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16 fotógrafos sírios recordam uma década de guerra no seu país

16 fotógrafos sírios recordam uma década de guerra no seu país

17 fotos

Retrato de uma nação ferida onde a vida e o desejo de um futuro melhor abrem caminho entre as sombras do conflito armado

  • A guerra da Síria, que completa 10 anos nesta semana, já matou e mutilou centenas de milhares de civis, obrigou milhões a fugirem dos seus lares e empobreceu o país. A imagem deste bebê encontrado com vida entre os escombros depois de um ataque aéreo em Douma, em janeiro de 2014, é parte de um ensaio fotográfico coletivo com imagens de 16 fotógrafos sírios produzido pela UNOCHA (agência de coordenação humanitária da ONU). Uma coleção que mostra as feridas, mas também retrata a força do povo sírio e suas esperanças de um futuro sem conflito.
    1A guerra da Síria, que completa 10 anos nesta semana, já matou e mutilou centenas de milhares de civis, obrigou milhões a fugirem dos seus lares e empobreceu o país. A imagem deste bebê encontrado com vida entre os escombros depois de um ataque aéreo em Douma, em janeiro de 2014, é parte de um ensaio fotográfico coletivo com imagens de 16 fotógrafos sírios produzido pela UNOCHA (agência de coordenação humanitária da ONU). Uma coleção que mostra as feridas, mas também retrata a força do povo sírio e suas esperanças de um futuro sem conflito.
  • Uma rua de Douma cheia de escombros depois de um ataque aéreo em novembro de 2016.   “Fomos embora e ainda não chegamos; não temos destino. O migrante forçado só tem uma bússola que sempre aponta para trás e um mapa que só indica o destino que deixou à força. Olhando pela janela do ônibus que nos tirava de lá, virei o rosto para o céu, procurando um destino que me aceitasse sem passaporte, sem identidade, sem família, sem pátria nem seres queridos.”
    2Uma rua de Douma cheia de escombros depois de um ataque aéreo em novembro de 2016.

    “Fomos embora e ainda não chegamos; não temos destino. O migrante forçado só tem uma bússola que sempre aponta para trás e um mapa que só indica o destino que deixou à força. Olhando pela janela do ônibus que nos tirava de lá, virei o rosto para o céu, procurando um destino que me aceitasse sem passaporte, sem identidade, sem família, sem pátria nem seres queridos.”

    EPA
  • Após um acordo de cessar-fogo, uma família deslocada retorna à sua aldeia na cidade de Balyun, em 2020.   “Eu tinha 12 anos em 2011. Vivia em Damasco e sonhava em ser médico. Em 2013 prenderam a meu pai e voltei com minha família para Idlib. Larguei os estudos e comecei a trabalhar para ajudar a minha família. Quando tirei esta foto, tinha sentimentos contraditórios de alegria e tristeza. Alegria porque vi as pessoas voltarem para suas casas, estavam felizes, mas ao mesmo tempo senti tristeza porque eu mesmo não podia retornar ao meu povoado nem à minha casa.”
    3Após um acordo de cessar-fogo, uma família deslocada retorna à sua aldeia na cidade de Balyun, em 2020.

    “Eu tinha 12 anos em 2011. Vivia em Damasco e sonhava em ser médico. Em 2013 prenderam a meu pai e voltei com minha família para Idlib. Larguei os estudos e comecei a trabalhar para ajudar a minha família. Quando tirei esta foto, tinha sentimentos contraditórios de alegria e tristeza. Alegria porque vi as pessoas voltarem para suas casas, estavam felizes, mas ao mesmo tempo senti tristeza porque eu mesmo não podia retornar ao meu povoado nem à minha casa.”

