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A versão online da Coreia do Norte

A Coreia do Norte continua sendo o país menos ‘conectado’ da Terra. O acesso global à Internet é impensável para a maioria e o preço por tentar contornar as regras do Governo pode ser alto. Mas para Kim Jong-un, a ideia de uma Coreia do Norte mais conectada também é atraente

  • Sob o regime dos antecessores de Kim Jong-un, o fluxo de informação era controlado principalmente por meio de uma rede humana intensiva de recursos: a ‘polícia de pensamento’ do Ministério da Segurança do Estado, por exemplo, ou os emblemáticos controladores de tráfego de Pyongyang. Na foto, um casal de norte-coreanos usa um smartphone para fotografar fogos de artifício na Praça Kim Il Sung, em Pyongyang, em 27 de julho de 2014.
    1Sob o regime dos antecessores de Kim Jong-un, o fluxo de informação era controlado principalmente por meio de uma rede humana intensiva de recursos: a ‘polícia de pensamento’ do Ministério da Segurança do Estado, por exemplo, ou os emblemáticos controladores de tráfego de Pyongyang. Na foto, um casal de norte-coreanos usa um smartphone para fotografar fogos de artifício na Praça Kim Il Sung, em Pyongyang, em 27 de julho de 2014. AP
  • No entanto, a Internet e os avanços na tecnologia da comunicação fizeram buracos nessa estratégia, particularmente entre os mais educados, os mais jovens e os mais ricos, o mesmo segmento da sociedade que poderia ser uma ameaça política. Na foto, estudantes norte-coreanos usam computadores no Complexo Sci-Tech, em Pyongyang, em 17 de abril de 2017.
    2No entanto, a Internet e os avanços na tecnologia da comunicação fizeram buracos nessa estratégia, particularmente entre os mais educados, os mais jovens e os mais ricos, o mesmo segmento da sociedade que poderia ser uma ameaça política. Na foto, estudantes norte-coreanos usam computadores no Complexo Sci-Tech, em Pyongyang, em 17 de abril de 2017. AP
  • Há uma década, apenas um pequeno grupo de funcionários militares e do regime seleto tinha acesso a smartphones. Agora, de acordo com os relatórios financeiros mais recentes do principal provedor, estima-se que existam entre 2,5 e 3 milhões de telefones celulares na Coreia do Norte, um país de 25 milhões de habitantes. Na foto, um homem usa um smartphone em frente aos retratos dos falecidos líderes norte-coreanos Kim Il Sung (à esquerda) e Kim Jong Il (à direita), em 5 de maio de 2015, em Pyongyang.
    3Há uma década, apenas um pequeno grupo de funcionários militares e do regime seleto tinha acesso a smartphones. Agora, de acordo com os relatórios financeiros mais recentes do principal provedor, estima-se que existam entre 2,5 e 3 milhões de telefones celulares na Coreia do Norte, um país de 25 milhões de habitantes. Na foto, um homem usa um smartphone em frente aos retratos dos falecidos líderes norte-coreanos Kim Il Sung (à esquerda) e Kim Jong Il (à direita), em 5 de maio de 2015, em Pyongyang. AP
  • Na ilha de Ssuk do rio Taedong existe um edifico em forma de átomo. É o complexo Sci-Tech, um centro para a disseminação de informação relacionada à ciência em todo o país. Abriga a maior biblioteca eletrônica da Coreia do Norte, com mais de 3.000 terminais onde os funcionários das fábricas participam da teleaprendizagem, as crianças assistem desenhos animados e os estudantes universitários pesquisam. Na foto, o centro de ciência e tecnologia localizado na ilha de Ssuk em uma imagem sem data fornecida pelo Governo da Coreia do Norte.
    4Na ilha de Ssuk do rio Taedong existe um edifico em forma de átomo. É o complexo Sci-Tech, um centro para a disseminação de informação relacionada à ciência em todo o país. Abriga a maior biblioteca eletrônica da Coreia do Norte, com mais de 3.000 terminais onde os funcionários das fábricas participam da teleaprendizagem, as crianças assistem desenhos animados e os estudantes universitários pesquisam. Na foto, o centro de ciência e tecnologia localizado na ilha de Ssuk em uma imagem sem data fornecida pelo Governo da Coreia do Norte. AP
  • Os computadores do complexo Sci-Tech funcionam com o sistema operacional ‘Estrela Vermelha’, que foi desenvolvido pelo Centro de Computação da Coreia a partir da codificação de código aberto do Linux. O Red Star 3.0 tem os widgets habituais: o navegador ‘Naenara’, o e-mail, um calendário e a configuração de zona horária, incluindo ‘kPhoto’ (com um ícone que se parece muito com o iPhoto). As versões anteriores apresentavam uma interface de usuário de Windows XP, mas agora têm um modelo mais semelhante ao Mac. Na foto, várias pessoas utilizam computadores no Complexo Sci-Tech de Pyongyang, em 26 de junho de 2017.
