devidamente creditados. As duas situações a mantiveram afastada dos holofotes até o lançamento de um ‘MTV Unplugged’ em 2001, ano em que nasceu seu terceiro filho (em 2011 nasceria o sexto). Em vez de se desenvolver como solista, decidiu retomar o The Fugees de 2004 a 2006. Em outro capítulo de sua vida, foi condenada em 2013 a três meses de prisão por evasão fiscal. A soma de todos esses fatos postergaram um novo álbum que, de fato, não parece que virá tão cedo, apesar de ter feito uma turnê pelo mundo em 2015 e participado de um disco de versões de Nina Simone.
    2Lauryn Hill: 'The miseducation of Lauryn Hill' (1998) Por que é tão bom. O sucesso de The Fugees transformou Lauryn Hill, cantora da banda, na grande esperança afroamericana da música na virada do século. As expectativas foram confirmadas pela cantora de Nova Jersey com seu disco de estreia, lançado em agosto de 1998, com uma elegante e clara fusão de hip hop, soul da velha escola, R&B e reggae, para musicar letras em que a artista apresenta sua visão feminina da vida. Sua personalidade convenceu tanto que ganhou cinco Prêmios Grammy e se estima que tenha vendido 19 milhões de cópias no mundo. Para a revista ‘Rolling Stone’, “Hill pegou a alma dos anos setenta e a fez florescer e ter significado para a geração do hip hop”.

    Por que só gravou um disco. A turnê de lançamento do álbum se ressentiu de problemas de saúde de Lauryn, que também acabava de se tornar mãe pela segunda vez. Além disso, pouco depois de seu lançamento, foi processada por alguns dos músicos que tinham trabalhado com ela na gravação e que consideravam que não tinham sido devidamente creditados. As duas situações a mantiveram afastada dos holofotes até o lançamento de um ‘MTV Unplugged’ em 2001, ano em que nasceu seu terceiro filho (em 2011 nasceria o sexto). Em vez de se desenvolver como solista, decidiu retomar o The Fugees de 2004 a 2006. Em outro capítulo de sua vida, foi condenada em 2013 a três meses de prisão por evasão fiscal. A soma de todos esses fatos postergaram um novo álbum que, de fato, não parece que virá tão cedo, apesar de ter feito uma turnê pelo mundo em 2015 e participado de um disco de versões de Nina Simone.
  •  Por que é tão bom.  A lufada de ar fresco, um tsunami na verdade, que foi o surgimento do Sex Pistols transcendeu o mundo da música e chegou a abalar toda a sociedade britânica da época. Uma onda de fúria punk quando o punk não existia, o que levou a banda de Johnny Rotten a se tornar a porta-voz de uma revolução contra a música que se fazia até então e contra um sistema carente de oportunidades. Um manifesto vital, uma cuspida no coração do Império britânico, com hinos inspirados e urgentes como 'Anarchy in the UK' e 'God save the Queen'.   Por que só gravou um disco.  Fiéis ao espírito punk que de alguma forma inventaram, o Sex Pistols foi imolado após quatro anos de batalha contra todos. Sua missão foi mais do que cumprida e, de faco, começava a não fazer sentido devido ao enorme êxito alcançado no Reino Unido. Na turnê norte-americana de 1978, Sid Vicious provocou uma discussão atrás da outra e as relações entre os membros da banda estavam basicamente um desastre. Um Rotten totalmente queimado anunciou o fim do grupo em 18 de janeiro de 1978. Tudo acabou e a rainha Elizabeth II da Inglaterra respirou aliviada. E assim continua hoje, apesar de uma ou outra turnê em que se reuniram só por farra.
    3Sex Pistols: 'Never mind the bollocks' (1977) Por que é tão bom. A lufada de ar fresco, um tsunami na verdade, que foi o surgimento do Sex Pistols transcendeu o mundo da música e chegou a abalar toda a sociedade britânica da época. Uma onda de fúria punk quando o punk não existia, o que levou a banda de Johnny Rotten a se tornar a porta-voz de uma revolução contra a música que se fazia até então e contra um sistema carente de oportunidades. Um manifesto vital, uma cuspida no coração do Império britânico, com hinos inspirados e urgentes como 'Anarchy in the UK' e 'God save the Queen'.

    Por que só gravou um disco. Fiéis ao espírito punk que de alguma forma inventaram, o Sex Pistols foi imolado após quatro anos de batalha contra todos. Sua missão foi mais do que cumprida e, de faco, começava a não fazer sentido devido ao enorme êxito alcançado no Reino Unido. Na turnê norte-americana de 1978, Sid Vicious provocou uma discussão atrás da outra e as relações entre os membros da banda estavam basicamente um desastre. Um Rotten totalmente queimado anunciou o fim do grupo em 18 de janeiro de 1978. Tudo acabou e a rainha Elizabeth II da Inglaterra respirou aliviada. E assim continua hoje, apesar de uma ou outra turnê em que se reuniram só por farra.
  •  Por que é tão bom.  A confluência de músicos talentosos em um momento crucial de suas vidas eleva este álbum à categoria de mito. A banda nasceu pelo empenho de Chris Cornell, que tinha sido colega de quarto do falecido Andrew Wood, cuja morte é considerada um momento seminal do 'grunge'. Cornell chamou os antigos companheiros de Wood na Mother Love Bone (outro grupo com um único grande álbum), Stone Gossard e Jeff Ament, a quem se uniria outro futuro membro do Pearl Jam, Mike McCready. A formação foi completada pelo baterista Matt Cameron (do Soundgarden e depois também do Pearl Jam) e um vocalista desconhecido .    Por que só gravou um disco.  O álbum “Temple of the Dog” saiu em abril de 1991, com uma boa reação da crítica, mas relativamente morna por parte do público. É claro que isso mudou quando poucos meses depois o Pearl Jam estreou com furor em agosto com 'Ten' e o Soundgarden garantiu sua popularidade com 'Badmotorfinger' em outubro. Tendo em mãos uma reunião de talentos como essa pouco antes de eclodir em duas bandas diferentes, a gravadora A&M decidiu reeditar o álbum e promover o single ‘Hunger Strike’ com um vídeo agora icônico. No final, o álbum vendeu mais de um milhão de cópias, enquanto o 'grunge' arrebentava. E o Temple of the Dog ficou para a história como uma raridade deliciosa em um momento determinado por um motivo muito específico. Sim, eles se reencontraram em 2016 para alguns shows em função do 25º aniversário do álbum, que foi convenientemente reeditado. E é tudo.
    4Tempere of the Dog: 'Tempere of the Dog' (1991) Por que é tão bom. A confluência de músicos talentosos em um momento crucial de suas vidas eleva este álbum à categoria de mito. A banda nasceu pelo empenho de Chris Cornell, que tinha sido colega de quarto do falecido Andrew Wood, cuja morte é considerada um momento seminal do 'grunge'. Cornell chamou os antigos companheiros de Wood na Mother Love Bone (outro grupo com um único grande álbum), Stone Gossard e Jeff Ament, a quem se uniria outro futuro membro do Pearl Jam, Mike McCready. A formação foi completada pelo baterista Matt Cameron (do Soundgarden e depois também do Pearl Jam) e um vocalista desconhecido .

