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9 ocasiões em que o turismo de massa nos fez perder a fé na humanidade

Brigas na Fontana di Trevi por uma 'selfie', caos e destruição em fazendas para conseguir uma foto perfeita ou a apropriação de espaços arqueológicos para lazer e refeições. Estes são alguns dos ‘hits’ dos viajantes em férias pelo mundo.

  •  Uma bofetada na Fontana di Trevi para conseguir a ‘selfie’ perfeita.  Isso aconteceu em 8 de agosto em um dos monumentos mais visitados de Roma. Duas turistas, uma holandesa e uma ítalo-americana, tentavam tirar uma ‘selfie’ em frente à fonte. Por disputar o mesmo espaço acabaram brigando diante de uma multidão atônita —seis pessoas da família das duas mulheres entraram no fuzuê—, até que a polícia interveio. Um turista espanhol gravou um vídeo em que você pode apreciar a confusão. As duas mulheres acabaram na delegacia.
    1Uma bofetada na Fontana di Trevi para conseguir a ‘selfie’ perfeita. Isso aconteceu em 8 de agosto em um dos monumentos mais visitados de Roma. Duas turistas, uma holandesa e uma ítalo-americana, tentavam tirar uma ‘selfie’ em frente à fonte. Por disputar o mesmo espaço acabaram brigando diante de uma multidão atônita —seis pessoas da família das duas mulheres entraram no fuzuê—, até que a polícia interveio. Um turista espanhol gravou um vídeo em que você pode apreciar a confusão. As duas mulheres acabaram na delegacia.
  • Um castro milenar transformado em área de piquenique. Segundo relatou nesta semana o jornal espanhol ‘La Voz de Galicia’, o castro de Santa Trega, uma antiga fortificação romana que é um monumento artístico nacional na província de Pontevedra (norte do país), localizado a 341 metros de altura e cujo assentamento remonta ao primeiro século a.C, se tornou uma área de piquenique popular invadida por dezenas de turistas que decidiram usar esse enclave de valor arquitetônico milenar como área de refeição. Tudo aconteceu no domingo passado, quando não foi cobrada a taxa 1 euro (4,5 reais), paga para se ter acesso ao estacionamento do local, por ser feriado (Festa do Monte). As imagens provocaram uma onda de indignação nas redes sociais.
    2Um castro milenar transformado em área de piquenique. Segundo relatou nesta semana o jornal espanhol ‘La Voz de Galicia’, o castro de Santa Trega, uma antiga fortificação romana que é um monumento artístico nacional na província de Pontevedra (norte do país), localizado a 341 metros de altura e cujo assentamento remonta ao primeiro século a.C, se tornou uma área de piquenique popular invadida por dezenas de turistas que decidiram usar esse enclave de valor arquitetônico milenar como área de refeição. Tudo aconteceu no domingo passado, quando não foi cobrada a taxa 1 euro (4,5 reais), paga para se ter acesso ao estacionamento do local, por ser feriado (Festa do Monte). As imagens provocaram uma onda de indignação nas redes sociais.
  • Melhor uma foto com falso ‘skyline’ e sem poluição do que no ambiente verdadeiro. Em dezembro de 2017, os turistas preferiam tirar fotos em frente a um falso horizonte que emulava a paisagem real vista do porto de Hong Kong porque a imagem impressa era muito mais brilhante e não parecia afetada pela poluição que assola a região.
    3Melhor uma foto com falso ‘skyline’ e sem poluição do que no ambiente verdadeiro. Em dezembro de 2017, os turistas preferiam tirar fotos em frente a um falso horizonte que emulava a paisagem real vista do porto de Hong Kong porque a imagem impressa era muito mais brilhante e não parecia afetada pela poluição que assola a região.
  • ‘Selfies’ no monumento para as vítimas do Holocausto. O artista Shahak Shapira viralizou com grande sucesso esta série de montagens fotográficas depois de se cansar de ver nas redes sociais ‘selfies’ no espaço construído em Berlim para recordar as vítimas do Holocausto. Seu projeto, Yolocaust, causou tamanho rebuliço midiático que as doze pessoas que apareceram nele (Shapira pegou as fotos das redes sociais), entenderam a problemática de sua imagem no monumento, pediram desculpas e as retiraram da Internet.
