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Justiça permite Eike Batista trocar Bangu por prisão domiciliar

Preso desde janeiro, acusado de corrupção e lavagem de dinheiro, empresário irá aguardar julgamento em sua casa no Rio após decisão do ministro Gilmar Mendes

Empresário Eike Batista deixa a sede da PF, após depoimento no início do ano.
Empresário Eike Batista deixa a sede da PF, após depoimento no início do ano. Agência Brasil

O empresário Eike Batista, que já foi considerado o homem mais rico do Brasil, deixou o complexo prisional de Bangu, zona oeste do Rio, na manhã deste domingo. Ele irá cumprir prisão domiciliar em sua casa, no Jardim Botânico, zona nobre da cidade, por determinação do juiz federal Gustavo Arruda Macedo da Justiça Federal do Rio de Janeiro. A decisão foi tomada neste sábado, um dia após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ter concedido um habeas corpus ao empresário. Em despacho, o ministro explicou que o fato de ter sido denunciado não poderia, por si só, ser fundamento para a manutenção da prisão preventiva de Eike.

O empresário  estava em Bangu desde o fim de janeiro, quando teve a prisão preventiva decretada na Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Lava Jato no Rio, acusado de pagar 16,5 milhões de dólar a título de propina ao suposto esquema de corrupção do ex-governador do Rio Sergio Cabral, preso desde novembro. O pagamento teria sido feito em troca de contratos com o governo estadual. Em fevereiro, Eike foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro.

Durante a prisão domiciliar, o empresário terá que obedecer uma séries de regras. Eike terá que continuar afastado da administração de suas empresas e não poderá manter contato com qualquer pessoa investigada na Lava Jato. Durante esse período, ele terá ainda que levantar permanentemente o seu sigilo telefônico. O juiz determinou ainda que o empresário entregue o passaporte e só permitiu  que ele receba visitas de parentes e advogados. A Polícia Federal também poderá fazer vistorias surpresas em sua casa.

Enquanto esteve na prisão em Bangu, Eike, que chegou a ser o oitavo homem mais rico do mundo, segundo a revista Forbes, compartilhou a cela de 15 metros quadrados com outros seis acusados de participar no esquema de corrupção que investiga a Operação Lava-Jato.