    Por que só gravou um disco. O álbum “Temple of the Dog” saiu em abril de 1991, com uma boa reação da crítica, mas relativamente morna por parte do público. É claro que isso mudou quando poucos meses depois o Pearl Jam estreou com furor em agosto com 'Ten' e o Soundgarden garantiu sua popularidade com 'Badmotorfinger' em outubro. Tendo em mãos uma reunião de talentos como essa pouco antes de eclodir em duas bandas diferentes, a gravadora A&M decidiu reeditar o álbum e promover o single ‘Hunger Strike’ com um vídeo agora icônico. No final, o álbum vendeu mais de um milhão de cópias, enquanto o 'grunge' arrebentava. E o Temple of the Dog ficou para a história como uma raridade deliciosa em um momento determinado por um motivo muito específico. Sim, eles se reencontraram em 2016 para alguns shows em função do 25º aniversário do álbum, que foi convenientemente reeditado. E é tudo.
  •  Por que é tão bom.  Gregg Alexander – criador, líder todo-poderoso, cantor, multi-instrumentista, autor e produtor de todas as canções do New Radicals – deslumbrou com sua capacidade de composição neste álbum que combina com frescor surpreendente o pop rock alternativo do final do século XX com o soul dos anos setenta. Os críticos chegaram a compará-lo a Prince, Mick Jagger e Stevie Wonder, e o álbum vendeu mais de um milhão cópias apenas nos Estados Unidos.    Por que só gravou um disco.  Este sucesso, principalmente devido ao estouro que foi o single 'You get what you give', foi paradoxalmente o que acabou com "o grupo", que só permaneceu ativo de 1997 a 1999. As entrevistas e os compromissos promocionais geraram cansaço e até mesmo um certo desprezo em Gregg, que na comunicação sobre a ruptura do New Radicals explicou que com este álbum tinha alcançado todos os seus objetivos (ele tinha mostrado a si mesmo que era capaz, definitivamente). Desde então, tem focado seu talento na produção para outros artistas. Entre eles (veja só), estão Enrique Iglesias e Mónica Naranjo. E também o Texas e a 'Spice Girl' Geri Halliwell.
    5New Radicals: 'Maybe you'vê been brainwashed too' (1998) Por que é tão bom. Gregg Alexander – criador, líder todo-poderoso, cantor, multi-instrumentista, autor e produtor de todas as canções do New Radicals – deslumbrou com sua capacidade de composição neste álbum que combina com frescor surpreendente o pop rock alternativo do final do século XX com o soul dos anos setenta. Os críticos chegaram a compará-lo a Prince, Mick Jagger e Stevie Wonder, e o álbum vendeu mais de um milhão cópias apenas nos Estados Unidos.

    Por que só gravou um disco. Este sucesso, principalmente devido ao estouro que foi o single 'You get what you give', foi paradoxalmente o que acabou com "o grupo", que só permaneceu ativo de 1997 a 1999. As entrevistas e os compromissos promocionais geraram cansaço e até mesmo um certo desprezo em Gregg, que na comunicação sobre a ruptura do New Radicals explicou que com este álbum tinha alcançado todos os seus objetivos (ele tinha mostrado a si mesmo que era capaz, definitivamente). Desde então, tem focado seu talento na produção para outros artistas. Entre eles (veja só), estão Enrique Iglesias e Mónica Naranjo. E também o Texas e a 'Spice Girl' Geri Halliwell.
  •  Por que é tão bom.  Após o sétimo álbum do Blur (‘Think Tank', 2003) e do segundo do Gorilaz ('Demon Days', 2004), o líder de ambos os grupos, Damon Albarn, ainda mantinha seu já proverbial ímpeto criativo. Ele começou a trabalhar no que em princípio foi um álbum solo com produção de Danger Mouse, mas ao qual, por várias razões, se uniu o baixista do The Clash, Paul Simonon, o ex-The Verve Simong Tong e o baterista e percussionista nigeriano Tony Allen. Uma combinação tão singular de talentos resultou em um repertório ambicioso e original que veio dos ensaios frutíferos em Londres e na Nigéria, com canções pop de influência africana e temperadas por elementos eletrônicos.    Por que só gravaram um disco.  Ainda não é possível descartar que o projeto tenha continuidade em algum momento, já que o próprio Damon Albarn mencionou o assunto em uma ou outra entrevista nos últimos meses. É bom lembrar, isso sim, que não estamos diante de uma banda em si, pois até mesmo seus membros enfatizaram na época que não tinham nome e que a história de “The Good, The Bad & The Queen” era apenas o título de um disco gravado em uma determinada fase de suas vidas. "Não vamos fazer outro álbum", explicou Paul Simonon há alguns anos. Vamos ver...
    6The Good, the Bad and the Queen: 'The Good, then Bad and the Queen' (2007) Por que é tão bom. Após o sétimo álbum do Blur (‘Think Tank', 2003) e do segundo do Gorilaz ('Demon Days', 2004), o líder de ambos os grupos, Damon Albarn, ainda mantinha seu já proverbial ímpeto criativo. Ele começou a trabalhar no que em princípio foi um álbum solo com produção de Danger Mouse, mas ao qual, por várias razões, se uniu o baixista do The Clash, Paul Simonon, o ex-The Verve Simong Tong e o baterista e percussionista nigeriano Tony Allen. Uma combinação tão singular de talentos resultou em um repertório ambicioso e original que veio dos ensaios frutíferos em Londres e na Nigéria, com canções pop de influência africana e temperadas por elementos eletrônicos.