    5Os computadores do complexo Sci-Tech funcionam com o sistema operacional ‘Estrela Vermelha’, que foi desenvolvido pelo Centro de Computação da Coreia a partir da codificação de código aberto do Linux. O Red Star 3.0 tem os widgets habituais: o navegador ‘Naenara’, o e-mail, um calendário e a configuração de zona horária, incluindo ‘kPhoto’ (com um ícone que se parece muito com o iPhoto). As versões anteriores apresentavam uma interface de usuário de Windows XP, mas agora têm um modelo mais semelhante ao Mac. Na foto, várias pessoas utilizam computadores no Complexo Sci-Tech de Pyongyang, em 26 de junho de 2017. AP
  • Qualquer tentativa de mudar suas funções principais e desativar as checagens de vírus resulta em um ciclo de reinício automático e os arquivos baixados de USB têm uma marca d’água para que as autoridades possam identificar e rastrear atividades criminosas e subversivas. Na foto, Pak Sung Jin, um estudante de pós-graduação em Química trabalha em um ensaio no Complexo Sci-Tech de Pyongyang, em 16 de junho de 2017. Se Pak precisar de algo da Internet, os oficiais credenciados da Universidade procurarão por ele. Pak defende a crítica oficial de que a Internet foi contaminada pelos imperialistas norte-americanos.
    6Qualquer tentativa de mudar suas funções principais e desativar as checagens de vírus resulta em um ciclo de reinício automático e os arquivos baixados de USB têm uma marca d’água para que as autoridades possam identificar e rastrear atividades criminosas e subversivas. Na foto, Pak Sung Jin, um estudante de pós-graduação em Química trabalha em um ensaio no Complexo Sci-Tech de Pyongyang, em 16 de junho de 2017. Se Pak precisar de algo da Internet, os oficiais credenciados da Universidade procurarão por ele. Pak defende a crítica oficial de que a Internet foi contaminada pelos imperialistas norte-americanos. AP
  • Os telefones locais permitem que os norte-coreanos liguem e enviem mensagens de textos, joguem jogos, naveguem pela Internet nacional e acessem alguns outros serviços. Mas não podem receber e realizar chamadas de números de fora dessa rede, ou seja, do resto do mundo. Além disso, o uso de Wi-Fi é proibido aos norte-coreanos, e estritamente restringido e monitorado para bloquear a ocultação dos sinais dos estrangeiros. Na foto, um homem fala por celular em um bonde elétrico no centro de Pyongyang, em 28 de julho de 2017.
    7Os telefones locais permitem que os norte-coreanos liguem e enviem mensagens de textos, joguem jogos, naveguem pela Internet nacional e acessem alguns outros serviços. Mas não podem receber e realizar chamadas de números de fora dessa rede, ou seja, do resto do mundo. Além disso, o uso de Wi-Fi é proibido aos norte-coreanos, e estritamente restringido e monitorado para bloquear a ocultação dos sinais dos estrangeiros. Na foto, um homem fala por celular em um bonde elétrico no centro de Pyongyang, em 28 de julho de 2017. AP
  • Portanto, ao mesmo tempo em que mantêm suas táticas da velha escola local e fazem com que se cumpra o apagão da Internet global, os funcionários da Coreia do Norte aprenderam a se adaptar utilizando os dispositivos on-line como mais uma ferramenta à vigilância. Na foto, estudantes norte-coreanos utilizam computadores no Complexo Sci-Tech de Pyongyang, em 16 de junho de 2017.
    8Portanto, ao mesmo tempo em que mantêm suas táticas da velha escola local e fazem com que se cumpra o apagão da Internet global, os funcionários da Coreia do Norte aprenderam a se adaptar utilizando os dispositivos on-line como mais uma ferramenta à vigilância. Na foto, estudantes norte-coreanos utilizam computadores no Complexo Sci-Tech de Pyongyang, em 16 de junho de 2017. AP
  • Os médicos podem realizar consultas através de videoconferências on-line, e a conferências na prestigiosa Universidade Kim Il Sung são transmitidas a fábricas longínquas e comunidades agrícolas. As pessoas usam dicionários on-line e mandam mensagens de texto em seus telefones inteligente. Nas carteiras dos privilegiados estão os cartões ‘Jonsong’ e ‘Narae’ para compras eletrônicas e bancos on-line. Mas tudo isso é possível somente através de uma Intranet extremamente controlada. Na foto, um homem lê o jornal local enquanto outros navegam pelo sistema de Intranet na Grande Casa de Estudo Popular de Pyongyang, em 24 de julho de 2017.
