Seleccione Edição
Entra no EL PAÍS
Login Não está cadastrado? Crie sua conta Assine

Revista diz que doleiro acusa Dilma e Lula por corrupção na Petrobras

Segundo a Veja, Alberto Youssef afirmou que os petistas sabiam de esquema ilegal

O defensor do suspeito diz desconhecer depoimento

Dilma e Lula durante a campanha em São Paulo no dia 20.
Dilma e Lula durante a campanha em São Paulo no dia 20. AFP

Publicação desta sexta-feira na revista Veja mostra que o doleiro Alberto Youssef, um dos acusados de liderar o esquema de corrupção na Petrobras, disse que tanto o ex-presidente Lula da Silva quanto a atual mandatária Dilma Rousseff (ambos do PT) conheciam as irregularidades na maior companhia brasileira. Conforme a revista, em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público na terça-feira passada, em Curitiba, o doleiro disse que os dois petistas “sabiam de tudo”.

Em entrevista ao jornal O Globo, um dos advogados de Youssef, Antonio Figueiredo Basto, afirmou estar surpreso com a revelação da revista. Ele confirmou que o doleiro prestou depoimento nesta semana, mas afirmou que nunca ouviu seu cliente atribuir qualquer responsabilidade a Lula e Dilma. “Conversei com todos da minha equipe e nenhum fala isso. Estamos perplexos e desconhecemos o que está acontecendo. É preciso ter cuidado porque está havendo muita especulação”.

Conhecida por tecer críticas ao PT, a Veja antecipou sua publicação. Ao invés de circular no sábado, como de costume, chegou às bancas na sexta-feira, antevéspera da eleição e dia em que ocorre o último debate entre os presidenciáveis.

Youssef foi preso em março junto com outro suposto líder do esquema, o engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras. Eles são acusados de desviar cerca de 10 bilhões de reais da petroleira entre 2004 e 2012 (durante as gestões Lula e Dilma). Parte desse recurso seria usado para pagar políticos por apoio ao Governo.

Após a publicação da reportagem, Dilma usou pouco mais de três de seus dez minutos da campanha na propaganda eleitoral na TV para dizer que a Veja faz "terrorismo eleitoral" na tentativa de influenciar no resultado do pleito no próximo domingo. "Não posso me calar frente a esse ato de terrorismo eleitoral articulado pela revista Veja e seus parceiros ocultos", afirmou. Ela disse ainda que não compactua com corrupção e que irá processar a publicação da Editora Abril.

MAIS INFORMAÇÕES