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Sem citar crise política, FMI aposta no fim da recessão do Brasil neste ano

Relatório do banco fala em crescimento de 0,2% do PIB em 2017 com queda de juros e redução de incertezas, mas não menciona delações

Christine Lagarde, diretora do FMI
Christine Lagarde, diretora do FMI EFE

O Brasil deverá sair da maior recessão das últimas décadas ainda neste ano, segundo o relatório Perspectivas Econômicas, divulgado nesta terça-feira pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). A previsão do Fundo é de um crescimento de 0,2% do Produto Interno Bruto em 2017. Já para o próximo ano, o FMI espera um avanço de 1,7% da atividade econômica do país. A recuperação da economia brasileira, de acordo com o Fundo, será fruto da redução da incerteza política, da queda dos juros e do progresso na agenda das reformas no Brasil. Apesar da abertura de investigações contra vários ministros do Governo Temer e de parlamentares pela Operação Lava Jato, na semana passada, o relatório não cita o episódio como um elemento que possa desestabilizar novamente a política brasileira e, consequentemente, a economia.

A previsão do PIB para este ano caiu 0,3 ponto percentual em relação à estimada, no mesmo relatório, em outubro de 2016. Em março, o Ministério da Fazenda também reduziu a projeção do crescimento da atividade econômica deste ano de 1% para 0,5%. A previsão do Governo para 2018 é de um avanço de 2,5% do PIB.

Em seu relatório, o FMI explica que o ritmo de contração da economia brasileira diminui, mas que o investimento e a produção só chegaram ao "fundo do poço" no final de 2016. O documento diz, no entanto, que a crise fiscal de alguns estados continua a se aprofundar. O Fundo ressalta ainda que a recuperação da economia brasileira deve ser gradual e que o crescimento deve permanecer moderado. "As perspectivas macroeconômicas do Brasil dependem da implementação de ambiciosas reformas estruturais, econômicas e fiscais", diz o relatório.

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