Crise na Grécia

Bolsas europeias e dos EUA caem por medo de um calote da Grécia

Bolsa de Atenas fecha dia com queda de 4,7%. Paris, Londres, e Madri também têm perdas

Painel da bolsa de Madri.
Painel da bolsa de Madri.Sergio Barrenechea / EFE

As grandes bolsas europeias começaram a semana em baixas significativas, próximas de 2% no fechamento da sessão de segunda-feira. O medo do calote da Grécia após um fim de semana no qual o país helênico não conseguiu fechar um acordo com os países membros da UE, seus credores, foi a explicação comum às vendas. A bolsa de Atenas, que chegou a cair 6%, acabou com uma queda de 4,7%.

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O Ibex 35, o principal índice de referência da bolsa espanhola, perdeu 11.000 pontos na segunda-feira, com uma queda de 1,7% em relação ao fechamento da semana passada. Frankfurt (1,7% de queda) e, principalmente, Milão (2,4% de queda) também registraram baixas notáveis. O CAC 40, de Paris, registrou queda de 1,75%, e o FTSE 100, de Londres, caiu 1,10%.

Nos Estados Unidos, as bolsas já vêm sentindo o impacto da expectativa negativa em relação à Grécia desde a sexta-feira. Na manhã desta segunda-feira, a Nasdaq caía 1,07%, enquanto o índice Dow Jones registrava queda de 0,87% e o S&P 500, de 0,82%. As bolsas asiáticas também registraram perdas, e, no Brasil, por volta das 15h30, o Ibovespa, que abriu com baixa de 1,37%, registrava queda de 0,86%.

Os investidores também apostaram na venda de títulos de dívida soberana como a espanhola e na compra de títulos da alemã, refúgio tradicional quando as dúvidas sobre a possível saída de um país membro da zona do euro emergem, como aconteceu com a Grécia de forma recorrente nos últimos anos. Isso se traduz em mais rentabilidade exigida aos títulos de países periféricos (que perdem valor) e menos nos títulos germânicos (que valorizam).

O bônus espanhol a 10 anos, a principal referência, passou no domingo a pagar 2,38% em níveis máximos desde setembro, enquanto o título alemão oferece somente 0,82%. Assim, o prêmio de risco (o diferencial a respeito da rentabilidade da Alemanha), passou de 141 a 158 pontos básicos (1,58 pontos percentuais) de sexta a segunda-feira, o mais alto nível desde agosto. O prêmio de risco chegou a superar os 166 pontos básicos ao meio-dia (7h de Brasília), ainda que continue muito longe dos 638 pontos que alcançou em 2012.

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