Seleccione Edição
Login
Emma France estampando uma camiseta nas linhas do bonde do Porto.
Emma France estampando uma camiseta nas linhas do bonde do Porto.
12 fotos

As ruas do Porto ou de Berlim em sua camiseta

A artista Emma France estampa os relevos de tampas de bueiros e calçådas de várias cidades europeias em roupas, sacolas e pôsteres

  • Emma France Raff, cujo nome artístico é Raubdruckerin (algo como a impressora furtiva), vive em Berlim. Cria camisetas, camisolas, sacolas de teia e pôsteres nos quais imprime relevos de calçadas, ruas ou tampas de bueiro das cidades pelas quais viaja. As coleções são pequenas, de poucas peças, exceto no caso dos artigos feitos na capital alemã, onde a artista tem sua oficina ( raubdruckerin.de ),  aberta ao público. Além de em seu site, ali podem ser compradas suas produções, sem dúvida um 'souvenir' único e muito original.
    1Emma France Raff, cujo nome artístico é Raubdruckerin (algo como a impressora furtiva), vive em Berlim. Cria camisetas, camisolas, sacolas de teia e pôsteres nos quais imprime relevos de calçadas, ruas ou tampas de bueiro das cidades pelas quais viaja. As coleções são pequenas, de poucas peças, exceto no caso dos artigos feitos na capital alemã, onde a artista tem sua oficina (raubdruckerin.de ), aberta ao público. Além de em seu site, ali podem ser compradas suas produções, sem dúvida um 'souvenir' único e muito original.
  • “Se tivesse vivido em outra cidade que não Berlim, meu projeto não seguiria adiante”. Assim de pronto responde Raubdruckerin, a jovem artista que iniciou em 2006 este projeto de imprimir o relevo das ruas do mundo em peças de roupa e complementos (Street-Printing). “Meus pais são artistas e sempre me animaram a tornar realidade as ideias, sem medo. E minhas ideias eram experimentos em teia”, explica Emma France. Com seu pai criou este projeto em seu estúdio do Alentejo, quando ambos viviam em Portugal. Na imagem, em plena impressão de uma camiseta sobre os trilhos do bonde no Porto (Portugal).
    2“Se tivesse vivido em outra cidade que não Berlim, meu projeto não seguiria adiante”. Assim de pronto responde Raubdruckerin, a jovem artista que iniciou em 2006 este projeto de imprimir o relevo das ruas do mundo em peças de roupa e complementos (Street-Printing). “Meus pais são artistas e sempre me animaram a tornar realidade as ideias, sem medo. E minhas ideias eram experimentos em teia”, explica Emma France. Com seu pai criou este projeto em seu estúdio do Alentejo, quando ambos viviam em Portugal. Na imagem, em plena impressão de uma camiseta sobre os trilhos do bonde no Porto (Portugal).
  • Estudou Desenho Têxtil e o hábito de estampar chegou “por acidente”. Começou como uma ocupação para alguém que não tinha emprego, mas a valentia e a criatividade acabaram triunfando. Tampas de bueiro, de gás… qualquer indicação em forma de relevo se converte em uma prensa para esta artista e desenhista que montou um negócio que hoje tem uma equipe de sete pessoas ao redor do que começou como uma aventura de guerrilha.
    3Estudou Desenho Têxtil e o hábito de estampar chegou “por acidente”. Começou como uma ocupação para alguém que não tinha emprego, mas a valentia e a criatividade acabaram triunfando. Tampas de bueiro, de gás… qualquer indicação em forma de relevo se converte em uma prensa para esta artista e desenhista que montou um negócio que hoje tem uma equipe de sete pessoas ao redor do que começou como uma aventura de guerrilha.
  • Hoje seus desenhos são vendidos em sua oficina de Berlim (Boddinstr, 9, aberto às quintas-feiras e sextas-feiras de 16h a 19h, embora também seja possível fazer um agendamento). Além disso, há uma loja 'on-line'  (https:raubdruckerin.deemshop) , onde muitas de suas produções mostram a indicação de esgotadas. Os preços: camiseta de manga curta por 49 euros e bolsas com alças por 20 euros.