    Por que só gravaram um disco. Ainda não é possível descartar que o projeto tenha continuidade em algum momento, já que o próprio Damon Albarn mencionou o assunto em uma ou outra entrevista nos últimos meses. É bom lembrar, isso sim, que não estamos diante de uma banda em si, pois até mesmo seus membros enfatizaram na época que não tinham nome e que a história de “The Good, The Bad & The Queen” era apenas o título de um disco gravado em uma determinada fase de suas vidas. "Não vamos fazer outro álbum", explicou Paul Simonon há alguns anos. Vamos ver...
  •  Por que é tão bom.  Segundo a revista 'Billboard', estamos diante de "uma das pedras de toque de uma nova geração da música pop independente". É também um disco que nasceu sem qualquer pretensão a partir do amplo relacionamento criativo (pelo correio) do cantor americano Ben Gibbard (líder da Death Cab for Cutie) e do produtor musical eletrônico Jimmy Tamborello. De sua união surgiu algo verdadeiramente original encarnado em clássicos da virada do milênio como 'The district sleeps alone tonight'. É 'indie' pop sugestivo, eletrônico, elegante e cheio de clima, em um álbum que esteve por 111 semanas na lista dos discos independentes mais vendidos.    Por que só gravou um disco.  Considerando que The Postal Service foi formado como um projeto paralelo para as carreiras de seus membros, não é de surpreender que, apesar de ter ultrapassado muito as expectativas deles próprios e de outros, a única coisa que fizeram como banda foi uma turnê de reunião em 2013 pelo décimo aniversário de 'Give up'. Gibbard disse em 2008 à ‘Rolling Stone’: "Nunca houve realmente um plano para um segundo álbum. Trabalhamos de tempos em tempos juntos, mas temos outras coisas que ocupam o nosso tempo."
    7The Postal Service: 'Give up' (2003) Por que é tão bom. Segundo a revista 'Billboard', estamos diante de "uma das pedras de toque de uma nova geração da música pop independente". É também um disco que nasceu sem qualquer pretensão a partir do amplo relacionamento criativo (pelo correio) do cantor americano Ben Gibbard (líder da Death Cab for Cutie) e do produtor musical eletrônico Jimmy Tamborello. De sua união surgiu algo verdadeiramente original encarnado em clássicos da virada do milênio como 'The district sleeps alone tonight'. É 'indie' pop sugestivo, eletrônico, elegante e cheio de clima, em um álbum que esteve por 111 semanas na lista dos discos independentes mais vendidos.

    Por que só gravou um disco. Considerando que The Postal Service foi formado como um projeto paralelo para as carreiras de seus membros, não é de surpreender que, apesar de ter ultrapassado muito as expectativas deles próprios e de outros, a única coisa que fizeram como banda foi uma turnê de reunião em 2013 pelo décimo aniversário de 'Give up'. Gibbard disse em 2008 à ‘Rolling Stone’: "Nunca houve realmente um plano para um segundo álbum. Trabalhamos de tempos em tempos juntos, mas temos outras coisas que ocupam o nosso tempo."
  •  Por que é tão bom.  Depois de tocar com The Yardbirds, John Mayall & The Heartbreakers, Cream, Blind Faith e Delaney & Bonnie and Friends, assim como debutar solo, Eric Clapton já era considerado um Deus da música lá por 1970. Tanto assim que para seu projeto seguinte se ocultou atrás do nome de Derek & The Dominos, um supergrupo no qual também estavam Bobby Whitlock, Carl Radle, Jim Gordon e de modo intermitente Duane Allman. Este punhado de ilustres chegou a participar ativamente nesse mesmo ano de 'All thing must pass', o debut solo de George Harrison. Algo fantástico, mas um tanto problemático, pois Clapton se apaixonou perdidamente pela esposa do ex-Beatle, Pattie Boyd, a quem dedicou o grande clássico deste disco, 'Layla'.   Por que só gravaram um disco.  "Éramos uma banda fictícia. Todos nós nos escondíamos nela. Derek and the Dominos não podia durar. Tive de sair e admitir que era eu. Eu me refiro a que ser Derek era um disfarce pelo fato de que tentava roubar a mulher de alguém [conseguiu em 1974: casou-se com Pattie Boyd]. Essa foi uma das razões para fazer isso, para poder escrever a canção, e até usar outro nome para Pattie. Assim, Derek e Layla não eram nada reais”, explica o próprio Clapton no livro 'Rocking my life away' escrito por Anthony Decurtis em 1998. A este assunto de modo algum frívolo é preciso somar choques de egos e abuso de drogas e álcool, o que levou este grupo a acabar quando planejavam gravar seu segundo disco, com Eric desaparecido e entregue à heroína.
    8Derek and The Dominos: 'Layla and other assorted love songs' (1970) Por que é tão bom. Depois de tocar com The Yardbirds, John Mayall & The Heartbreakers, Cream, Blind Faith e Delaney & Bonnie and Friends, assim como debutar solo, Eric Clapton já era considerado um Deus da música lá por 1970. Tanto assim que para seu projeto seguinte se ocultou atrás do nome de Derek & The Dominos, um supergrupo no qual também estavam Bobby Whitlock, Carl Radle, Jim Gordon e de modo intermitente Duane Allman. Este punhado de ilustres chegou a participar ativamente nesse mesmo ano de 'All thing must pass', o debut solo de George Harrison. Algo fantástico, mas um tanto problemático, pois Clapton se apaixonou perdidamente pela esposa do ex-Beatle, Pattie Boyd, a quem dedicou o grande clássico deste disco, 'Layla'.