    4‘Selfies’ no monumento para as vítimas do Holocausto. O artista Shahak Shapira viralizou com grande sucesso esta série de montagens fotográficas depois de se cansar de ver nas redes sociais ‘selfies’ no espaço construído em Berlim para recordar as vítimas do Holocausto. Seu projeto, Yolocaust, causou tamanho rebuliço midiático que as doze pessoas que apareceram nele (Shapira pegou as fotos das redes sociais), entenderam a problemática de sua imagem no monumento, pediram desculpas e as retiraram da Internet.
  • A invasão turística provoca o fechamento da ‘praia’ de Leo DiCaprio na Tailândia. No filme ‘A Praia’, de Danny Boyle, de 2000, este cenário representava um oásis de liberdade e hedonismo. Dezoito anos depois, o governo da Tailândia teve que impedir o acesso de turistas à Maya Bay, a praia que aparecia no filme, com a esperança de que os recifes de corais possam se regenerar após a avalanche de visitantes, embarcações e lixo dos últimos anos.
    5A invasão turística provoca o fechamento da ‘praia’ de Leo DiCaprio na Tailândia. No filme ‘A Praia’, de Danny Boyle, de 2000, este cenário representava um oásis de liberdade e hedonismo. Dezoito anos depois, o governo da Tailândia teve que impedir o acesso de turistas à Maya Bay, a praia que aparecia no filme, com a esperança de que os recifes de corais possam se regenerar após a avalanche de visitantes, embarcações e lixo dos últimos anos.
  • Na corrida por uma foto para o Instagram, medo e caos na fazenda de girassóis. Cerca de 7 mil carros chegaram a ocupar o estacionamento da fazenda Bogle em Ontário (Canadá) há algumas semanas. E tudo para tirar uma foto ao lado de um campo de girassóis. A febre da ‘selfie’ agora ataca esse cenário de verão e, como revelou ‘The National Post,’ transformou os campos de Ontário em uma zona de combate na qual os agricultores têm que lidar com hordas de usuários do Instagram dispostos a tirar uma ‘selfie’ em suas terras custe o que custar. O caso da família Bogle, dedicada ao cultivo de girassóis há mais de seis gerações, foi o que despertou mais alarme. A família, dona do maior campo de girassóis do Canadá, tinha decidido ganhar um pouco mais de dinheiro abrindo as terras para o público durante as semanas em que esta planta herbácea floresce. A ideia já foi posta de lado, obviamente, depois que “toda a Toronto veio até aqui”, como contou Barry Bogle ao Globe and Mail. Os agricultores haviam contratado mais oito trabalhadores e colocado dois banheiros portáteis para os visitantes, mas a situação fugiu do controle há algumas semanas. As fotos de seu campo de girassóis eram as rainhas do Instagram e os citadinos decidiram dirigir-se ao local do momento para tirar sua reverenciada ‘selfie’. A partir das 10 da manhã, a infraestrutura da área começou a entrar em colapso e os visitantes chegaram a estacionar a quilômetros de distância. Os trabalhadores tentaram controlar os visitantes, mas centenas de pessoas entraram sem pagar e muitas delas deixaram muito lixo nas terras. A situação é semelhante em outros campos de girassóis no país. Segundo ‘The Guardian’, um agricultor em Manitoba contou cerca de 2.000 intrusos em suas terras para tirar fotos.
    6Na corrida por uma foto para o Instagram, medo e caos na fazenda de girassóis. Cerca de 7 mil carros chegaram a ocupar o estacionamento da fazenda Bogle em Ontário (Canadá) há algumas semanas. E tudo para tirar uma foto ao lado de um campo de girassóis. A febre da ‘selfie’ agora ataca esse cenário de verão e, como revelou ‘The National Post,’ transformou os campos de Ontário em uma zona de combate na qual os agricultores têm que lidar com hordas de usuários do Instagram dispostos a tirar uma ‘selfie’ em suas terras custe o que custar. O caso da família Bogle, dedicada ao cultivo de girassóis há mais de seis gerações, foi o que despertou mais alarme. A família, dona do maior campo de girassóis do Canadá, tinha decidido ganhar um pouco mais de dinheiro abrindo as terras para o público durante as semanas em que esta planta herbácea floresce. A ideia já foi posta de lado, obviamente, depois que “toda a Toronto veio até aqui”, como contou Barry Bogle ao Globe and Mail. Os agricultores haviam contratado mais oito trabalhadores e colocado dois banheiros portáteis para os visitantes, mas a situação fugiu do controle há algumas semanas. As fotos de seu campo de girassóis eram as rainhas do Instagram e os citadinos decidiram dirigir-se ao local do momento para tirar sua reverenciada ‘selfie’. A partir das 10 da manhã, a infraestrutura da área começou a entrar em colapso e os visitantes chegaram a estacionar a quilômetros de distância. Os trabalhadores tentaram controlar os visitantes, mas centenas de pessoas entraram sem pagar e muitas delas deixaram muito lixo nas terras. A situação é semelhante em outros campos de girassóis no país. Segundo ‘The Guardian’, um agricultor em Manitoba contou cerca de 2.000 intrusos em suas terras para tirar fotos.
