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Os anos de chumbo no Brasil

Veja imagens e relatos do período da ditadura militar no país (1964-1985)

  • Dilma Rousseff é interrogada por militares em 1970, logo após sua prisão.  “Acho que nenhum de nós consegue explicar a sequela. A gente sempre vai ser diferente”, relatou depois de eleita presidenta. “As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim”.
    1Dilma Rousseff é interrogada por militares em 1970, logo após sua prisão.
    “Acho que nenhum de nós consegue explicar a sequela. A gente sempre vai ser diferente”, relatou depois de eleita presidenta. “As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim”.
    Reprodução
  • Casa na base de fuzileiros navais na Ilha Das Flores (RJ). O local foi identificado por ex-presos como local de tortura.   “O piso do andar superior era de madeira e lá me conduziram para um quarto. Tiraram toda a minha roupa. Colocaram fios no dedo do pé e nos testículos. Me colocaram sobre duas latas e fiquei me equilibrando. Iniciaram mais ou menos às seis horas da manhã e me torturaram até o início da noite”, contou Benedito Bizerril
    2Casa na base de fuzileiros navais na Ilha Das Flores (RJ). O local foi identificado por ex-presos como local de tortura.
    “O piso do andar superior era de madeira e lá me conduziram para um quarto. Tiraram toda a minha roupa. Colocaram fios no dedo do pé e nos testículos. Me colocaram sobre duas latas e fiquei me equilibrando. Iniciaram mais ou menos às seis horas da manhã e me torturaram até o início da noite”, contou Benedito Bizerril
    ASCOM - CNV
  • Raul Amaro Nin Ferreira, morreu aos 27 anos, em 12 de agosto de 1971, depois de ser torturado no DOI-CODI do Rio de Janeiro. Engenheiro mecânico de formação, ele trabalhava no Ministério da Indústria e do Comércio quando foi preso, em 1º de agosto daquele mesmo ano. Ele morreu no Hospital Central do Exército. Sua morte é um dos casos investigados pela Comissão Nacional da Verdade.  Correção: Inicialmente, o EL PAÍS Brasil informou que se tratava da foto de Nestor Vera, cuja morte também foi investigada pela Comissão Nacional da Verdade. O erro foi corrigido.
    3Raul Amaro Nin Ferreira, morreu aos 27 anos, em 12 de agosto de 1971, depois de ser torturado no DOI-CODI do Rio de Janeiro. Engenheiro mecânico de formação, ele trabalhava no Ministério da Indústria e do Comércio quando foi preso, em 1º de agosto daquele mesmo ano. Ele morreu no Hospital Central do Exército. Sua morte é um dos casos investigados pela Comissão Nacional da Verdade. Correção: Inicialmente, o EL PAÍS Brasil informou que se tratava da foto de Nestor Vera, cuja morte também foi investigada pela Comissão Nacional da Verdade. O erro foi corrigido. Acervo CNV
  • Fichas de óbito encontradas em sacos plásticos que estavam lacrados e escondidos na garagem do Hospital Central Do Exército, no Rio de Janeiro.   “Depois de três ou quatro dias presa, comecei a passar mal. Estava grávida de dois meses e tive um aborto espontâneo. Sangrava muito, não tinha como me limpar, usava papel higiênico. E cheirava mal, estava suja. Por isso acho... Não, tenho quase certeza de que não fui estuprada. Porque eles me ameaçavam constantemente mas tinham nojo de mim. (...) Certamente foi por isso. Eles ficavam irritados ao me ver suja, sangrando e cheirando mal e ficavam com ainda mais raiva, e me batiam ainda mais” - depoimento de Isabel Fáveroabre
    4Fichas de óbito encontradas em sacos plásticos que estavam lacrados e escondidos na garagem do Hospital Central Do Exército, no Rio de Janeiro.
    “Depois de três ou quatro dias presa, comecei a passar mal. Estava grávida de dois meses e tive um aborto espontâneo. Sangrava muito, não tinha como me limpar, usava papel higiênico. E cheirava mal, estava suja. Por isso acho... Não, tenho quase certeza de que não fui estuprada. Porque eles me ameaçavam constantemente mas tinham nojo de mim. (...) Certamente foi por isso. Eles ficavam irritados ao me ver suja, sangrando e cheirando mal e ficavam com ainda mais raiva, e me batiam ainda mais” - depoimento de Isabel Fáveroabre
    CNV
  • O ex-militar Adir Figueira examina uma das celas em que ficou detido na Base Aérea do Galeão (Rio de Janeiro), nos anos de 1970.   “O piso do andar superior era de madeira e lá me conduziram para um quarto. Tiraram toda a minha roupa. Colocaram fios no dedo do pé e nos testículos. Me colocaram sobre duas latas e fiquei me equilibrando. Iniciaram mais ou menos às seis horas da manhã e me torturaram até o início da noite” - relato de Benedito Bizerril
    5O ex-militar Adir Figueira examina uma das celas em que ficou detido na Base Aérea do Galeão (Rio de Janeiro), nos anos de 1970.
    “O piso do andar superior era de madeira e lá me conduziram para um quarto. Tiraram toda a minha roupa. Colocaram fios no dedo do pé e nos testículos. Me colocaram sobre duas latas e fiquei me equilibrando. Iniciaram mais ou menos às seis horas da manhã e me torturaram até o início da noite” - relato de Benedito Bizerril
    CNV
  • Manifestantes seguram retratos de desaparecidos políticos em protesto pelo fim da Lei da Anistia, em São Paulo.   "No [presídio] Tiradentes, eu fiquei quatro meses incomunicável. Todo mundo tinha visita e eu não. [...] Aí um dia eu combinei com as meninas de falar para os meus filhos ficarem na esquina, porque na prisão tinha uma janela com grades bem pequenini- nhas e na frente tinha uma chapa bem grande que a gente não via nada para fora, na frente. Mas do lado dava para ver porque era meio afastada, assim, dava para ver. Aí eu combinei com elas de falar para os meus filhos ficarem do outro lado da rua para eu ver eles. Eles não iam me ver, mas eu veria eles. Aí eles pararam lá e eu fiz um canudinho com o jornal e balançava o jornal para eles saberem que eu estava lá vendo eles e eles abanando com a mão" - relato de Ilda Martins da Silva
    6Manifestantes seguram retratos de desaparecidos políticos em protesto pelo fim da Lei da Anistia, em São Paulo.
    "No [presídio] Tiradentes, eu fiquei quatro meses incomunicável. Todo mundo tinha visita e eu não. [...] Aí um dia eu combinei com as meninas de falar para os meus filhos ficarem na esquina, porque na prisão tinha uma janela com grades bem pequenini- nhas e na frente tinha uma chapa bem grande que a gente não via nada para fora, na frente. Mas do lado dava para ver porque era meio afastada, assim, dava para ver. Aí eu combinei com elas de falar para os meus filhos ficarem do outro lado da rua para eu ver eles. Eles não iam me ver, mas eu veria eles. Aí eles pararam lá e eu fiz um canudinho com o jornal e balançava o jornal para eles saberem que eu estava lá vendo eles e eles abanando com a mão" - relato de Ilda Martins da Silva
    Fotos Públicas
  • Foto de Dilma Rousseff dos arquivos da repressão, na década de 1970.  “Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira” - Relato da presidente
    7Foto de Dilma Rousseff dos arquivos da repressão, na década de 1970.
    “Qualquer comparação entre a ditadura militar e a democracia brasileira só pode partir de quem não dá valor à democracia brasileira” - Relato da presidente
    Divulgação