    Por que só gravaram um disco. "Éramos uma banda fictícia. Todos nós nos escondíamos nela. Derek and the Dominos não podia durar. Tive de sair e admitir que era eu. Eu me refiro a que ser Derek era um disfarce pelo fato de que tentava roubar a mulher de alguém [conseguiu em 1974: casou-se com Pattie Boyd]. Essa foi uma das razões para fazer isso, para poder escrever a canção, e até usar outro nome para Pattie. Assim, Derek e Layla não eram nada reais”, explica o próprio Clapton no livro 'Rocking my life away' escrito por Anthony Decurtis em 1998. A este assunto de modo algum frívolo é preciso somar choques de egos e abuso de drogas e álcool, o que levou este grupo a acabar quando planejavam gravar seu segundo disco, com Eric desaparecido e entregue à heroína.
  •  Por que é tão bom.  "A maestria musical durante todo o disco é esmagadora. Além disso, a maioria das canções desprende um ar intelectual que é escasso no rock atual”, observou o site de referência Pitchfork em sua crítica do até agora único álbum de Them Crooked Vultures. Falamos desse fugaz supergrupo integrado por essas três egrégias deidades do rock pesado: o baixista do Led Zeppelin, John Paul Jones, o baterista Dave Grohl voltando às baquetas como no Nirvana e passando a voz e as guitarras a Josh Homme, do Queens of the Stone Age. Um potente trio que desfrutou de sua união temporária e produziu um álbum que já é considerado um dos melhores do rock pesado do século XXI.    Por que só gravaram um disco.  Porque têm uma agenda a toda. Dave Grohl emprega a maior parte de suas energias em comandar seu Foo Fighters enquanto colabora com qualquer um que cruze seu caminho. Josh Homme mantém o Queens of the Stone Age e também dedica muito tempo ao Eagles of Death Metal, embora não costume fazer turnês com eles. John Paul Jones, um pouco mais distante da primeira linha, sempre anda envolvido com diversos planos. Isso fez com que Them Crooked Vultures só se mantivessem ativos durante 2009 e 2010, anos em que atuaram intensamente. Não fecham, porém, a porta a um hipotético regresso. Em junho de 2017 Grohl revelou à ‘NME’ que tinham falado sobre isso. Mas por ora, nada.
    9Them Crooked Vultures: 'Them Crooked Vultures' (2009) Por que é tão bom. "A maestria musical durante todo o disco é esmagadora. Além disso, a maioria das canções desprende um ar intelectual que é escasso no rock atual”, observou o site de referência Pitchfork em sua crítica do até agora único álbum de Them Crooked Vultures. Falamos desse fugaz supergrupo integrado por essas três egrégias deidades do rock pesado: o baixista do Led Zeppelin, John Paul Jones, o baterista Dave Grohl voltando às baquetas como no Nirvana e passando a voz e as guitarras a Josh Homme, do Queens of the Stone Age. Um potente trio que desfrutou de sua união temporária e produziu um álbum que já é considerado um dos melhores do rock pesado do século XXI.

    Por que só gravaram um disco. Porque têm uma agenda a toda. Dave Grohl emprega a maior parte de suas energias em comandar seu Foo Fighters enquanto colabora com qualquer um que cruze seu caminho. Josh Homme mantém o Queens of the Stone Age e também dedica muito tempo ao Eagles of Death Metal, embora não costume fazer turnês com eles. John Paul Jones, um pouco mais distante da primeira linha, sempre anda envolvido com diversos planos. Isso fez com que Them Crooked Vultures só se mantivessem ativos durante 2009 e 2010, anos em que atuaram intensamente. Não fecham, porém, a porta a um hipotético regresso. Em junho de 2017 Grohl revelou à ‘NME’ que tinham falado sobre isso. Mas por ora, nada.
  •  Por que é tão bom.  Chris Bell já havia demonstrado talento de sobra em Big Star, a mítica banda que fundou com Alex Chilton em 1971 e que passou à história por seu refinado pop, plasmado em clássicos como ‘Thirteen’. Só estiveram ativos três anos em sua primeira época (retornariam de 1993 a 2010), e depois da separação Chris Bell gravou material solo em que levava mais à frente tudo que aprendera para assentar-se no folk-rock com canções maiúsculas como 'I am the cosmos', que teve versões de artistas como Beck, Wilco, The Posies, Gigolo Aunts e The Jayhawks. Todos eles fazendo reverência a canções que marcaram um grande número de seguidores.   Por que só gravou um disco.  A história de 'I am the cosmos' também é interessante, pois embora Bell a tenha gravado nos setenta, só foi divulgada em 1992, catorze anos depois de morrer em um acidente de trânsito, em 1978, com 27 anos. Um detalhe que, sem dúvida, como em muitos outros casos, projeta uma aura de lenda em sua obra. “Teve uma carreira curta, como Nick Drake, mas que lhe deu tempo de deixar canções sublimes, como as de 'I am the cosmos'", disse à 'Billboard' em maio Cheryl Pawelski, especialista na carreira de Chris Bell e fundador do selo Omnivore, que editou na época uma caixa intitulada 'The roots of Big Star', além de relançar seu único disco.
    10Chris Bell: 'I am the cosmos' (gravado em 1974 e editado em 1992) Por que é tão bom. Chris Bell já havia demonstrado talento de sobra em Big Star, a mítica banda que fundou com Alex Chilton em 1971 e que passou à história por seu refinado pop, plasmado em clássicos como ‘Thirteen’. Só estiveram ativos três anos em sua primeira época (retornariam de 1993 a 2010), e depois da separação Chris Bell gravou material solo em que levava mais à frente tudo que aprendera para assentar-se no folk-rock com canções maiúsculas como 'I am the cosmos', que teve versões de artistas como Beck, Wilco, The Posies, Gigolo Aunts e The Jayhawks. Todos eles fazendo reverência a canções que marcaram um grande número de seguidores.

