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Reportagem do EL PAÍS sobre atenção a dependente de drogas é premiada

Texto de Talita Bedinelli a respeito de comunidades terapêuticas leva menção honrosa Prêmio Gilberto Velho Mídia e Drogas é o primeiro no país com a temática

Herreira, que foi interno em uma comunidade terapêutica. Ampliar foto
Herreira, que foi interno em uma comunidade terapêutica.

A reportagem “Mais um mês e eu teria morrido”, feita pela repórter Talita Bedinelli e publicada pelo EL PAÍS em 28 de março deste ano, ganhou menção honrosa na segunda edição do Prêmio Gilberto Velho Mídia e Drogas. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, em evento no Rio de Janeiro.

A matéria aborda as normas de funcionamento que estavam sendo debatidas pelo pelo Governo federal para a regularização das comunidades terapêuticas que tratam dependentes de drogas. A medida enfrentou forte resistência de especialistas da área. O trabalho relatou ainda a história de Irineu Herreira, de 68 anos, que sofreu maus tratos em uma comunidade do município de Cajamar, em São Paulo.

O júri, composto por sete profissionais, entre jornalistas e pesquisadores da área, considerou que a reportagem “se destacou por abordar, a partir de uma história impactante, o investimento federal nas comunidades terapêuticas para dependentes químicos, cujas práticas têm sido questionadas por profissionais de saúde.”

Criado no ano passado pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Cândido Mendes, o prêmio é feito em parceria com a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e tem o apoio da Open Society Foundations. Ele é o primeiro dedicado ao tema das drogas no país.

Foram inscritas neste ano 50 reportagens de 31 veículos de oito Estados brasileiros. Ao todo, foram destacadas cinco reportagens, que receberam prêmios que totalizam 14.000 reais. O principal deles foi entregue ao jornal Zero Hora, pela publicação do especial “Maconha – É hora de legalizar?”.

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