    4Hoje seus desenhos são vendidos em sua oficina de Berlim (Boddinstr, 9, aberto às quintas-feiras e sextas-feiras de 16h a 19h, embora também seja possível fazer um agendamento). Além disso, há uma loja 'on-line' (https://raubdruckerin.de/em/shop/), onde muitas de suas produções mostram a indicação de esgotadas. Os preços: camiseta de manga curta por 49 euros e bolsas com alças por 20 euros.
  • Quase todos os bairros de Berlim têm seu piscar de olhos na loja de Raubdruckerin, que viajou para imortalizar suas formas em estampas de roupa em Lisboa (na imagem), Madri (onde aproveitou o desenho da mítica tampa do metro), Oslo, Amsterdã, Bruxelas, Viena, Budapeste, Paris, Atenas ou Barcelona (onde imprimiu o característico relevo da flor de suas pedras e o de Águas de Barcelona).
    5Quase todos os bairros de Berlim têm seu piscar de olhos na loja de Raubdruckerin, que viajou para imortalizar suas formas em estampas de roupa em Lisboa (na imagem), Madri (onde aproveitou o desenho da mítica tampa do metro), Oslo, Amsterdã, Bruxelas, Viena, Budapeste, Paris, Atenas ou Barcelona (onde imprimiu o característico relevo da flor de suas pedras e o de Águas de Barcelona).
  • “Agora somos uma organização, buscamos lugares para estampar e como o fazer. Pode ser buscado 'in situ' ou pela Internet e aproveitamos viagens para poder fazer as estampagens”, conta France. Em suas malas sempre cabem camisetas e bolsas de teia (as chamadas ‘tote bags’) lisas, além de tinta e rolo. Ao chegar ao lugar assinalado, o primeiro passo é limpar o espaço. “Retiramos chicletes, razão pela qual também levamos um martelo”.
    6“Agora somos uma organização, buscamos lugares para estampar e como o fazer. Pode ser buscado 'in situ' ou pela Internet e aproveitamos viagens para poder fazer as estampagens”, conta France. Em suas malas sempre cabem camisetas e bolsas de teia (as chamadas ‘tote bags’) lisas, além de tinta e rolo. Ao chegar ao lugar assinalado, o primeiro passo é limpar o espaço. “Retiramos chicletes, razão pela qual também levamos um martelo”.
  • Sua técnica de impressão é simples e feita à mão. “Nem sequer é necessário uma imprensa para imprimir e o consumo de recursos e materiais se reduz ao mínimo”, explica em seu site sobre seu processo de criação. Depois de limpar o espaço, cobrem-no com tinta (sempre orgânica) e lhe sobrepõem a teia ou a prensa (todas 100% algodão). Hoje France tem duas pessoas que trabalham estampando, e conta com a ajuda de colaboradores. E para assegurar o futuro de seu movimento, ao final do processo tudo deve ficar limpo de tinta de novo.
    7Sua técnica de impressão é simples e feita à mão. “Nem sequer é necessário uma imprensa para imprimir e o consumo de recursos e materiais se reduz ao mínimo”, explica em seu site sobre seu processo de criação. Depois de limpar o espaço, cobrem-no com tinta (sempre orgânica) e lhe sobrepõem a teia ou a prensa (todas 100% algodão). Hoje France tem duas pessoas que trabalham estampando, e conta com a ajuda de colaboradores. E para assegurar o futuro de seu movimento, ao final do processo tudo deve ficar limpo de tinta de novo.
  • E como reagem os pedestres? “Dependendo da rua ou da hora, param e perguntam coisas. Mas, sobretudo, se dão conta da quantidade de padrões que há por toda parte. E agora muitos começam a ler as cidades a partir da estampagem”, se orgulha. Para Raubdruckerin, seu trabalho é também “ensinar a pessoas a olhar a cidade, a romper a rotina”.