    Por que só gravou um disco. A história de 'I am the cosmos' também é interessante, pois embora Bell a tenha gravado nos setenta, só foi divulgada em 1992, catorze anos depois de morrer em um acidente de trânsito, em 1978, com 27 anos. Um detalhe que, sem dúvida, como em muitos outros casos, projeta uma aura de lenda em sua obra. “Teve uma carreira curta, como Nick Drake, mas que lhe deu tempo de deixar canções sublimes, como as de 'I am the cosmos'", disse à 'Billboard' em maio Cheryl Pawelski, especialista na carreira de Chris Bell e fundador do selo Omnivore, que editou na época uma caixa intitulada 'The roots of Big Star', além de relançar seu único disco.
  •  Por que é tão bom.  Dennis não era considerado o mais talentoso dos Beach Boys, comandados sem dúvida por Brian Wilson. Mas foi ganhando peso como compositor à medida que seu irmão mais velho cedia protagonismo. Em 1977 foi o primeiro membro do grupo a debutar solo com o delicioso 'Pacific Ocean Blue', um perfeito tratado de rock californiano, com peças tão brilhantes como 'River song' e 'Dreamer'. Foi um relativo sucesso na época –vendendo mais de 300.000 cópias–, graças a suas harmonias vocais, as melodias de piano e o som musculoso e em alguns momentos grandiloquente, na linha do melhor rock dos anos 70.    Por que só gravou um disco.  O álbum não teve uma grande promoção pelo comportamento errático de Dennis, que se limitou a fazer alguns shows pela Costa Oeste dos EUA. Quis continuar como solista, mas não obteve apoio de seu selo, por isso duas de suas novas canções terminaram no álbum seguinte dos Beach Boys ['L.A. (Light Album)' de 1979]. Além disso, com o tempo as relações no Beach Boys foram piorando e em 1983 Dennis foi expulso temporariamente por causa de seus vícios. Em 28 de dezembro de 1983 se afogou em Marina del Rey (Califórnia), depois de ficar bebendo todo o dia e sair para mergulhar à tarde. Seu segundo disco, 'Bambu', ficou inacabado, mas suas demos acústicas foram lançadas na reedição do trigésimo aniversário de 'Pacific Ocean Blue'.
    11Dennis Wilson: 'Pacific ocean blue' (1977) Por que é tão bom. Dennis não era considerado o mais talentoso dos Beach Boys, comandados sem dúvida por Brian Wilson. Mas foi ganhando peso como compositor à medida que seu irmão mais velho cedia protagonismo. Em 1977 foi o primeiro membro do grupo a debutar solo com o delicioso 'Pacific Ocean Blue', um perfeito tratado de rock californiano, com peças tão brilhantes como 'River song' e 'Dreamer'. Foi um relativo sucesso na época –vendendo mais de 300.000 cópias–, graças a suas harmonias vocais, as melodias de piano e o som musculoso e em alguns momentos grandiloquente, na linha do melhor rock dos anos 70.

    Por que só gravou um disco. O álbum não teve uma grande promoção pelo comportamento errático de Dennis, que se limitou a fazer alguns shows pela Costa Oeste dos EUA. Quis continuar como solista, mas não obteve apoio de seu selo, por isso duas de suas novas canções terminaram no álbum seguinte dos Beach Boys ['L.A. (Light Album)' de 1979]. Além disso, com o tempo as relações no Beach Boys foram piorando e em 1983 Dennis foi expulso temporariamente por causa de seus vícios. Em 28 de dezembro de 1983 se afogou em Marina del Rey (Califórnia), depois de ficar bebendo todo o dia e sair para mergulhar à tarde. Seu segundo disco, 'Bambu', ficou inacabado, mas suas demos acústicas foram lançadas na reedição do trigésimo aniversário de 'Pacific Ocean Blue'.
  •  Por que é tão bom.  Líderes da exaltada cena 'hardcore' que se desenvolveu em Washington DC no início dos oitenta, a influência de Minor Threat se mantém viva apesar de contar com um único disco (e três EPs) de 22 minutos de duração e nove canções. Seu som veloz, com canções de um minuto, em média, impregnou todo o punk estadunidense dos oitenta e dos noventa, temperado por slogans 'straight edge' (não às drogas, não ao álcool, não à promiscuidade). Durante sua curta carreira, de 1980 a 1983, conseguiram que seus shows fossem para todas as idades e se tornaram também determinantes para afiançar a atitude “faça você mesmo” na hora de criar e distribuir sua música.    Por que só gravaram um disco.  Apesar de serem abertamente antirracistas, antimachistas e antissistema, foram mal interpretadas algumas das letras de seu líder, Ian McKave, como no tema 'Guilty of being white'. Este tipo de controvérsia foi minando a moral de McKaye, que se via obrigado a justificar continuamente as mensagens de suas canções, Além do mais, não queria se transformar em porta-voz de movimento algum; sentia-se excessivamente pressionado. As diferenças internas fizeram o resto para que o grupo terminasse aos três anos de vida. O que não acabou foi a criatividade de Ian McKaye, que formou outras bandas, como a Embrace e, sobretudo, a Fugazi.
    12Minor Threat: 'Out of step' (1983) Por que é tão bom. Líderes da exaltada cena 'hardcore' que se desenvolveu em Washington DC no início dos oitenta, a influência de Minor Threat se mantém viva apesar de contar com um único disco (e três EPs) de 22 minutos de duração e nove canções. Seu som veloz, com canções de um minuto, em média, impregnou todo o punk estadunidense dos oitenta e dos noventa, temperado por slogans 'straight edge' (não às drogas, não ao álcool, não à promiscuidade). Durante sua curta carreira, de 1980 a 1983, conseguiram que seus shows fossem para todas as idades e se tornaram também determinantes para afiançar a atitude “faça você mesmo” na hora de criar e distribuir sua música.