  • Dois transeuntes em Raqqa, em 2019, com os escombros de um edifício ao fundo.    “Quando no final de 2017 comecei a fotografar a destruição da minha cidade, Raqqa, fiquei impactado. Destruíram tudo o que tinha a ver com nosso passado e nossa memória. Foi doloroso demais. Cada imagem que mostrava a destruição me feriu de morte. Cada imagem contava uma história. Apesar do trauma, tratei de documentar a destruição reunindo as contradições da vida e contando a destruição com belas imagens que contêm nossa dor.”
    4Dois transeuntes em Raqqa, em 2019, com os escombros de um edifício ao fundo.

    “Quando no final de 2017 comecei a fotografar a destruição da minha cidade, Raqqa, fiquei impactado. Destruíram tudo o que tinha a ver com nosso passado e nossa memória. Foi doloroso demais. Cada imagem que mostrava a destruição me feriu de morte. Cada imagem contava uma história. Apesar do trauma, tratei de documentar a destruição reunindo as contradições da vida e contando a destruição com belas imagens que contêm nossa dor.”

  • Busra al-Sham, Daraa, 2018. O antigo anfiteatro romano inundado pelas fortes chuvas que caíram dias antes.   “Em 2011, eu trabalhava como professor primário. Comprei uma câmera pequena porque senti que era meu dever fotografar o que presenciei na minha cidade, Daraa, e transmitir ao mundo. Comecei a fotografar as manifestações pacíficas, depois os bombardeios, as batalhas, a morte..."
    5Busra al-Sham, Daraa, 2018. O antigo anfiteatro romano inundado pelas fortes chuvas que caíram dias antes.

    “Em 2011, eu trabalhava como professor primário. Comprei uma câmera pequena porque senti que era meu dever fotografar o que presenciei na minha cidade, Daraa, e transmitir ao mundo. Comecei a fotografar as manifestações pacíficas, depois os bombardeios, as batalhas, a morte..."

  • Baghoz, janeiro de 2019. Crianças e as famílias se aglomeram depois de serem forçadas a fugir de seus lares em cidades e povoados próximos, antes de embarcarem em uma longa e árdua viagem para um lugar seguro no acampamento de Al-Hol, a quase 300 quilômetros de distância.   “Às vezes me imagino no fundo de um oceano escuro procurando luz no vazio silencioso que me cerca. Esta guerra atribuiu a este silêncio a cor vermelha, que distorce minha memória. Retalhos de luz nos meus olhos empapados com os gritos de crianças famintas, de mulheres chorando, de vagabundos... É difícil reter todos os detalhes dilacerantes. Ser parte de tudo. Olhar nossos filhos e ver milhares de olhos sem brilho.”
    6Baghoz, janeiro de 2019. Crianças e as famílias se aglomeram depois de serem forçadas a fugir de seus lares em cidades e povoados próximos, antes de embarcarem em uma longa e árdua viagem para um lugar seguro no acampamento de Al-Hol, a quase 300 quilômetros de distância.

    “Às vezes me imagino no fundo de um oceano escuro procurando luz no vazio silencioso que me cerca. Esta guerra atribuiu a este silêncio a cor vermelha, que distorce minha memória. Retalhos de luz nos meus olhos empapados com os gritos de crianças famintas, de mulheres chorando, de vagabundos... É difícil reter todos os detalhes dilacerantes. Ser parte de tudo. Olhar nossos filhos e ver milhares de olhos sem brilho.”

  • O manipulador de bonecos Walid Rashed apresenta uma peça para crianças sírias em meio aos escombros de Saraqib, em março de 2019.   “O medo dominava a situação. Ninguém podia saber quando um edifício iria desmoronar ou quando alguém seria incluído na lista dos mortos. Não sei o que aconteceu com estas famílias. Continuam vivas ou foram deslocadas de seus lares? O único que sei ao certo é que esta imagem é a prova que documenta sua tragédia.”
    7O manipulador de bonecos Walid Rashed apresenta uma peça para crianças sírias em meio aos escombros de Saraqib, em março de 2019.

    “O medo dominava a situação. Ninguém podia saber quando um edifício iria desmoronar ou quando alguém seria incluído na lista dos mortos. Não sei o que aconteceu com estas famílias. Continuam vivas ou foram deslocadas de seus lares? O único que sei ao certo é que esta imagem é a prova que documenta sua tragédia.”