    9Os médicos podem realizar consultas através de videoconferências on-line, e a conferências na prestigiosa Universidade Kim Il Sung são transmitidas a fábricas longínquas e comunidades agrícolas. As pessoas usam dicionários on-line e mandam mensagens de texto em seus telefones inteligente. Nas carteiras dos privilegiados estão os cartões ‘Jonsong’ e ‘Narae’ para compras eletrônicas e bancos on-line. Mas tudo isso é possível somente através de uma Intranet extremamente controlada. Na foto, um homem lê o jornal local enquanto outros navegam pelo sistema de Intranet na Grande Casa de Estudo Popular de Pyongyang, em 24 de julho de 2017. AP
  • Pyongyang utiliza um sistema onde a elite de confiança pode navegar pela Internet com relativa liberdade enquanto as massas se mantêm dentro de uma Intranet nacional minuciosamente vigiada e construída em parte com um software roubado. Na foto, um homem usa seu telefone inteligente em Pyongyang, em 5 de maio de 2015.
    10Pyongyang utiliza um sistema onde a elite de confiança pode navegar pela Internet com relativa liberdade enquanto as massas se mantêm dentro de uma Intranet nacional minuciosamente vigiada e construída em parte com um software roubado. Na foto, um homem usa seu telefone inteligente em Pyongyang, em 5 de maio de 2015. AP
  • Os especialistas externos acreditam que um programa semelhante ao que a Apple usa em seus OS X e iOS é a base da armadilha explosiva que frustra as tentativas de desativar as funções de segurança no Red Star. Na foto, a página principal do site do Complexo Sci-Tech de Pyongyang, em 16 de junho de 2017.
    11Os especialistas externos acreditam que um programa semelhante ao que a Apple usa em seus OS X e iOS é a base da armadilha explosiva que frustra as tentativas de desativar as funções de segurança no Red Star. Na foto, a página principal do site do Complexo Sci-Tech de Pyongyang, em 16 de junho de 2017. AP
  • Também há uma forte evidência de que a Coreia do Norte permite às pessoas envolvidas na pirataria informática e nas operações cibernéticas o acesso necessário a um compromisso profundo com os ciberataques e o crime cibernético. Na foto, várias pessoas observam o tablete Samjiyon produzido para o mercado da Coreia do Norte à venda na 16ª Feira Internacional de Primavera de Pyongyang, em 15 de maio de 2013.
    12Também há uma forte evidência de que a Coreia do Norte permite às pessoas envolvidas na pirataria informática e nas operações cibernéticas o acesso necessário a um compromisso profundo com os ciberataques e o crime cibernético. Na foto, várias pessoas observam o tablete Samjiyon produzido para o mercado da Coreia do Norte à venda na 16ª Feira Internacional de Primavera de Pyongyang, em 15 de maio de 2013. AP
  • Segundo o FBI, os ataques mais graves da Coreia do Norte incluem o recente ‘WannaCry’ ransomware, que infectou centenas de milhares de computadores em maio e paralisou partes do Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha. Foi relacionado a ataques ao banco central de Bangladesh no ano passado e a bancos na Coreia do Sul desde 2013. Em 2014 ocorreu também a invasão cibernética da Sony Pictures com o lançamento de A Entrevista, uma comédia de humor negro que retratou graficamente um Kim Jong-un morto. Na foto, funcionários da Agência de Internet e Segurança da Coreia em Seul (Coreia do Sul) monitoram possíveis ataques cibernéticos de randsomware, em 15 de maio de 2017.
    13Segundo o FBI, os ataques mais graves da Coreia do Norte incluem o recente ‘WannaCry’ ransomware, que infectou centenas de milhares de computadores em maio e paralisou partes do Serviço Nacional de Saúde da Grã-Bretanha. Foi relacionado a ataques ao banco central de Bangladesh no ano passado e a bancos na Coreia do Sul desde 2013. Em 2014 ocorreu também a invasão cibernética da Sony Pictures com o lançamento de A Entrevista, uma comédia de humor negro que retratou graficamente um Kim Jong-un morto. Na foto, funcionários da Agência de Internet e Segurança da Coreia em Seul (Coreia do Sul) monitoram possíveis ataques cibernéticos de randsomware, em 15 de maio de 2017. AP