  • O lixo inunda o paraíso da lua de mel. A ilha de Boracay, nas Filipinas, foi fechada para o turismo em abril. O presidente do país, Rodrigo Duterte, que descreveu as águas como "um esgoto" e ordenou o fechamento desse destino de férias para construir uma estação de tratamento dos dejetos, porque os hotéis e os moradores da comunidade local teriam contaminado indiscriminadamente o mar, segundo as queixas governamentais. A interdição vai até setembro.
    7O lixo inunda o paraíso da lua de mel. A ilha de Boracay, nas Filipinas, foi fechada para o turismo em abril. O presidente do país, Rodrigo Duterte, que descreveu as águas como "um esgoto" e ordenou o fechamento desse destino de férias para construir uma estação de tratamento dos dejetos, porque os hotéis e os moradores da comunidade local teriam contaminado indiscriminadamente o mar, segundo as queixas governamentais. A interdição vai até setembro.
  • Aporofobia de turistas em Benidorm (Espanha). Aconteceu no início de agosto: um grupo de turistas ingleses celebrando uma despedida de solteiro usou um jovem sem-teto polonês como alvo de suas zombarias e lhe pagou 100 euros (450 reais) para tatuar o nome do noivo em sua testa. A história foi denunciada pela Associação de Comerciantes Britânicos de Benidorm.
    8Aporofobia de turistas em Benidorm (Espanha). Aconteceu no início de agosto: um grupo de turistas ingleses celebrando uma despedida de solteiro usou um jovem sem-teto polonês como alvo de suas zombarias e lhe pagou 100 euros (450 reais) para tatuar o nome do noivo em sua testa. A história foi denunciada pela Associação de Comerciantes Britânicos de Benidorm.
  • Pediu a devolução do dinheiro das férias porque "havia espanhóis demais" em Benidorm (Espanha). As férias de Freda Jackson na cidade de Benidorm, em Alicante, foram um desastre. Por esse motivo, a turista, de 81 anos, enviou uma carta à agência de viagens Thomas Cook para exigir que lhe devolvesse o dinheiro que gastou em maio para passar alguns dias na cidade. A mulher pediu o reembolso dos mais de 1.200 euros (5.400 reais) que ela e seu acompanhante pagaram, segundo o jornal ‘Lancashire Telegraph’. Com problemas de mobilidade, ela não foi avisada que teria de subir e descer os degraus no seu acesso ao hotel e lamentou também a "grosseria" dos clientes espanhóis que estavam hospedados no local, e a deixavam “nervosa”. A turista inglesa se queixou de que sua estadia de duas semanas na Espanha foi arruinada porque havia "muitos espanhóis" no hotel. Jackson acrescentou que os espanhóis deveriam ir para outro lugar em suas férias.
    9Pediu a devolução do dinheiro das férias porque "havia espanhóis demais" em Benidorm (Espanha). As férias de Freda Jackson na cidade de Benidorm, em Alicante, foram um desastre. Por esse motivo, a turista, de 81 anos, enviou uma carta à agência de viagens Thomas Cook para exigir que lhe devolvesse o dinheiro que gastou em maio para passar alguns dias na cidade. A mulher pediu o reembolso dos mais de 1.200 euros (5.400 reais) que ela e seu acompanhante pagaram, segundo o jornal ‘Lancashire Telegraph’. Com problemas de mobilidade, ela não foi avisada que teria de subir e descer os degraus no seu acesso ao hotel e lamentou também a "grosseria" dos clientes espanhóis que estavam hospedados no local, e a deixavam “nervosa”. A turista inglesa se queixou de que sua estadia de duas semanas na Espanha foi arruinada porque havia "muitos espanhóis" no hotel. Jackson acrescentou que os espanhóis deveriam ir para outro lugar em suas férias.