    Por que só gravaram um disco. Apesar de serem abertamente antirracistas, antimachistas e antissistema, foram mal interpretadas algumas das letras de seu líder, Ian McKave, como no tema 'Guilty of being white'. Este tipo de controvérsia foi minando a moral de McKaye, que se via obrigado a justificar continuamente as mensagens de suas canções, Além do mais, não queria se transformar em porta-voz de movimento algum; sentia-se excessivamente pressionado. As diferenças internas fizeram o resto para que o grupo terminasse aos três anos de vida. O que não acabou foi a criatividade de Ian McKaye, que formou outras bandas, como a Embrace e, sobretudo, a Fugazi.
  •  Por que é tão bom.  Lançado depois das mortes de Tupac Shakur e Notorious B.I.G. e em pleno auge do hip hop egocêntrico e bombástico de gente como Puff Daddy, Black Star significou um soco sobre a mesa do hip hop ‘underground’, que não se sentia representado nem pela cultura do 'bling bling' nem pela do ódio. Rawkus, selo-chave da cena alternativa, proporcionou o encontro de dois de seus melhores Mc’s, Mos Def e Talib Kwelli. Entre a velha escola e o hip hop com influências jazzísticas, este álbum é uma maravilha que aposta em voltar à essência sem apelar à nostalgia. Versos políticos, ritmos nítidos. Um clássico.     Por que só gravaram um disco.  A ideia era gravar só este longo e cada um seguir com suas carreiras solo. E foi o que fizeram. Talib Kwelli lançando discos e dedicado ao ativismo político e Mos Def lançando discos e aparecendo em filmes como '16 Quadras' e 'Cadillac Records' e em séries como 'Dexter' e 'House'. Em 2011 apresentaram dois novos temas e se especulou sobre a iminente gravação de um novo álbum do Black Star. Jamais aconteceu. Mas o duo voltou aos palcos para interpretar ao vivo este clássico e, quando perguntam a Mos Def ou a Talib Kwelli se retornarão ao estúdio, respondem que não têm pressa. Isso já tinha ficado claro.
    13Black Star: 'Black Star' (1998) Por que é tão bom. Lançado depois das mortes de Tupac Shakur e Notorious B.I.G. e em pleno auge do hip hop egocêntrico e bombástico de gente como Puff Daddy, Black Star significou um soco sobre a mesa do hip hop ‘underground’, que não se sentia representado nem pela cultura do 'bling bling' nem pela do ódio. Rawkus, selo-chave da cena alternativa, proporcionou o encontro de dois de seus melhores Mc’s, Mos Def e Talib Kwelli. Entre a velha escola e o hip hop com influências jazzísticas, este álbum é uma maravilha que aposta em voltar à essência sem apelar à nostalgia. Versos políticos, ritmos nítidos. Um clássico.

    Por que só gravaram um disco. A ideia era gravar só este longo e cada um seguir com suas carreiras solo. E foi o que fizeram. Talib Kwelli lançando discos e dedicado ao ativismo político e Mos Def lançando discos e aparecendo em filmes como '16 Quadras' e 'Cadillac Records' e em séries como 'Dexter' e 'House'. Em 2011 apresentaram dois novos temas e se especulou sobre a iminente gravação de um novo álbum do Black Star. Jamais aconteceu. Mas o duo voltou aos palcos para interpretar ao vivo este clássico e, quando perguntam a Mos Def ou a Talib Kwelli se retornarão ao estúdio, respondem que não têm pressa. Isso já tinha ficado claro.
  •  Por que é tão bom.  Por sua capacidade de produzir hinos de elegante pop guitarreiro, como ‘There she goes’, seu grande clássico e o que resume sua essência melódica. Além disso, seu principal compositor, Lee Mavers, influenciou toda a geração ‘britpop’ e é um dos heróis cultuados por muitas de suas principais figuras. Liam Gallagher disse recentemente à 'NME': "The La's foram tão importante para mim como The Stone Roses, sem dúvida. Estes dois grupos são como os Beatles e os Rolling Stones de minha geração. Lee Mavers está aí em cima com Ian Brown. Incrível compositor”.    Por que só gravaram um disco.  Como acontece com boa parte dos gênios, Lee Mavers não era de fácil trato no estúdio. Apesar de começar sua trajetória em 1983 e do sucesso de algumas de suas canções, o grupo só gravou seu único disco completo em 1990, entre outros motivos pelas constantes trocas de integrantes e porque Lee nunca estava satisfeito com o som de suas gravações. Tiveram problemas com produtores de renome, como Steve Lillywhite e Mike Hedges, mas no final conseguiram lançar seu álbum, que chegou até a posição 30 nas paradas do Reino Unido e os levou a fazer uma boa turnê. No entanto, o baixista, John Power, decidiu abandonar o barco para formar a própria banda, a Cast, e foi aí que acabou. Em 2005 ambos voltaram a se juntar para a típica turnê de reunião, mas não surgiu a fagulha necessária para acender de novo o fogo criativo.
    14The O´s: 'The O´s' (1990) Por que é tão bom. Por sua capacidade de produzir hinos de elegante pop guitarreiro, como ‘There she goes’, seu grande clássico e o que resume sua essência melódica. Além disso, seu principal compositor, Lee Mavers, influenciou toda a geração ‘britpop’ e é um dos heróis cultuados por muitas de suas principais figuras. Liam Gallagher disse recentemente à 'NME': "The La's foram tão importante para mim como The Stone Roses, sem dúvida. Estes dois grupos são como os Beatles e os Rolling Stones de minha geração. Lee Mavers está aí em cima com Ian Brown. Incrível compositor”.