    DPA
  • Um menino bebe água de uma poça criada no buraco deixado no chão por um foguete e inundado depois que um ataque de artilharia danificou a principal tubulação de água potável do bairro de Karm al-Jabal, em Aleppo. Junho de 2013.   “Quando publiquei esta foto em 2013, através da agência de notícias Reuters, como parte de minha cobertura da vida em Aleppo durante a guerra, algumas pessoas escreveram comentários criticando a irrealidade da imagem. Diziam que o fotógrafo deveria ter oferecido água limpa ao menino em lugar de explorar sua imagem. Acho que qualquer mudança da realidade começa por ver essa realidade tal como é, e não como nós gostaríamos que fosse.”
    8Um menino bebe água de uma poça criada no buraco deixado no chão por um foguete e inundado depois que um ataque de artilharia danificou a principal tubulação de água potável do bairro de Karm al-Jabal, em Aleppo. Junho de 2013.

    “Quando publiquei esta foto em 2013, através da agência de notícias Reuters, como parte de minha cobertura da vida em Aleppo durante a guerra, algumas pessoas escreveram comentários criticando a irrealidade da imagem. Diziam que o fotógrafo deveria ter oferecido água limpa ao menino em lugar de explorar sua imagem. Acho que qualquer mudança da realidade começa por ver essa realidade tal como é, e não como nós gostaríamos que fosse.”

  • Um casal de noivos em Latakia, em dezembro de 2016.   “Adoro fotografar as pessoas, seus rostos, seus olhos, detalhes de sua vida diária, e contar suas histórias através de minhas imagens. Sempre procuro o lado positivo porque acredito que a esperança sempre está presente.”
    9Um casal de noivos em Latakia, em dezembro de 2016.

    “Adoro fotografar as pessoas, seus rostos, seus olhos, detalhes de sua vida diária, e contar suas histórias através de minhas imagens. Sempre procuro o lado positivo porque acredito que a esperança sempre está presente.”

  • Douma, 20 de junho de 2017. Rodeadas de escombros, meninas encerram o jejum do Ramadã, em uma refeição organizada por uma ONG.
    10Douma, 20 de junho de 2017. Rodeadas de escombros, meninas encerram o jejum do Ramadã, em uma refeição organizada por uma ONG.
  • Cachorros passeiam por um bairro de edifícios destruídos em Al-Yarmouk, Damasco, em dezembro de 2020.   “A guerra não mudou apenas a Síria, mas também nossa forma de ver e fotografar. Meu sonho é que algum dia, talvez em 50 anos, minhas filhas Asli e Zoya compartilhem minhas imagens com o mundo e com as próximas gerações sírias para lhes mostrar o que a guerra fez com o nosso país, evitando assim que a história se repita.”
    11Cachorros passeiam por um bairro de edifícios destruídos em Al-Yarmouk, Damasco, em dezembro de 2020.

    “A guerra não mudou apenas a Síria, mas também nossa forma de ver e fotografar. Meu sonho é que algum dia, talvez em 50 anos, minhas filhas Asli e Zoya compartilhem minhas imagens com o mundo e com as próximas gerações sírias para lhes mostrar o que a guerra fez com o nosso país, evitando assim que a história se repita.”

  • Aleppo, 2019. Três homens posam para um retrato junto a suas lojas no bazar Al-Mahmas.   “Apesar de toda a destruição, do estresse e da falta de recursos em plena guerra, os moradores de Aleppo sempre demonstraram profundo amor por sua cidade. Inclusive nos momentos mais sombrios, compartilharam e procuraram soluções para sobreviver. Ver os sorrisos desses comerciantes faz a gente sentir que nada é capaz de parar a roda da vida.”
    12Aleppo, 2019. Três homens posam para um retrato junto a suas lojas no bazar Al-Mahmas.

