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Semáforos inteligentes para ciclistas são grande sucesso em Roterdã

A cidade instala sensores que medem a temperatura, detectam chuva, sinalizam a luz verde antecipadamente e reduzem a espera dos ciclistas

Uma ciclista em Haia, nos Países Baixos. Ampliar foto
Uma ciclista em Haia, nos Países Baixos. REUTERS

Para que serve um semáforo de ciclovia com sensores de temperatura infravermelhos? Em Roterdã, para descongestioná-la e favorecer o tráfego não poluente. A prefeitura desta cidade holandesa fez um teste com esses dispositivos — chamados de thermican —, que detectam o grau de calor derivado do número de bicicletas que se aproximam.

Quando há muitas, reduz o tempo de espera e o semáforo fica verde antes do programado: cerca de 67 segundos em média, em vez de dois minutos, às vezes três, marcados em áreas de muito tráfego. A mudança ocorre sem colocar ninguém em perigo, porque os semáforos para os motoristas estão programados para se adaptar automaticamente. O sucesso do teste, que começou em setembro do ano passado e está sendo avaliado agora na cidade portuária, levou a prefeitura a instalar esses postes inteligentes nos cruzamentos mais movimentados.

O semáforo de uma ciclovia em Roterdã.
O semáforo de uma ciclovia em Roterdã.

Há uma década, a prefeitura estimou que cerca de 40.000 pessoas usavam bicicleta diariamente em Roterdã. Agora, já são mais de 70.000, em uma cidade de 600.000 habitantes. Para poder se tornar a Cidade da Bicicleta em 2018, data prevista pelo município, é preciso incentivar e facilitar sua utilização.

Como a alta concentração de grandes escritórios e escolas no centro da cidade leva a congestionamentos na hora do rush, se os ciclistas tiverem certa prioridade é mais fácil aliviar o tráfego. Por isso, o primeiro local escolhido para testar a eficácia do novo semáforo foi Churchillplein, uma praça do centro que homenageia o ex-primeiro-ministro britânico. Lotada na hora do rush devido ao elevado número de escritórios e escolas, quando a ciclovia com o novo semáforo tem mais de dez ciclistas esperando, fica verde: podem passar. Se há fila, permanece aberto por um tempo mais longo para dar tempo para a maioria.

Como resultado, durante o dia normalmente a espera é de cerca de 67 segundos para retomar a marcha; à noite, o tempo é ainda menor. Os motoristas, que têm maior margem para cruzar em circunstâncias normais, esperam apenas “dois ou três segundos mais “, de acordo com a prefeitura.

O sucesso superou as previsões, e já estão sendo identificados outros pontos importantes na cidade para a instalação do semáforo. “Não sabemos quantos. Primeiro é preciso calcular quais são os cruzamentos mais problemáticos,” acrescentam os porta-vozes municipais. Mas os semáforos, projetados pelo engenheiro britânico John Peake Knight para a rede ferroviária nacional, e instalados pela primeira vez nas ruas de Londres em 1868, têm muitas utilidades. A própria Roterdã testou outros sensores durante dois anos para detectar chuva, neve e granizo, e reduzir a umidade para os ciclistas.

A cidade de Groningen, no norte do país, também testou o semáforo. Assim como os de temperatura, ficam verdes antes e já estão instalados em duas ruas da cidade portuária. Neste caso, não se trata de aliviar o tráfego, e sim favorecer o uso de bicicletas apesar do mau tempo. Por isso, não estão em áreas de grande congestionamento. “Queremos mais bicicletas”, já se tornou o lema vital de Pex Langenderg, vereador para mobilidade e chefe da operação “chuva e temperatura” ciclista.

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