    Por que só gravaram um disco. Como acontece com boa parte dos gênios, Lee Mavers não era de fácil trato no estúdio. Apesar de começar sua trajetória em 1983 e do sucesso de algumas de suas canções, o grupo só gravou seu único disco completo em 1990, entre outros motivos pelas constantes trocas de integrantes e porque Lee nunca estava satisfeito com o som de suas gravações. Tiveram problemas com produtores de renome, como Steve Lillywhite e Mike Hedges, mas no final conseguiram lançar seu álbum, que chegou até a posição 30 nas paradas do Reino Unido e os levou a fazer uma boa turnê. No entanto, o baixista, John Power, decidiu abandonar o barco para formar a própria banda, a Cast, e foi aí que acabou. Em 2005 ambos voltaram a se juntar para a típica turnê de reunião, mas não surgiu a fagulha necessária para acender de novo o fogo criativo.
  •  Por que é tão bom.  Porque se fez justiça com a rica tradição musical cubana. Pegando seu nome de um clube social de referência na Havana pré-revolucionária dos anos quarenta e cinquenta, o músico Juan de Marcos González e o guitarrista Ry Cooder conseguiram reunir um destacado elenco formado por figuras ilustres como Compay Segundo, Ibrahim Ferrer, Eliades Ochoa e Omara Portuondo. Todos eles viram aumentar sua fama internacional graças ao grande êxito do álbum e ao documentário do mesmo nome dirigido por Wim Wenders, que foi indicado ao Oscar e recebeu muitos prêmios. Isso provocou um enorme interesse em todo o mundo pela música latina em geral e a cubana em particular.    Por que só gravaram um disco.  Aproveitando o impulso do sucesso, os músicos participantes lançaram discos solos e também outros em colaboração entre si e com estrelas internacionais, transformando o nome Buena Vista Social Club em um selo de qualidade, em uma marca sob a qual englobar um determinado tipo de música. No entanto, alguns dos participantes do álbum original já tinham idade avançada e morreram nos anos seguintes. Embora alguns ainda estejam em atividade, seria impossível pensar em uma sequela à altura do ambicioso projeto original.
    15Boa Vista Social Clube: 'Boa Vista Social Clube' (1997) Por que é tão bom. Porque se fez justiça com a rica tradição musical cubana. Pegando seu nome de um clube social de referência na Havana pré-revolucionária dos anos quarenta e cinquenta, o músico Juan de Marcos González e o guitarrista Ry Cooder conseguiram reunir um destacado elenco formado por figuras ilustres como Compay Segundo, Ibrahim Ferrer, Eliades Ochoa e Omara Portuondo. Todos eles viram aumentar sua fama internacional graças ao grande êxito do álbum e ao documentário do mesmo nome dirigido por Wim Wenders, que foi indicado ao Oscar e recebeu muitos prêmios. Isso provocou um enorme interesse em todo o mundo pela música latina em geral e a cubana em particular.

    Por que só gravaram um disco. Aproveitando o impulso do sucesso, os músicos participantes lançaram discos solos e também outros em colaboração entre si e com estrelas internacionais, transformando o nome Buena Vista Social Club em um selo de qualidade, em uma marca sob a qual englobar um determinado tipo de música. No entanto, alguns dos participantes do álbum original já tinham idade avançada e morreram nos anos seguintes. Embora alguns ainda estejam em atividade, seria impossível pensar em uma sequela à altura do ambicioso projeto original.
  •  Por que é tão bom.  Gram Parsons (1946-1973) é considerado um dos pioneiros do country-rock. Tanto que, ao sair à frente das tendências, apesar de sua juventude, custou-lhe muito conseguir algum tipo de sucesso comercial. Para isso teve que esperar até os últimos cinco anos de sua vida, quando ingressou no The Byrds e The Flying Burrito Brothers, transformado já em (inseparável de Keith Richards) referência de um gênero em constante ascensão em popularidade. Com sua International Submarine Band, em que trabalhava lado a lado com John Nuese, lançou em 1968 ‘Safe at home’, um álbum que, embora não tenha obtido a repercussão esperada, é agora considerado inovador e essencial para forjar o florescente movimento de country-rock de finais dos anos sessenta e princípios dos setenta. Canções próprias de Parsons, como ‘Blue Eyes’, conviviam com excelentes reinterpretações de outros artistas, como Merle Haggard e Johnny Cash.    Por que só gravaram um disco.  'Safe at home' foi gravado em 1967, mas só veio à tona em março de 1968. Teve pouca divulgação. Na época a banda já estava morta e Gram Parsosn mudava de ares para se unir a The Byrds, com a qual lançou em agosto 'Sweetheart of the Rodeo', disco que provocou uma batalha legal com seu antigo selo e do qual acabaram excluídas quase todas as vozes de Gram, substituído por Roger McGuinn. Isso aborreceu a jovem promessa, cujo desejo de triunfar a todo o custo o levou a abandonar também de modo fulminante The Byrds para formar The Flying Burrito Brothers nesse mesmo verão de 1968. Com semelhante atividade, sempre à frente, era impossível que International Submarine Band tivesse uma segunda oportunidade.
    16International Submarine Band: 'Safe at home' (1968) Por que é tão bom. Gram Parsons (1946-1973) é considerado um dos pioneiros do country-rock. Tanto que, ao sair à frente das tendências, apesar de sua juventude, custou-lhe muito conseguir algum tipo de sucesso comercial. Para isso teve que esperar até os últimos cinco anos de sua vida, quando ingressou no The Byrds e The Flying Burrito Brothers, transformado já em (inseparável de Keith Richards) referência de um gênero em constante ascensão em popularidade. Com sua International Submarine Band, em que trabalhava lado a lado com John Nuese, lançou em 1968 ‘Safe at home’, um álbum que, embora não tenha obtido a repercussão esperada, é agora considerado inovador e essencial para forjar o florescente movimento de country-rock de finais dos anos sessenta e princípios dos setenta. Canções próprias de Parsons, como ‘Blue Eyes’, conviviam com excelentes reinterpretações de outros artistas, como Merle Haggard e Johnny Cash.

