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Morte de filho do governador Geraldo Alckmin consterna classe política

Thomaz Alckmin era um dos cinco passageiros de aeronave que caiu em Carapicuíba

Thomaz e a mãe, Lu Alckmin, em imagem de arquivo.
Thomaz e a mãe, Lu Alckmin, em imagem de arquivo.R. Chaves / Folhapress

Thomaz Alckmin, 31, filho mais novo do governador do Estado de São Paulo, Gerado Alckmin (PSDB), morreu na queda de um helicóptero na tarde de quinta-feira. A aeronave caiu sobre duas casas em um condomínio de luxo de Carapicuíba, em São Paulo, mas ninguém em terra se feriu. Além dele, faleceram o piloto e três mecânicos de aeronaves. O corpo de Thomaz começou a ser velado na madrugada desta sexta-feira no hospital israelita Albert Einstein, no Morumbi, zona sul da capital paulista. Durante a tarde o caixão segue para Pindamonhangaba, no interior do Estado, onde deverá ser enterrado.

O jovem, que era piloto comercial de helicóptero havia pouco mais de três anos, era casado com a arquiteta Taís Fantato e tinha duas filhas - uma delas recém-nascida. Em nota o Palácio dos Bandeirantes afirmou que “sob o impacto dessa tragédia, a família Alckmin, inconsolável, agradece as manifestações de pesar e carinho e busca conforto na fé que sempre a alimentou. Seus pensamentos e preces se estendem às famílias das outras vítimas".

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o helicóptero saiu de um aeródromo em Carapicuíba, e deveria retornar no mesmo dia para o local. Equipes dos Serviços Regionais de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa) vão investigar o que provocou o acidente. A aeronave, modelo Eurocopter France, foi comprada em fevereiro pela empresa Seripatri Participações, e a documentação estava em dia.

Aex-mulher de Thomaz, Fabíola Trombelli, ligou para o governador quando soube da notícia, e afirmou que ele não conseguia falar por estar em choque

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a ex-mulher de Thomaz, Fabíola Trombelli, que mora atualmente na Noruega, ligou para o governador quando soube da notícia, e afirmou que ele não conseguia falar por estar em choque. “O doutor Geraldo só chorou”, disse. A demora na confirmação da morte de Thomaz - a nota oficial do Governo foi divulga às 23h07, seis horas após o acidente - foi provocada pela preocupação de que Lu Alckmin, que estava em Campos do Jordão, fosse informada pela imprensa da morte do filho.

Os outros mortos, segundo a proprietária do helicóptero, são o piloto Carlos Haroldo Isquerdo Gonçalves, 53, (que tinha mais de 30 anos de experiência), e os mecânicos Paulo Henrique Moraes, 42, Erick Martinho, 36, e Leandro Souza, 34.

O acidente provocou reações de solidariedade da classe política nacional. A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgaram nota de pesar lamentando o ocorrido. “Com muito pesar e tristeza, apresento ao governador Geraldo Alckmin e à sua esposa, senhora Maria Lúcia Alckmin, meus sinceros e profundos pêsames pela morte de seu filho”, informou nota divulgada pelo Planalto. O PT, por meio do presidente nacional da legenda, Rui Falcão, também lamentou o episódio.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) também divulgou nota de pesar nas redes sociais: "Minha mãe, minhas irmãs, Letícia e eu estamos profundamente consternados com o trágico falecimento do Thomaz, filho dos amigos Lu Alckmin e Geraldo Alckmin, e das demais vítimas desse acidente".

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, informou lamentar "profundamente a morte prematura de Thomaz Alckmin, filho mais novo de Geraldo Alckmin. Como pai expresso minha solidariedade ao governador de São Paulo pela irreparável perda. Estendo meu pesar aos familiares das demais vítimas". Vários governadores, entre eles Luiz Fernando Pezão, também lamentaram o acidente.

Em fevereiro de 2014, Thomaz sobreviveu a uma emboscada quando seu carro foi cercado por criminosos que começaram a trocar tiros com os policiais que faziam sua escolta. Ele não foi ferido.