O PREÇO DO PETRÓLEO

Preço do petróleo cai ao nível mais baixo desde outubro de 2009

Barril do tipo Brent mantém tendência de baixa e despenca para 67,92 dólares

Plataforma marítima da Petrobras em águas fluminenses.
Plataforma marítima da Petrobras em águas fluminenses. (efe)

O preço do petróleo tipo Brent, que serve de referência no mercado europeu, caiu na segunda-feira a 67,92 dólares, menor valor em cinco anos. A tendência reflete a reação do mercado à decisão da OPEP, tomada na quinta-feira, de manter os atuais níveis de produção, em torno de 30 milhões de barris por dia – uma decisão que, segundo analistas, visa a manter uma oferta abundante no mercado global, de modo a derrubar a cotação e forçar os EUA a interromperem seus investimentos em formas não convencionais de produção petrolífera. Até agora, no entanto, os países mais afetados pela queda nos preços são os próprios integrantes da OPEP e a Rússia, cuja moeda, o rublo, continua se depreciando.

Além da queda do Brent, que nesta segunda-feira atingiu seu valor mínimo desde outubro de 2009, houve também uma desvalorização do petróleo tipo Texas, produto de referência nos Estados Unidos, cuja cotação caiu para 64,10 dólares. Ambos os produtos registraram queda de 18% em novembro.

As demais commodities sofreram reflexos dessa desvalorização. O ouro está cotado nesta segunda-feira a 1.163 dólares por onça (28,34 gramas), 4 dólares a menos do que na sexta-feira passada, depois de chegar a um mínimo de 1.142 dólares. A prata caiu de 15,30 dólares por onça para 14,86 dólares; e o cobre está cotado em 282 dólares, menor valor desde 2010.

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A queda do petróleo repercutiu nas divisas dos países exportadores. O rublo perdeu 2,5% de seu valor com relação ao dólar, que chegou a ser cotado a 51,66 rublos, um novo mínimo histórico para a moeda russa. Também a divisa nigeriana, a naira, e os títulos públicos venezuelanos continuam ampliando as quedas acumuladas na semana passada. O Iraque, segundo maior produtor da OPEP, corrigiu para baixo suas previsões relativas ao déficit público de 2015.

“É muito provável que essa pressão nos preços permaneça enquanto não houver nenhum fechamento [de projetos petrolíferos nos EUA]”, disse à agência Bloomberg o analista Michael McCarthy, da consultoria CMC, de Sydney. Mas o ministro iraniano do Petróleo, Bijan Namdar Zanganeh, salientou na sexta-feira que os preços atuais não garantem uma redução significativa na produção norte-americana. Segundo as estimativas da Agência Internacional de Energia, a produção na jazida de Bakken, em Dakota do Norte, permanecerá rentável enquanto o preço do petróleo permanecer acima dos 42 dólares por barril.

A China, enquanto isso, está aproveitando os preços baixos para ampliar suas reservas petrolíferas. Segundo a consultoria inglesa Energy Aspect, as importações do gigante asiático poderão aumentar em 700.000 barris diários em 2015.

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