    “Apesar de toda a destruição, do estresse e da falta de recursos em plena guerra, os moradores de Aleppo sempre demonstraram profundo amor por sua cidade. Inclusive nos momentos mais sombrios, compartilharam e procuraram soluções para sobreviver. Ver os sorrisos desses comerciantes faz a gente sentir que nada é capaz de parar a roda da vida.”

  • Homs, 2014. Uma foto danificada de um casal em seu casamento pende da parede carbonizada do seu apartamento, incendiado em meio aos confrontos.   “O que aconteceu? Minha memória está imprecisa... Sinto que perdi todos os momentos bonitos que vivi na minha terra natal. O aroma da morte está por toda parte. Quando fecho os olhos... vejo os rostos das pessoas cheios de cansaço, opressão e orgulho. Perdemos tudo... Viramos números... De mortos, feridos, viúvas, órfãos, deslocados, desaparecidos... Não identificados. Perdemos tudo... Os lugares já não são nossos lugares; os rostos já não são nossos rostos. Inclusive nossos pertences e nossas lembranças estão distorcidos. Nós nos tornamos estranhos em nossa terra e estranhos em toda parte. Perdemos tudo... O único que resta são nossas almas nuas. Nossas tumbas abertas. Nossas lágrimas secas. Nossas cidades em ruínas. Nossos corações sedentos de paz. E parte da lembrança em imagens que ficarão gravadas na memória como prova da vergonha da humanidade em nossa amada e devastada Pátria.”
    13Homs, 2014. Uma foto danificada de um casal em seu casamento pende da parede carbonizada do seu apartamento, incendiado em meio aos confrontos.

    “O que aconteceu? Minha memória está imprecisa... Sinto que perdi todos os momentos bonitos que vivi na minha terra natal. O aroma da morte está por toda parte. Quando fecho os olhos... vejo os rostos das pessoas cheios de cansaço, opressão e orgulho. Perdemos tudo... Viramos números... De mortos, feridos, viúvas, órfãos, deslocados, desaparecidos... Não identificados. Perdemos tudo... Os lugares já não são nossos lugares; os rostos já não são nossos rostos. Inclusive nossos pertences e nossas lembranças estão distorcidos. Nós nos tornamos estranhos em nossa terra e estranhos em toda parte. Perdemos tudo... O único que resta são nossas almas nuas. Nossas tumbas abertas. Nossas lágrimas secas. Nossas cidades em ruínas. Nossos corações sedentos de paz. E parte da lembrança em imagens que ficarão gravadas na memória como prova da vergonha da humanidade em nossa amada e devastada Pátria.”

  • Idlib, 2020. Dois irmãos se abraçam e choram a morte de sua mãe e seu irmão mais novo em um ataque aéreo que atingiu sua casa.   “Cada vez que tinha que cobrir um ataque aéreo, recordava do dia em que meu irmão Amer foi assassinado pelos mísseis que bombardearam nossa cidade. Quando fui cobrir o bombardeio aéreo da localidade de Sarmin, vi uma cena que se repete sempre. Edifícios transformados em escombros, gente chorando pelo horror do ocorrido. O mesmo sentimento que experimentei quando Amer foi assassinado. A mesma cena continua se repetindo e não sabemos quando terminará.”
    14Idlib, 2020. Dois irmãos se abraçam e choram a morte de sua mãe e seu irmão mais novo em um ataque aéreo que atingiu sua casa.

    “Cada vez que tinha que cobrir um ataque aéreo, recordava do dia em que meu irmão Amer foi assassinado pelos mísseis que bombardearam nossa cidade. Quando fui cobrir o bombardeio aéreo da localidade de Sarmin, vi uma cena que se repete sempre. Edifícios transformados em escombros, gente chorando pelo horror do ocorrido. O mesmo sentimento que experimentei quando Amer foi assassinado. A mesma cena continua se repetindo e não sabemos quando terminará.”