    8E como reagem os pedestres? “Dependendo da rua ou da hora, param e perguntam coisas. Mas, sobretudo, se dão conta da quantidade de padrões que há por toda parte. E agora muitos começam a ler as cidades a partir da estampagem”, se orgulha. Para Raubdruckerin, seu trabalho é também “ensinar a pessoas a olhar a cidade, a romper a rotina”.
  • A sua é ‘street art to go’ (arte urbana para levar), ou é o que ela diz, caçoando. “Na realidade, nós não fazemos nada, a não ser destacar essa parte da cidade”. O projeto criou além disso uma rede de seguidores que contam a Raubdruckerin que sites poderiam ser acrescentados a sua lista. “Nos encantaria retratar o mundo inteiro, mas há que ir por partes”. Suas próximas paradas, que anuncia em seu  perfil de Facebook , serão Roma, Barcelona, Amsterdã, Londres, Suécia e Moscou. E sonha com o Japão.
    9A sua é ‘street art to go’ (arte urbana para levar), ou é o que ela diz, caçoando. “Na realidade, nós não fazemos nada, a não ser destacar essa parte da cidade”. O projeto criou além disso uma rede de seguidores que contam a Raubdruckerin que sites poderiam ser acrescentados a sua lista. “Nos encantaria retratar o mundo inteiro, mas há que ir por partes”. Suas próximas paradas, que anuncia em seu perfil de Facebook, serão Roma, Barcelona, Amsterdã, Londres, Suécia e Moscou. E sonha com o Japão.
  • As viagens são financiadas com seu orçamento e também com “intercâmbios”, não fazem publicidade nem se associam com outros. “Não acreditamos no trabalho com marcas, porque seria renunciar à nossa essência, a nossa forma de trabalhar, deixaríamos de ser artistas. Vamos a um lugar e encontramos sinergias. Há pessoas que nos dão alojamento ou nos convidam a comer e os mudamos por nossos desenhos”.
    10As viagens são financiadas com seu orçamento e também com “intercâmbios”, não fazem publicidade nem se associam com outros. “Não acreditamos no trabalho com marcas, porque seria renunciar à nossa essência, a nossa forma de trabalhar, deixaríamos de ser artistas. Vamos a um lugar e encontramos sinergias. Há pessoas que nos dão alojamento ou nos convidam a comer e os mudamos por nossos desenhos”.
  • Por trás de suas criações está a filosofia do trabalho lento e consciente, está na contramão da fabricação em massa. “À gente tem se esquecido como se fazem e de onde vêm as coisas. Em uma loja normal as impressões aparecem por arte de magia, mas ainda se faz muito à mão. Em nosso caso as camisetas são feitas na rua”, diz France.
    11Por trás de suas criações está a filosofia do trabalho lento e consciente, está na contramão da fabricação em massa. “À gente tem se esquecido como se fazem e de onde vêm as coisas. Em uma loja normal as impressões aparecem por arte de magia, mas ainda se faz muito à mão. Em nosso caso as camisetas são feitas na rua”, diz France.
  • Emma France enfatiza a natureza de seu nome artístico: “É feminino”, insiste. “Na Alemanha quase todas as palavras são masculinas, de modo que queria que esta arte levasse nome de mulher. Além disso, o significado das palavras é provocativo porque tem como fundo esse momento pirata, como os filmes ou os discos: o que você copia já existe, e você está levando”.
    12Emma France enfatiza a natureza de seu nome artístico: “É feminino”, insiste. “Na Alemanha quase todas as palavras são masculinas, de modo que queria que esta arte levasse nome de mulher. Além disso, o significado das palavras é provocativo porque tem como fundo esse momento pirata, como os filmes ou os discos: o que você copia já existe, e você está levando”.

MAIS INFORMAÇÕES