    Por que só gravaram um disco. 'Safe at home' foi gravado em 1967, mas só veio à tona em março de 1968. Teve pouca divulgação. Na época a banda já estava morta e Gram Parsosn mudava de ares para se unir a The Byrds, com a qual lançou em agosto 'Sweetheart of the Rodeo', disco que provocou uma batalha legal com seu antigo selo e do qual acabaram excluídas quase todas as vozes de Gram, substituído por Roger McGuinn. Isso aborreceu a jovem promessa, cujo desejo de triunfar a todo o custo o levou a abandonar também de modo fulminante The Byrds para formar The Flying Burrito Brothers nesse mesmo verão de 1968. Com semelhante atividade, sempre à frente, era impossível que International Submarine Band tivesse uma segunda oportunidade.
  •  Por que é tão bom.  Não é que seja bom, é que provavelmente seja o disco de hip hop mais importante do século XXI. Em 2003, quando se anunciou que os ritmos desalinhados, inquietantes e fascinantes de Madlib iriam se juntar aos versos, pura magia, do elusivo MF Doom, o mundo do hip hop ‘underground’ começou a salivar. Um ano mais tarde via a luz este longo disco que excedeu todas as –já altas– expectativas. Não são canções, são vinhetas; não são histórias, são cenas; não são ritmos, são ruídos misturados com sons, cruzados com trechos de filmes dos anos quarenta. O resultado é um álbum hipnótico que à primeira escuta assusta e intriga. A primeira desaparece à medida que o ouvinte se vai familiarizando com ele. A segunda fica para sempre.    Por que só gravaram um disco.  MF Doom é um cara peculiar. É acusado de fazer ‘playback’e até de mandar um sósia para o palco em seu lugar. Apesar de no ano anterior ao lançamento deste disco ter se envolvido em pelo menos oito projetos musicais, parece que se tornou complicado para ele escrever para o Madvillain, a ponto de, farto de esperá-lo, Madlib lançar em 2008 um disco com seus velhos versos sobre novos ritmos. O resultado é grotesco. Em 2016 anunciaram que estavam de volta, mas o único que apareceu foi um brinquedo com a forma da máscara da capa e um tema, 'Avalanche', que já não assinavam como Madvillain, mas com seus respectivos nomes.
    17Madvillain: 'Madvillainy' (2004) Por que é tão bom. Não é que seja bom, é que provavelmente seja o disco de hip hop mais importante do século XXI. Em 2003, quando se anunciou que os ritmos desalinhados, inquietantes e fascinantes de Madlib iriam se juntar aos versos, pura magia, do elusivo MF Doom, o mundo do hip hop ‘underground’ começou a salivar. Um ano mais tarde via a luz este longo disco que excedeu todas as –já altas– expectativas. Não são canções, são vinhetas; não são histórias, são cenas; não são ritmos, são ruídos misturados com sons, cruzados com trechos de filmes dos anos quarenta. O resultado é um álbum hipnótico que à primeira escuta assusta e intriga. A primeira desaparece à medida que o ouvinte se vai familiarizando com ele. A segunda fica para sempre.

    Por que só gravaram um disco. MF Doom é um cara peculiar. É acusado de fazer ‘playback’e até de mandar um sósia para o palco em seu lugar. Apesar de no ano anterior ao lançamento deste disco ter se envolvido em pelo menos oito projetos musicais, parece que se tornou complicado para ele escrever para o Madvillain, a ponto de, farto de esperá-lo, Madlib lançar em 2008 um disco com seus velhos versos sobre novos ritmos. O resultado é grotesco. Em 2016 anunciaram que estavam de volta, mas o único que apareceu foi um brinquedo com a forma da máscara da capa e um tema, 'Avalanche', que já não assinavam como Madvillain, mas com seus respectivos nomes.
  •  Por que é tão bom.  Foi em 1976 quando Nick Lowe e Dave Edmunds se aliaram a Billy Bemmer e Terry Williams, primeiro para divertir-se tocando ao vivo. Ganharam gosto, mas não podiam gravar por estarem Nick e Dave em diferentes gravadoras (o quarteto optou por assinar discos sob os nomes solos dos dois líderes naquela época). Foi em 1981 que conseguiram gravar 'Seconds of pleasure' com uma quinzena de canções influenciadas pelo rock dos anos cinquenta, às quais adicionaram certa ferocidade punk. E assim Rockpile ficou como uma banda de culto ‘underground’, pouco conhecida, mas de grande influência e pioneira do som ‘pub rock’ britânico graças a temas como 'Teacher teacher'.    Por que só gravaram um disco.  Já foi uma espécie de pequeno grande milagre que ‘Seconds of pleasure’ viesse à luz e ficasse para a posteridade registrado como o legado do Rockpile. Os caminhos de seus integrantes terminaram inevitavelmente bifurcando-se. Durante a década dos oitenta colaboraram esporadicamente, mas as agendas pessoais de cada um terminaram provocando o rompimento em 1981. De sua musculosa elegância da boa mostra, também, 'Live at Mountreux 1980' que podemos degustar no Spotify.
    18Rockpile: 'Seconds of pleasure' (1980) Por que é tão bom. Foi em 1976 quando Nick Lowe e Dave Edmunds se aliaram a Billy Bemmer e Terry Williams, primeiro para divertir-se tocando ao vivo. Ganharam gosto, mas não podiam gravar por estarem Nick e Dave em diferentes gravadoras (o quarteto optou por assinar discos sob os nomes solos dos dois líderes naquela época). Foi em 1981 que conseguiram gravar 'Seconds of pleasure' com uma quinzena de canções influenciadas pelo rock dos anos cinquenta, às quais adicionaram certa ferocidade punk. E assim Rockpile ficou como uma banda de culto ‘underground’, pouco conhecida, mas de grande influência e pioneira do som ‘pub rock’ britânico graças a temas como 'Teacher teacher'.

    Por que só gravaram um disco. Já foi uma espécie de pequeno grande milagre que ‘Seconds of pleasure’ viesse à luz e ficasse para a posteridade registrado como o legado do Rockpile. Os caminhos de seus integrantes terminaram inevitavelmente bifurcando-se. Durante a década dos oitenta colaboraram esporadicamente, mas as agendas pessoais de cada um terminaram provocando o rompimento em 1981. De sua musculosa elegância da boa mostra, também, 'Live at Mountreux 1980' que podemos degustar no Spotify.

MAIS INFORMAÇÕES