Conflito pela expropiação

O diretor da Pemex celebra um “acordo mínimo” entre YPF e Repsol

Emilio Lozoya aposta que o trato seja aprovado no conselho de administração da petroleira espanhola

O diretor-geral da Pemex, Emilio Lozoya.
O diretor-geral da Pemex, Emilio Lozoya. (EFE)

O diretor da Petróleos Mexicanos (Pemex), Emilio Lozoya, celebrou nesta terça-feira o princípio de um acordo celebrado ontem em Buenos Aires entre os Governos da Espanha, Argentina e México em torno das petroleiras YPF e Repsol. Em entrevista a uma rádio mexicana, Lozoya destacou o trabalho do Ministério de Exteriores de México para que o Governo argentino pague com ativos líquidos os 51% de ações que a Repsol teve expropriados em 2012.

“A Pemex, com a ajuda da Chancelaria, foi um veículo para chegar a uma solução amistosa neste problema que afeta nossos interesses”, disse Lozoya. Além disso, o diretor de Pemex parabenizou por sua conta de Twitter o secretário de Energia de México, Pedro Joaquín Coldwell, e o secretário de Exteriores, José Antonio Meade, por seu apoio na negociação.

O diretor de Pemex comentou que este é um “acordo mínimo”, mas que confia que o conselho de administração de Repsol ratificará o acordo para depois fixar o valor da indenização que o Governo argentino pagará à petroleira espanhola.

Lozoya explicou que a intervenção do México foi chave no acordo, uma vez que a petroleira estatal mexicana possui 9,8% das ações da Repsol. Depois da expropriação argentina, a Pemex perdeu “centenas de milhões” no valor de suas ações. “Temos um assento no conselho e interesse em levar adiante este acordo com a Argentina, de tal forma que protejamos os interesses de Pemex e o de seus acionistas. Nós fomos enfáticos sobre o desempenho da ação de Repsol e seguiremos buscando os interesses de Pemex”, disse.

Questionado sobre a possibilidade de que a Repsol retire a Pemex de sua posição no conselho de administração —depois de Lozoya manifestar na semana passada seu descontentamento com o gerenciamento da petroleira espanhola, comandado por Antonio Brufau— o diretor de Pemex se negou a fazer mais comentários sobre o tema, mas fez questão de mencionar que o acordo entre YPF e a Repsol se deveu em grande parte à atuação do México.

“Confirmamos o que definiu esse conselho, composto por três Governos reunidos à mesa de negociação, sendo México um interlocutor entre dois Governos em conflito (Espanha e Argentina), e aguardamos o que o conselho decidirá na quarta-feira para, baseados nisso, atuarmos”, comentou.

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