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Notify, a aposta do Facebook para entrar na batalha das notificações

Aplicativo é considerado como a evolução natural do Instant Articles

O Facebook entra na batalha das notificações. Não se conforma com ter mais de um bilhão de visitantes diários. Com o Notify, seu novo aplicativo, quer conquistar a tela inicial, não com um ícone, mas com uma chuva de notificações enriquecidas. Além da habitual manchete com acesso à notificação, a rede social inclui conteúdo na primeira olhada, sem tocar na tela.

No Facebook, o Notify é considerado como a evolução natural dos Instant Articles, seu formato para consumir notícias dentro da rede social, com uma ênfase especial na personalização. Julian Gutman, chefe dessa divisão, explica como funciona: “Queremos colocar tudo o que é importante para você, o que você mais gosta, no mesmo lugar. Todo mundo tem interesses diferentes. Relacionados com esportes, celebridades, notícias, cinema, música ou compras... Com o Notify, facilitamos o acesso com uma grande seleção de ‘estações’ com várias categorias”.

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Como exemplo dessas seções, ele cita os resultados esportivos, com resumos dos jogos, que serão fornecidos pela Fox. Também o clima na cidade onde está o usuário, com informações do The Weather Channel, e trailers de filmes por meio do Fandango, bem como as últimas notícias, pela CNN. Haverá uma seleção de fotografias da agência Getty. A moda estará a cargo da Vogue. The New York Times, Vanity Fair e Washington Post também estarão entre os veículos de comunicação cujas informações disputarão a atenção do usuário. No total, serão 70 veículos online participando, trazendo suas informações.

Quando aparecer o aviso, com uma ou duas frases explicando-o, assim como fotos e, em alguns casos, pequenos vídeos, bastará tocar na notificação para abri-la no navegador.

Todos os parceiros são dos Estados Unidos. O aplicativo, por enquanto, só funciona naquele país e em iOS, iPhone e iPad. Uma fórmula interessante para unificar o design que indica a que público se dirige, o mais ativo e veterano da rede social, mas que se distancia da estratégia global de Chris Cox de promover o Android como plataforma de maior crescimento nos países emergentes.

Durante o anúncio dos resultados do último trimestre, Mark Zuckerberg revelou que, em média, o usuário dos Estados Unidos passa 40 minutos com seu aplicativo. Esse aplicativo tem como objetivo fazer esse tempo aumentar. A receita de anúncios nos telefones celulares cresceu 72% durante o mesmo período, atingindo 3,3 bilhões de dólares (cerca de 12,4 bilhões de reais). Isso representa mais de 70% do total do Facebook. De acordo com um estudo da Kleiner Perkins Caufield Byers, o celular é a plataforma na qual se consome 24% de todo o conteúdo nos EUA, mas recebe apenas 8% dos gastos com publicidade. Suas estimativas consideram que existe uma oportunidade a ser explorada nessa área que representa 25 bilhões de dólares.

Essa aposta firme no conteúdo em tempo real também é parte da estratégia do Twitter, com o Moments, sua última funcionalidade, na qual os usuários podem fazer uma seleção dos temas que querem seguir. Sua linha do tempo pretende criar uma nova narrativa, mas não é tão proativa como o Facebook e seus avisos.