  • Maaret Misrin, província de Idlib, julho de 2020. Esta imagem de longa exposição mostra um homem dormindo ao ar livre sob as estrelas no acampamento de refugiados internos de Ahl al-Tah.   “Fazia uma década que não observava o céu noturno. Em uma noite de verão do ano passado, surpreendeu-me ver as estrelas por cima da destruição e dos acampamentos. A cena dividiu o mundo em dois diante dos meus olhos: uma metade mostrava o que foi feito pela mão de Deus, e a outra, o que foi criado pelo homem.”
    15Maaret Misrin, província de Idlib, julho de 2020. Esta imagem de longa exposição mostra um homem dormindo ao ar livre sob as estrelas no acampamento de refugiados internos de Ahl al-Tah.

    “Fazia uma década que não observava o céu noturno. Em uma noite de verão do ano passado, surpreendeu-me ver as estrelas por cima da destruição e dos acampamentos. A cena dividiu o mundo em dois diante dos meus olhos: uma metade mostrava o que foi feito pela mão de Deus, e a outra, o que foi criado pelo homem.”

    AFP
  • Acampamento de Khair Al-Sham, Idlib, março de 2020. Mulheres preparam comida no acampamento de refugiados internos.   “Nos últimos anos pude transmitir muitas histórias humanitárias, e é o que me dá motivação e força para seguir com meu trabalho. Acredito que uma imagem seja capaz de acabar com uma guerra. Foi o que aconteceu no Vietnã. Quero que nossas fotografias viajem por todo o mundo para falar da nossa história e que possam inspirar milhões. Talvez contribuam algum dia para parar a guerra na Síria.”
    16Acampamento de Khair Al-Sham, Idlib, março de 2020. Mulheres preparam comida no acampamento de refugiados internos.

    “Nos últimos anos pude transmitir muitas histórias humanitárias, e é o que me dá motivação e força para seguir com meu trabalho. Acredito que uma imagem seja capaz de acabar com uma guerra. Foi o que aconteceu no Vietnã. Quero que nossas fotografias viajem por todo o mundo para falar da nossa história e que possam inspirar milhões. Talvez contribuam algum dia para parar a guerra na Síria.”

    UNOCHA
  • Umm Mohammed e seu marido tomam café em sua casa destruída na cidade de Douma, um subúrbio de Damasco controlado pelos rebeldes, em 23 de março de 2017.   “Umm Mohammed foi uma das pessoas mais especiais que conheci. Ela ficou gravemente ferida e, justamente quando se recuperava, seu marido foi atingido por um ataque aéreo e perdeu a capacidade de caminhar. O cerco a impediu de ver seus filhos, que vivem fora da região de Ghouta, a leste da capital. Tinha que cuidar do seu marido ferido, da sua casa, e não se rendeu. Seu amor por seu marido era evidente e maior que qualquer outra coisa. Acredito que sua resistência, sua sinceridade, sua determinação e seu desejo de viver apesar das difíceis e as duras condições represente o verdadeiro rosto dos sírios. Encarna seu amor pela vida e sua sólida vontade de superar as dificuldades apesar de toda a morte e destruição que lhes cerca.”
    17Umm Mohammed e seu marido tomam café em sua casa destruída na cidade de Douma, um subúrbio de Damasco controlado pelos rebeldes, em 23 de março de 2017.

    “Umm Mohammed foi uma das pessoas mais especiais que conheci. Ela ficou gravemente ferida e, justamente quando se recuperava, seu marido foi atingido por um ataque aéreo e perdeu a capacidade de caminhar. O cerco a impediu de ver seus filhos, que vivem fora da região de Ghouta, a leste da capital. Tinha que cuidar do seu marido ferido, da sua casa, e não se rendeu. Seu amor por seu marido era evidente e maior que qualquer outra coisa. Acredito que sua resistência, sua sinceridade, sua determinação e seu desejo de viver apesar das difíceis e as duras condições represente o verdadeiro rosto dos sírios. Encarna seu amor pela vida e sua sólida vontade de superar as dificuldades apesar de toda a morte e destruição que lhes cerca.”

    AFP